<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745</id><updated>2012-01-25T02:56:51.765-08:00</updated><category term='psicologia e web'/><category term='outono'/><category term='pintura'/><category term='poesia'/><category term='caderno de outrem'/><category term='música'/><category term='caderno'/><category term='literatura'/><category term='jornais antigos'/><category term='cinema'/><category term='vídeos'/><title type='text'>Psicologia e  Literatura</title><subtitle type='html'>Páginas escritas e leituras escolhidas sobre tudo aquilo que pode iluminar a "distância que vai do que sei ao que sou".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>114</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3032318478632690728</id><published>2012-01-16T13:57:00.000-08:00</published><updated>2012-01-16T13:58:54.679-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>Porque quando a dor é muita eu escrevo</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/1-z-8O31_qc?rel=0" allowfullscreen="" width="320" frameborder="0" height="215"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3032318478632690728?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3032318478632690728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2012/01/porque-quando-dor-e-muita-eu-escrevo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3032318478632690728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3032318478632690728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2012/01/porque-quando-dor-e-muita-eu-escrevo.html' title='Porque quando a dor é muita eu escrevo'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/1-z-8O31_qc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-377434891588776593</id><published>2012-01-01T00:56:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T10:27:21.905-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornais antigos'/><title type='text'>2012</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;"Fiz o possível para entrar nele com o pé direito, mas quando vi &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;ele é que tinha entrado em mim, não deu para recuar." &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Luis Fernando Veríssimo (em 1976)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-377434891588776593?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/377434891588776593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2012/01/2012.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/377434891588776593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/377434891588776593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2012/01/2012.html' title='2012'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7765604620637981500</id><published>2011-12-14T12:56:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T10:10:14.708-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornais antigos'/><title type='text'>Entendeu?</title><content type='html'>Um acontecimento marcante da minha formação  foi quando, no início da adolescência, participei de  um grupo de jovens de uma paróquia em um subúrbio do Rio. Principalmente quando alguns componentes do grupo decidiram se insurgir contra as atitudes autoritárias e pouco cristãs do pároco. Criamos então um grupo independente e nos reuníamos inicialmente no porão da igreja e depois na casa de um dos participantes. Era início dos anos 70. Tocávamos violão, cantávamos em um coral, jogávamos War e líamos. Havia uma espécie de biblioteca ambulante. Eu era a "mascote" do grupo, pois era realmente muito mais jovem do que os outros participantes. Daí que, muito cuidadosos, eles me proibiram de ler dois livros que constavam da lista. Um de Jorge Amado (não era linguagem apropriada para uma menina) e outro de Herman Hesse de que, diziam, eu não compreenderia nada. Óbvio que peguei os dois e os li escondidos. "Tereza Batista" não chegou a me impressionar, mas ler "O Lobo da Estepe" foi uma experiência e tanto. Claro que não entendi nada, mas lembro que a experiência da leitura foi muito marcante. Bom, e o que seria um experiência marcante de leitura se não se entende nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez por outra me faço essa mesma pergunta. Leio poemas que muitas vezes não compreendo e mesmo assim às vezes gosto, às vezes não. E sei que muitas pessoas passam por essa espécie de "desconforto" e dizem apenas "nossa, que lindo!" no lugar de "nossa, não entendi nada".  Em uma entrevista publicada no caderno Prosa e Verso (do jornal O Globo), em junho desse ano, por ocasião da FLIP, a poeta escocesa Carol Ann-Duffy diz não se interessar muito quando dizem que seus poemas são "acessíveis" (seja lá o que isso quer dizer). Diz ela: "Um bom poema deve ser acessível na superfície, mas ter algo mais por debaixo, de modo que ele talvez não seja o que parece." Sem dúvida. Aliás, o poema seu publicado no mesmo jornal não deixa nenhuma dúvida sobre a sua assertiva.&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poemas assim:  entra-se  aos poucos nele, ele cresce dentro da gente, e puff! se instala por completo, inteiro, unindo no mesmo flash o não-entendimento e uma compreensão absoluta.&lt;br /&gt;Há aqueles que entendemos "de cara" e depois, oh, céus, vemos que havia muito mais e que há, na verdade, vários outros "entendimentos".&lt;br /&gt;Há aqueles tão herméticos que só um outro poeta pra entender (às vezes nem isso...)&lt;br /&gt;Há aqueles que passam e quase não sentimos, há aqueles que se mudam pra dentro da gente, há aqueles que nos deixam mudos, outros que nos instigam a  falar deles.&lt;br /&gt;Há uns que são bons pra ler em voz alta, outros,  só na solidão mais absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recortei de um jornal antigo (que espero seja deste século, senão, imaginem, guardar jornal do século passado!!!) poesias que, lembro-me bem, me deixavam meio intrigada na época. Primeiro, era mesmo poesia? Segundo, que diacho quer ela dizer com isso? Mas lembro também que ficava, mesmo sem entender, paralisada/mobilizada/extasiada. &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;** &lt;/span&gt;Será que eu era mais jovem e, mesmo não tendo os treze de quando da leitura de Hesse, ainda podia sentir essa estranha sensação? Talvez tenha sido a mesma sensação como a que descreveu Stephen Greenblatt (ah, essa entrevista, ao contrário, é recentíssima: sábado  03/12/2001 no Prosa e Verso) sobre sua experiência de ter lido "O processo" de Kafka e não ter entendido absolutamente nada. "Não compreendi as relações entre os personagens, não entendi por que o homem cometeu suicídio no final da história, nada fazia sentido pra mim. Fechei o livro, e me lembro de momentos depois sentir um incrível...não posso realmente explicar, não tenho as palavras certas para isso. Mas foi algo como se alguém tivesse tangido com força uma corda dentro de mim. Isso não aconteceu porque eu entendi, mas porque eu não entendi".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah....&lt;br /&gt;Entendi!&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; Faço a transcrição do poema de Carol Ann-Duffy em inglês pois ainda não há tradução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Cold&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;It felt so cold, the snowball which wept in my hands,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;and when I rolled it along in the snow, it grew&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;till I could sit on it, looking back at the house,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;where it was cold when I woke in my room, the windows&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;blind with ice, my breath undressing itself on the air.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Cold, too, embracing the torso of snow which I lifted up&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;in my arms to build a snowman, my toes, burning, cold&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;in my winter boots; my mother's voice calling me in&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;from the cold. And her hands were cold from peeling&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;then dipping potatoes into a bowl, stopping to cup&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;her daughter's face, a kiss for both cold cheeks, my cold nose.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;But nothing so cold as the February night I opened the door&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;in the Chapel of Rest where my mother lay, neither young, nor old,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;where my lips, returning her kiss to her brow, knew the meaning of cold.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;** &lt;/span&gt;Aí vão três "experiências" colhidas da Folha de São Paulo. Há muito tempo. São de Ledusha Spinardi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Sustenidos e Bemóis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Bela bélica e babélica Ofé-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;lia à beira do lago. Lima a lín-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;gua em labaredas seca para &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;serrar até o sono dos sapos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Gelada de mato e garoa a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ninfa espia da moita. Ofélia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;freme. Mastiga palavras mal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ditas. Enquanto abana faís-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;cas frésias salpicam-lhe a fa-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ce. Alfa, a ninfa, senta-se aos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;pés da outra. Garças alvas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;pinçam poças, lentas nas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;pernas flébeis.  As duas mi-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ram. Olhos de lágrimas fá-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ceis. Uma ais outra ohs: sus-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;tenidos e bemóis. Suspiros &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;em róseo uníssono pertur-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;bam girassóis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Bálsamos urbanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Meus olhos derrapam no&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;sorriso implícito. Água que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;aflora fria da pedra e lambe a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;pele salgada, jorro vigoroso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;de vinho fresco na sede sen-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;sual da alma e do corpo. Su-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;bo essa escada rolante às &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;mesmas 18h17. O tumulto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;dos passos no granito em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;torno soa como Debussy aos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;meus ouvidos.  A pálida pos-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;sibilidade de que tudo se re-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;pita faz crepitar meu umbi-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;go. Metida na polpa sucu-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;lenta da vida, atenta a certos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;encantamentos que na cida-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;de surrada pela urgência e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;pelo excesso escasseiam, sa-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;boreio os respingos incertos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;da felicidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Terra à vista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Na solitude líquida do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;mergulho, acidentes de per-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;curso, escalas involuntárias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;nos esqueletos dos cascos de &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;navios esquecidos, silêncio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;turvo povoado de sombras e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ímãs.  Olhos arregalados na &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;dança intraduzível.  Depois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;dos muitos sustos, do des-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;conforto limboso nos pés,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;feixes intermitentes de luz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;sinalizaram a existência ple-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;na da superfície.  Na esme-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ralda de sonho e algas dei-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;xou a lua submersa aos ui-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;vos.  Tateando a substância&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;renovada que a envolvia, po-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;de sentir a cauda ondulante,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;tecida em finos fios, conchas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;e sílabas.  Lambeu a leda lá-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;grima da água e lançou o te-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;souro da juventude aos pei-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;xes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7765604620637981500?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7765604620637981500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/entendeu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7765604620637981500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7765604620637981500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/entendeu.html' title='Entendeu?'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5588650074776352947</id><published>2011-12-07T03:28:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T03:28:00.847-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornais antigos'/><title type='text'>Crônica, croniqueta, croniquinha</title><content type='html'>Um jovem amigo (muito jovem, adolescente ainda) me perguntou um dia como escrever uma crônica. Dei-lhe uma resposta nada original: observe uma borboleta ( não precisa ser a famosa borboleta amarela do Braga) e depois escreva sobre o acontecido: a borboleta, o dia, seus pensamentos, suas sensações. Simples assim? Bom (pensei em refutar, dissertar, explicar,  mas desisti)... é... simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revendo jornais antigos, encontro uma crônica de Luis Fernando Veríssimo intitulada "Crônica:definições". Com seu  humor habitual, ele faz uma distinção - quanto à qualidade da crônica - entre:&lt;br /&gt;a) crônica;  b) croniqueta; c) cronicão; d) cronicaço.&lt;br /&gt;Cronicaço é a grande crônica, aquela que consagra seu autor, diz Veríssimo. Já cronicão é a crônica grande, "tem até ponto e vírgula e citação do Montaigne". A crônica é "qualquer crônica, ou uma crônica qualquer". Vamos à croniqueta. Diz ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Croniqueta não é o nome científico da crônica curta, como pode parecer. É uma crônica inconsequente, geralmente sobre coisa nenhuma, escrita com desinteresse para ser lida com pouco caso e cara de nojo. Se muita gente recorta crônicas do jornal para guardar, muitos recortam, cuidadosamente, a croniqueta para atirar no chão e pular em cima, gritando argkght!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações. Primeiro, se guardei essa crônica do Veríssimo ( e nada de argkght!) é porque não a considerei inconsequente. Eis aqui o resultado (tudo bem, tudo bem; se o resultado não é tão bom, a culpa é minha e não do objeto inspirador). Segundo, se essa minha croniqueta for lida, espero que seja salva pelo menos em consideração às referências que faço ao grande cronista (também porque vai ser mais complicado pular em cima da tela do computador). Terceiro, gostaria de acrescentar outra categoria: a croniquinha. Que não quer dizer que seja curta, nem completamente inútil. O diminutivo indicaria o lado afetivo de, por exemplo, achar um recorte de um jornal antigo, ler com prazer e escrever sobre os pensamentos e sensações decorridas da leitura. Tudo bem, tudo bem. Sei que não é simples assim. Mas pode ser. Pelo menos para uma croniquinha. Que nem esta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5588650074776352947?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5588650074776352947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/cronica-croniqueta-croniquinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5588650074776352947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5588650074776352947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/cronica-croniqueta-croniquinha.html' title='Crônica, croniqueta, croniquinha'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-2394188643050192835</id><published>2011-12-03T07:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-03T11:14:02.181-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Jornais Antigos</title><content type='html'>Todos nós temos nossas manias. Tenho algumas. (Vamos lá, confesse!). Tenho várias. (Agora que confessei, não consigo me lembrar de mais de duas). Tenho algumas. Uma delas é guardar jornais para ler depois. Sempre acreditamos em um "depois" (idealizado, claro) como sendo mais propício: com mais tempo, mais chuva, mais tranquilidade. E sempre nos surpreendemos quando o idealizado não acontece. Condição  humana.&lt;br /&gt;                             &lt;br /&gt;Enfim, humanamente maníaca, guardava-os em um canto. E os jornais se acumularam, entulhando-me. Um dia de dezembro dou-me (a) conta do acontecido. Diante da "barata" (não literalmente, por favor, que não tenho sucos gástricos lispectorianos), paralisei-me. E agora? Jogo tudo fora e me orgulho de mim mesma por tal ato inesperado e heróico? Ou dou ainda uma "olhadinha" e guardo "apenas" o que ainda possa ter algum "interesse"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já adivinharam a resposta. Certamente não estaria aqui (des)escrevendo minha "vitória" e, sim, escrevendo para.... (Umberto Eco disse em uma entrevista  no Caderno Mais, Folha de São Paulo em 11 de maio de 2008 que ele continua escrevendo porque.... ih.... esse se foi ...) dar continuidade e substância à minha mania. Mas, caríssimos, tenho que confessar (de novo?) que o prazer é enorme. E em dobro. Explico. Primeiro prazer é o de fazer acontecer "o" dia ideal. Sábado, chuvinha inesperada e temperatura amena mais inesperada ainda em dias de dezembro, ouvindo "Desert Rose" de Sting,  mergulho minhas mãos entre os papéis-jornais. Abaixo o volume. Leio (achei! Umberto Eco!):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não acredito na felicidade. Acredito apenas na inquietude. Ou seja,  nunca estou feliz por completo - sempre preciso fazer outra coisa. Mas  admito que na vida existem felicidades que duram 10 segundos ou meia  hora. (...) Existem momentos de felicidade quando vc consegue expressar  alguma coisa que o deixa contente. (...) Acredito ainda que a vida serve  apenas para recordar nossa própria infância. Cada momento em que  consigo me recordar bem de um instante de minha infância é um momento de  felicidade, mas isso não quer dizer que os momentos de minha infância  tenham sido momentos de felicidade. A infância e a adolescência são  períodos muito tristes. (...) Algo de muito bonito que ocorre ao  envelhecermos é que nos recordamos de um multidão de coisas da infância  que tinham sido esquecidas. (...) Por isso, vou ao encontro de minha  velhice com muito otimismo, porque, quanto mais envelheço, mais  recordações tenho de minha infância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis meu segundo grande momento de prazer: perceber a felicidade nos poucos segundos dessa leitura. E não importa se concordo ou não com o depoimento, se foi escrito em 2008 ou 2010, se foi de Umberto ou Borges. A felicidade, quase não a sinto mais, foi do acontecimento em si: a música, o vento entrando pela janela, o contato com o  papel-jornal, a pausa, nova música ("Fragile" ainda com Sting), e o cheiro da dama-da-noite que insiste em tanto florir nessa manhã de  fim de primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos memoráveis. E de repente o que era passado se torna presente e o presente se enche de um passado tão vivo. Daí que as lembranças evocadas pelos jornais antigos podem se tornar tão doces "presentes"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS:&lt;br /&gt;1.Em entrevista publicada  no caderno Prosa e Verso do Jornal O Globo - 31 de janeiro de 2009 - uma pianista chinesa afirma que há humor na música de Bach, principalmente nas "Variações Goldberg". Na décima e décima oitava. A conferir.&lt;br /&gt;2. É possível que o título dessa postagem se torne um "marcador" e aí teremos outras "croniquinhas" acerca de "Jornais Antigos". Ou não.&lt;br /&gt;3. Se houver a próxima, será exatamente sobre "Crônica:definições" - texto de Veríssimo publicado em.... sei lá, só sei que foi em uma revista de um jornal já extinto. Ui!&lt;br /&gt;4. Me apaixonei (de novo) pelo Sting.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-2394188643050192835?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/2394188643050192835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/jornais-antigos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2394188643050192835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2394188643050192835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/jornais-antigos.html' title='Jornais Antigos'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4996137080648173047</id><published>2011-12-03T06:11:00.000-08:00</published><updated>2011-12-03T08:51:08.839-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Rosa e Steve</title><content type='html'>Não posso adiar o amor para outro século&lt;br /&gt;não posso&lt;br /&gt;ainda que o grito sufoque na garganta&lt;br /&gt;ainda que o ódio estale e crepite e arda&lt;br /&gt;sob montanhas cinzentas&lt;br /&gt;e montanhas cinzentas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso adiar este abraço&lt;br /&gt;que é uma arma de dois gumes&lt;br /&gt;amor e ódio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso adiar&lt;br /&gt;ainda que a noite pese séculos sobre as costas&lt;br /&gt;e a aurora indecisa demore&lt;br /&gt;não posso adiar para outro século a minha vida&lt;br /&gt;nem o meu amor&lt;br /&gt;nem o meu grito de libertação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso adiar o coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;António Ramos Rosa (1924)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"For the love of God"&lt;/span&gt;, com Steve Vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/Bt6r5A6_sVA" allowfullscreen="" width="320" frameborder="0" height="215"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4996137080648173047?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4996137080648173047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/rosa-e-steve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4996137080648173047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4996137080648173047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/rosa-e-steve.html' title='Rosa e Steve'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Bt6r5A6_sVA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1690428910166085999</id><published>2011-12-02T10:57:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T10:57:00.104-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Pessoa e Steve</title><content type='html'>&lt;p&gt;Qualquer música&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Qualquer música, ah, qualquer,&lt;br /&gt;Logo que me tire da alma&lt;br /&gt;Esta incerteza que quer&lt;br /&gt;Qualquer impossível calma! &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Qualquer música – guitarra,&lt;br /&gt;Viola, harmônio, realejo…&lt;br /&gt;Um canto que se desgarra…&lt;br /&gt;Um sonho em que nada vejo… &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Qualquer coisa que não vida!&lt;br /&gt;Jota, fado, a confusão&lt;br /&gt;Da última dança vivida…&lt;br /&gt;Que eu não sinta o coração!&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Fernando Pessoa&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/Yw74sDWPH7U" allowfullscreen="" frameborder="0" height="215" width="320"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1690428910166085999?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1690428910166085999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/pessoa-e-steve.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1690428910166085999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1690428910166085999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/12/pessoa-e-steve.html' title='Pessoa e Steve'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Yw74sDWPH7U/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-6181821350468681821</id><published>2011-10-09T14:32:00.000-07:00</published><updated>2011-10-09T14:37:07.422-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Heráclito</title><content type='html'>Heráclito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só o rosto de Teresa,&lt;br /&gt;Teresa inteira e este arcebispo,&lt;br /&gt;o fragmento do asteróide&lt;br /&gt;Franz Kafka, tudo é irrepetível,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a cada ano a Terra, doente,&lt;br /&gt;circunda um sol bem diferente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não há, pois, um plágio perfeito&lt;br /&gt;desse vento vindo do nada&lt;br /&gt;a erodir o chão dos eleitos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eis o castigo original:&lt;br /&gt;ser impossível ser igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alberto da Cunha Melo (1942-2007)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-6181821350468681821?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/6181821350468681821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/10/heraclito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6181821350468681821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6181821350468681821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/10/heraclito.html' title='Heráclito'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7404971982657143196</id><published>2011-09-21T18:53:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T19:22:24.804-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;In primavera le piante e le passioni si risvegliano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primavera, as plantas e as paixões despertam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-iWEqzYlstD0/TnqZmE5DrdI/AAAAAAAAAXc/ulKd6aA7214/s1600/Spring.Balen.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 278px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-iWEqzYlstD0/TnqZmE5DrdI/AAAAAAAAAXc/ulKd6aA7214/s400/Spring.Balen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655001161544216018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Minerva and the nine muses - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hendrick van Balen&lt;/span&gt; (1575-1632)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/8mz5Rtx-Eu0?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="215" width="320"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spring Song -&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Félix Mendelssohn&lt;/span&gt; (1809-1847)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7404971982657143196?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7404971982657143196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/09/in-primavera-le-piante-e-le-passioni-si.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7404971982657143196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7404971982657143196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/09/in-primavera-le-piante-e-le-passioni-si.html' title=''/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iWEqzYlstD0/TnqZmE5DrdI/AAAAAAAAAXc/ulKd6aA7214/s72-c/Spring.Balen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8728248491382732975</id><published>2011-09-15T17:09:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T17:09:00.210-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Poesia italiana.2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-g2XPkDDJ-vo/TkxZ8hlxIQI/AAAAAAAAAXE/YygvMmILnCI/s1600/espelho.htm"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 168px; height: 166px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-g2XPkDDJ-vo/TkxZ8hlxIQI/AAAAAAAAAXE/YygvMmILnCI/s400/espelho.htm" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641983329532190978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:Tahoma;" &gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vivendo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Contro il vetro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;il disegno di un respiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;- prima e dopo, invisibile.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vivendo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contra o vidro&lt;/p&gt;&lt;p&gt;o desenho de uma respiração&lt;/p&gt;&lt;p&gt; - antes e depois, invisível.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Donatella Bisutti&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8728248491382732975?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8728248491382732975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/09/poesia-italiana2_15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8728248491382732975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8728248491382732975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/09/poesia-italiana2_15.html' title='Poesia italiana.2'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-g2XPkDDJ-vo/TkxZ8hlxIQI/AAAAAAAAAXE/YygvMmILnCI/s72-c/espelho.htm' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7708095884207965658</id><published>2011-09-09T15:27:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T16:01:30.604-07:00</updated><title type='text'>Poesia italiana.1</title><content type='html'>VERRÀ  LA MORTE E AVRÀ I TUOI OCCHI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verrà la morte e avrà i tuoi occhi&lt;br /&gt;questa morte che ci accompagna&lt;br /&gt;dal mattino alla sera, insonne,&lt;br /&gt;sorda, come un vecchio rimorso&lt;br /&gt;o un vizio assurdo. I tuoi occhi&lt;br /&gt;saranno una vana parola,&lt;br /&gt;un grido taciuto, un silenzio.&lt;br /&gt;Così li vedi ogni mattina&lt;br /&gt;quando su te sola ti pieghi&lt;br /&gt;nello specchio. O cara speranza,&lt;br /&gt;quel giorno sapremo anche noi&lt;br /&gt;che sei la vita e sei il nulla.&lt;br /&gt;Per tutti la morte ha uno sguardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verrá la morte e avrà i tuoi occhi.&lt;br /&gt;Sarà come smettere un vizio,&lt;br /&gt;come vedere nello specchio&lt;br /&gt;riemergere un viso morto,&lt;br /&gt;come ascoltare un labbro chiuso.&lt;br /&gt;Scenderemo nel gorgo muti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/MDtaE0Cbayo?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="145" width="220"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virá a morte e terá teus olhos.&lt;br /&gt;A mesma morte que, de manhã à noite,&lt;br /&gt;nos acompanha, insone e surda,&lt;br /&gt;como um velho remorso&lt;br /&gt;como um vício absurdo.&lt;br /&gt;Teus olhos são palavras vãs,&lt;br /&gt;grito contido, silêncio.&lt;br /&gt;Os mesmos olhos que, a cada manhã,&lt;br /&gt;vês refletidos no espelho, quando te inclinas sobre ti mesma.&lt;br /&gt;Ó cara esperança!&lt;br /&gt;Neste dia saberemos que és vida e és nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cada um, a morte tem um olhar.&lt;br /&gt;Virá a morte e terá teus olhos.&lt;br /&gt;E então será&lt;br /&gt;como abandonar um vício&lt;br /&gt;como ver no espelho refletido o rosto desfeito&lt;br /&gt;como ouvir o som de lábios cerrados.&lt;br /&gt;E desceremos ao abismo. Mudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Tradução Telma Miranda)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cesare Pavese, poeta italiano, nasceu em 9 de setembro de 1908.  Este poema - dedicado a Constance Dowling, atriz americana por quem se apaixonara - foi escrito em 1950, depois do término do relacionamento e  um pouco antes de se suicidar em um quarto de hotel. É dele a seguinte frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Non ci si uccide per amore di una donna. Ci si uccide perché un amore, qualunque amore, ci rivela nella nostra nudità, miseria, inanità, nulla".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ninguém se mata por amor a uma mulher e sim porque o amor - qualquer amor - nos revela nossa nudez, nossa miséria, nossa vulnerabilidade, nosso vazio."&lt;br /&gt;&lt;span style="text-align: justify;font-family:Verdana,Arial,Times New Romans;font-size:12px;"  &gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7708095884207965658?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7708095884207965658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/09/poesia-italiana2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7708095884207965658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7708095884207965658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/09/poesia-italiana2.html' title='Poesia italiana.1'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/MDtaE0Cbayo/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3591279462636547202</id><published>2011-09-07T18:13:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T19:26:05.557-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia e web'/><title type='text'>Filtros-bolha</title><content type='html'>A promessa da Web era sobretudo política: qualquer um poderia ter acesso às informações expandindo assim conhecimentos, fazendo escolhas e, principalmente, construindo um novo tipo de existência: mais livre e democrática. Entretanto, as empresas da Web passaram a nos servir "a la carte" com gosto enganoso de "self-service". Ou seja, pensamos que escolhemos, mas há uma escolha prévia. E, paradoxalmente, esse "cardápio" se baseia não em uma ideologia a priori, mas a partir de nossos desejos. Sabemos, todos, que o poder espreita nossos desejos. E assim somos servidos sob medida. Sem perceber, caímos em uma cilada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a filter bubble&lt;/span&gt;. "Filtros-bolha". E aí reside o perigo de sempre, como também a possibilidade de sempre resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--copy and paste--&gt;&lt;object height="326" width="446"&gt;&lt;param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="bgColor" value="#ffffff"&gt; &lt;param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2011/Blank/EliPariser_2011-320k.mp4&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/EliPariser-2011.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=432&amp;amp;vh=240&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=1091&amp;amp;lang=por_br&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=eli_pariser_beware_online_filter_bubbles;year=2011;theme=a_taste_of_ted2011;theme=what_s_next_in_tech;theme=new_on_ted_com;theme=bold_predictions_stern_warnings;event=TED2011;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Technology;tag=journalism;tag=politics;&amp;amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;"&gt;&lt;embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgcolor="#ffffff" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2011/Blank/EliPariser_2011-320k.mp4&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/EliPariser-2011.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=432&amp;amp;vh=240&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=1091&amp;amp;lang=por_br&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=eli_pariser_beware_online_filter_bubbles;year=2011;theme=a_taste_of_ted2011;theme=what_s_next_in_tech;theme=new_on_ted_com;theme=bold_predictions_stern_warnings;event=TED2011;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Technology;tag=journalism;tag=politics;" height="326" width="446"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3591279462636547202?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3591279462636547202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/09/filtros-bolha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3591279462636547202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3591279462636547202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/09/filtros-bolha.html' title='Filtros-bolha'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-2913528323856603037</id><published>2011-08-26T18:52:00.000-07:00</published><updated>2011-08-26T18:52:00.209-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Longe da Aldeia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" class="style2"&gt;Morada                                                                                                                                                  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-family:'Trebuchet MS';font-size:11pt;"  &gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Nós vivemos na cidade quase sempre perdidos&lt;br /&gt;nas nossas pequenas razões. Estas ruas&lt;br /&gt;ainda prometem mais do que podem cumprir?&lt;br /&gt;A breve epifania do amor ou simplesmente&lt;br /&gt;um cúmplice que nos diga, à mesa de um café,&lt;br /&gt;que não faz mal, que pouco importam&lt;br /&gt;as perdas e danos que sofremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo o mundo continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o medo e a esperança&lt;br /&gt;procuramos a nossa incerta morada&lt;br /&gt;e enquanto isso envelhecemos mais um dia,&lt;br /&gt;colhidos pelo tempo em plena queda. Nas praças,&lt;br /&gt;nos quintais, a noite aparece depois do jantar&lt;br /&gt;cheia de boas promessas, mas já vem condenada&lt;br /&gt;ao tropel dos crentes, ao cego movimento da manhã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;A nossa vez&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;É o frio que nos tolhe ao domingo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;no Inverno, quando mais rareia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;a esperança. São certas fixações&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;da consciência, coisas que andam&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;pela casa à procura de um lugar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;e entram clandestinas no poema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;São os envelopes da companhia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;da água, a faca suja de manteiga&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;na toalha, esse trilho que deixamos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;atrás de nós e se decifra sem esforço&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;nem proveito. É a espera&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;e a demora. São as ruas sossegadas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;à hora do telejornal e os talheres&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;da vizinhança a retinir. É a deriva&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;nocturna da memória: é o medo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;de termos perdido sem querer&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;a nossa vez.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; Rui Pires Cabral, &lt;em&gt;Longe da Aldeia&lt;/em&gt;, Lisboa: Averno, 2005&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-2913528323856603037?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/2913528323856603037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/08/longe-da-aldeia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2913528323856603037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2913528323856603037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/08/longe-da-aldeia.html' title='Longe da Aldeia'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3687089951740527273</id><published>2011-08-21T14:32:00.000-07:00</published><updated>2011-08-21T15:50:44.847-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Para Elsa Savino</title><content type='html'>Primeira Elegia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, se eu gritasse, entre as legiões dos Anjos&lt;br /&gt;me ouviria? E mesmo que um deles me tomasse&lt;br /&gt;inesperadamente em seu coração, aniquilar-me-ia&lt;br /&gt;sua existência demasiado forte. Pois que é o Belo&lt;br /&gt;senão o grau do Terrível que ainda suportamos&lt;br /&gt;e que admiramos porque, impassível, desdenha&lt;br /&gt;destruir-nos? Todo Anjo é terrível.&lt;br /&gt;E eu me contenho, pois, e reprimo o apelo&lt;br /&gt;do meu soluço obscuro. Ai, quem nos poderia&lt;br /&gt;valer? Nem Anjos, nem homens&lt;br /&gt;e o intuitivo animal logo adverte&lt;br /&gt;que para nós não há amparo&lt;br /&gt;neste mundo definido. Resta-nos, quem sabe,&lt;br /&gt;a árvore de alguma colina, que podemos rever&lt;br /&gt;cada dia; resta-nos a rua de ontem&lt;br /&gt;e o apego cotidiano de algum hábito&lt;br /&gt;que se afeiçoou a nós e permaneceu.&lt;br /&gt;E a noite, a noite, quando o vento pleno dos espaços&lt;br /&gt;do mundo desgasta-nos a face - a quem se furtaria ela,&lt;br /&gt;a desejada, ternamente enganosa, sobressalto para o&lt;br /&gt;coração solitário? Será mais leve para os que se amam?&lt;br /&gt;Ai, apenas ocultam eles, um ao outro, seu destino.&lt;br /&gt;Não o sabias? Arroja o vácuo aprisionado em teus braços&lt;br /&gt;para os espaços que respiramos - talvez os pássaros&lt;br /&gt;sentirão o ar mais dilatado, num vôo mais comovido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho, sem dúvida, não habitar mais a terra,&lt;br /&gt;abandonar os hábitos apenas aprendidos,&lt;br /&gt;às rosas e a outras coisas singularmente promissoras&lt;br /&gt;não atribuir mais o sentido do vir-a-ser humano;&lt;br /&gt;o que se era, entre mãos trêmulas, medrosas,&lt;br /&gt;não mais o ser; abandonar até mesmo o próprio nome&lt;br /&gt;como se abandona um brinquedo partido.&lt;br /&gt;Estranho, não desejar mais nossos desejos. Estranho,&lt;br /&gt;ver no espaço tudo quanto se encadeava, esvoaçar,&lt;br /&gt;desligado. E o estar-morto é penoso&lt;br /&gt;e quantas tentativas até encontrar em seu seio&lt;br /&gt;um vestígio de eternidade. - Os vivos cometem&lt;br /&gt;o grande erro de distinguir demasiado&lt;br /&gt;bem. Os Anjos (dizem) muitas vezes não sabem&lt;br /&gt;se caminham entre vivos ou mortos.&lt;br /&gt;Através das duas esferas, todas as idades a corrente&lt;br /&gt;eterna arrasta.  E a ambas domina com seu rumor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mortos precoces não precisam de nós, eles&lt;br /&gt;que se desabituam do terrestre, docemente,&lt;br /&gt;como de suave seio maternal.  Mas nós,&lt;br /&gt;ávidos de grandes mistérios, nós que tantas vezes&lt;br /&gt;só através da dor atingimos a feliz transformação, sem eles&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;poderíamos&lt;/span&gt; ser? Inutilmente foi que outrora, a primeira&lt;br /&gt;música para lamentar Linos, violentou a rigidez da&lt;br /&gt;matéria inerte? No espaço que ele abandonava, jovem,&lt;br /&gt;quase deus, pela primeira vez o vácuo estremeceu&lt;br /&gt;em vibrações - que hoje nos trazem êxtase, consolo e amparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elegias de Duíno - Rilke (1875-1926)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Professora Elsa Savino, que compartilhava seu amor pela poesia. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Grazie per tutto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/ikBD3DcSGFM?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3687089951740527273?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3687089951740527273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/08/para-elsa-savino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3687089951740527273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3687089951740527273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/08/para-elsa-savino.html' title='Para Elsa Savino'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ikBD3DcSGFM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8201513965171231669</id><published>2011-08-16T18:38:00.000-07:00</published><updated>2011-08-16T18:49:57.924-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Dois poemas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-x1ldfj0SNO8/Tksa73eceUI/AAAAAAAAAW0/Y2u_gld_zH4/s1600/door.htm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-IdeKPZ8Zm6k/TksSHu4ucPI/AAAAAAAAAWs/8XWXEgcww_Y/s1600/sino%2Bfelicidade.2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 259px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-IdeKPZ8Zm6k/TksSHu4ucPI/AAAAAAAAAWs/8XWXEgcww_Y/s400/sino%2Bfelicidade.2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641622882266018034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPANTA-ESPÍRITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã tudo será pior&lt;br /&gt;ainda, eu sei: o hábito, a inércia,&lt;br /&gt;o sem remédio da vida - tão pouco&lt;br /&gt;haverá  a salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por toda a cidade os desconhecidos&lt;br /&gt;subirão outro degrau para o escuro&lt;br /&gt;da noite, e a memória será talvez&lt;br /&gt;um remorso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquela manhã de sol&lt;br /&gt;na varanda, o espanta-espíritos&lt;br /&gt;com peixes de alumínio num rosário&lt;br /&gt;de contas profanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda o tens? Ainda canta,&lt;br /&gt;de madrugada, se o vento sopra&lt;br /&gt;do mar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa. Foi sempre de menos&lt;br /&gt;o muito que pedimos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a parte que tivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rui Pires Cabral (Portugal - 1967)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x1ldfj0SNO8/Tksa73eceUI/AAAAAAAAAW0/Y2u_gld_zH4/s1600/door.htm"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 255px; height: 237px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-x1ldfj0SNO8/Tksa73eceUI/AAAAAAAAAW0/Y2u_gld_zH4/s400/door.htm" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641632574017927490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É FAVOR FECHAR A PORTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descer a rua numa noite de Agosto&lt;br /&gt;e por momentos nada ouvir senão&lt;br /&gt;uma voz na cabeça que faz e repete&lt;br /&gt;o poema mais desnecessário;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ver por toda a parte os sinais&lt;br /&gt;perdidos e as cicatrizes dum fortuito&lt;br /&gt;trânsito: alguém insiste em abrir&lt;br /&gt;ao perigo a porta do número 133,&lt;br /&gt;enquanto os rapazes do café vizinho&lt;br /&gt;fumam sob o toldo à hora do fecho&lt;br /&gt;e invadem o verso com uma frase&lt;br /&gt;avulsa: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coitado, morreu-lhe a filha;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tomar à esquina o táxi onde espera&lt;br /&gt;um homem sem rosto, seguir&lt;br /&gt;essa estrada - para um recomeço&lt;br /&gt;ou uma despedida? - e entender&lt;br /&gt;de súbito que tudo é por acaso,&lt;br /&gt;não ter a ilusão doutra certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rui Pires Cabral (Portugal - 1967)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8201513965171231669?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8201513965171231669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/08/dois-poemas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8201513965171231669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8201513965171231669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/08/dois-poemas.html' title='Dois poemas'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IdeKPZ8Zm6k/TksSHu4ucPI/AAAAAAAAAWs/8XWXEgcww_Y/s72-c/sino%2Bfelicidade.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1946430469844931440</id><published>2011-07-22T15:16:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T15:16:00.294-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Oblivion -  Piazzola</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/i5tc57Gmfjw?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="249" width="325"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1946430469844931440?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1946430469844931440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/oblivion-piazzola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1946430469844931440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1946430469844931440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/oblivion-piazzola.html' title='Oblivion -  Piazzola'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/i5tc57Gmfjw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-2190957241189631426</id><published>2011-07-20T16:30:00.000-07:00</published><updated>2011-07-20T15:31:04.224-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Libertango</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-r9UJSoIEK-U/TeV9MDTF-GI/AAAAAAAAAWE/OE2pqDQ706I/s1600/libertango.htm"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 252px; height: 183px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-r9UJSoIEK-U/TeV9MDTF-GI/AAAAAAAAAWE/OE2pqDQ706I/s400/libertango.htm" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613030156584482914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/RUAPf_ccobc?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="249" width="325"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-2190957241189631426?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/2190957241189631426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/libertango.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2190957241189631426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2190957241189631426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/libertango.html' title='Libertango'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-r9UJSoIEK-U/TeV9MDTF-GI/AAAAAAAAAWE/OE2pqDQ706I/s72-c/libertango.htm' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8835274305077223064</id><published>2011-07-17T15:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T15:18:01.814-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Pablo Neruda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-jwm_jg4QmBM/ThDv43gT3AI/AAAAAAAAAWY/HuKCAiZdYrs/s1600/Old-men-reading-on-the-bench.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 347px; height: 229px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jwm_jg4QmBM/ThDv43gT3AI/AAAAAAAAAWY/HuKCAiZdYrs/s400/Old-men-reading-on-the-bench.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625259694836931586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial,helvetica;font-size:85%;"&gt;&lt;b style="font-family: verdana; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIDO SILENCIO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="fr0"&gt;                &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;HORA                  me dejen tranquilo.&lt;br /&gt;              Ahora se acostumbren sin mí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Yo voy a cerrar los ojos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Y sólo quiero cinco cosas,&lt;br /&gt;              cinco raices preferidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Una es el amor sin fin.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lo segundo es ver el otoño.               &lt;br /&gt;              No puedo ser sin que las hojas&lt;br /&gt;              vuelen y vuelvan a la tierra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lo tercero es el grave                  invierno,&lt;br /&gt;              la lluvia que amé, la caricia&lt;br /&gt;              del fuego en el frío silvestre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;En cuarto lugar el verano               &lt;br /&gt;              redondo como una sandía.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;La quinta cosa son tus                  ojos,&lt;br /&gt;              Matilde mía, bienamada,&lt;br /&gt;              no quiero dormir sin tus ojos,&lt;br /&gt;              no quiero ser sin que me mires:&lt;br /&gt;              yo cambio la primavera&lt;br /&gt;              por que tú me sigas mirando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amigos, eso es cuanto quiero.               &lt;br /&gt;              Es casi nada y casi todo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="fr0"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="fr0"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pablo Neruda (1904-1973)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span class="aut"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8835274305077223064?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8835274305077223064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/pablo-neruda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8835274305077223064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8835274305077223064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/pablo-neruda.html' title='Pablo Neruda'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jwm_jg4QmBM/ThDv43gT3AI/AAAAAAAAAWY/HuKCAiZdYrs/s72-c/Old-men-reading-on-the-bench.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-2878391716961490948</id><published>2011-07-07T14:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T14:49:00.401-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Sentir seu calor e ser tudo</title><content type='html'>&lt;iframe width="325" height="249" src="http://www.youtube.com/embed/DgOVwxB-L8Y?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No inverno te proteger&lt;br /&gt;No verão sair pra pescar&lt;br /&gt;No outono te conhecer&lt;br /&gt;Primavera poder gostar&lt;br /&gt;No estio me derreter&lt;br /&gt;Pra na chuva dançar&lt;br /&gt;E andar junto&lt;br /&gt;O destino que se cumpriu&lt;br /&gt;De sentir teu calor&lt;br /&gt;E ser tudo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beto Guedes e Ronaldo Bastos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-2878391716961490948?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/2878391716961490948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/sentir-seu-calor-e-ser-tudo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2878391716961490948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2878391716961490948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/sentir-seu-calor-e-ser-tudo.html' title='Sentir seu calor e ser tudo'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/DgOVwxB-L8Y/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7960788290895558772</id><published>2011-07-02T14:40:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T14:41:50.115-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Vivaldi - L'Inverno</title><content type='html'>&lt;iframe width="325" height="249" src="http://www.youtube.com/embed/WxYpM8dpPVI?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7960788290895558772?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7960788290895558772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/vivaldi-linverno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7960788290895558772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7960788290895558772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/07/vivaldi-linverno.html' title='Vivaldi - L&apos;Inverno'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/WxYpM8dpPVI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-9104808714900037274</id><published>2011-05-31T15:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T14:34:48.085-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Sons que unen cinco a nós</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-0nvehpT7cOM/TeVzqdjPJ0I/AAAAAAAAAVs/smA_HzqIJEY/s1600/Carmel.htm"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 270px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-0nvehpT7cOM/TeVzqdjPJ0I/AAAAAAAAAVs/smA_HzqIJEY/s400/Carmel.htm" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613019683911313218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="325" height="249" src="http://www.youtube.com/embed/Uxs5O6hMBvg?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-9104808714900037274?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/9104808714900037274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/05/sons-que-unen-cinco-nos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/9104808714900037274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/9104808714900037274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/05/sons-que-unen-cinco-nos.html' title='Sons que unen cinco a nós'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1658644405679481589?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1658644405679481589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/05/sons-que-nos-une.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1658644405679481589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1658644405679481589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/05/sons-que-nos-une.html' title='Sons que nos unem'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4936330453356589705</id><published>2011-05-01T12:42:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T12:42:00.243-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Rio de Maio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-nnfAcdHo5sY/Tbc7v1IFSXI/AAAAAAAAAVk/hiXqYsLTBIU/s1600/M%25C3%25A3o%2Bque%2Bespera.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 227px; height: 114px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-nnfAcdHo5sY/Tbc7v1IFSXI/AAAAAAAAAVk/hiXqYsLTBIU/s400/M%25C3%25A3o%2Bque%2Bespera.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600010354559371634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio&lt;br /&gt;As pedras pulsam na manhã grená&lt;br /&gt;Frio&lt;br /&gt;Vejo arrepios na pele azul crepom do mar&lt;br /&gt;As folhas caem no Jardim de Alá&lt;br /&gt;Ah! Por que, no outono, o coração dói mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio&lt;br /&gt;O verde vibra na manhã lilás&lt;br /&gt;Frio&lt;br /&gt;Copacabana é um cartão postal vazio&lt;br /&gt;E o batimento das marés é blues&lt;br /&gt;jazz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol enfeita a zona sul&lt;br /&gt;de luz&lt;br /&gt;em vão, em paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pardais passeiam sobre o Vidigal em paz&lt;br /&gt;Flamingos flanam na Rocinha em paz&lt;br /&gt;O Rio de maio acorda quase em paz&lt;br /&gt;Bem perto de mim&lt;br /&gt;Dois sabiás se amam, perto de mim&lt;br /&gt;Adolescentes beijam, perto de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saudade de você e de mim&lt;br /&gt;Os beijos de amor na tarde sem fim&lt;br /&gt;Se fosse um filme a nossa vida era assim:&lt;br /&gt;Um beijo imenso e o mar cantando Jobim&lt;br /&gt;O grande amor se reprisando a vida inteira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom&lt;br /&gt;As pedras pulsam na manhã grená&lt;br /&gt;Frio&lt;br /&gt;Vejo arrepios na pele azul crepom do mar&lt;br /&gt;As folhas caem no Jardim de Alá&lt;br /&gt;Ah! O outono faz o coração doer demais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ivan Lins&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4936330453356589705?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4936330453356589705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/05/rio-de-maio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4936330453356589705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4936330453356589705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/05/rio-de-maio.html' title='Rio de Maio'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nnfAcdHo5sY/Tbc7v1IFSXI/AAAAAAAAAVk/hiXqYsLTBIU/s72-c/M%25C3%25A3o%2Bque%2Bespera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-2945224344478695053</id><published>2011-04-16T08:49:00.000-07:00</published><updated>2011-04-16T08:49:00.111-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Im Herbst (Outono)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-XoDTWqNKRkA/TZPINTAHlCI/AAAAAAAAAVI/YlTNrEn9zv0/s1600/The%2Bevening%2B-%2BCaspar%2BD%2BFriedrich-.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 281px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-XoDTWqNKRkA/TZPINTAHlCI/AAAAAAAAAVI/YlTNrEn9zv0/s400/The%2Bevening%2B-%2BCaspar%2BD%2BFriedrich-.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590031693261542434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;The evening&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Caspar David Friedrich (Alemanha, 1774-1840)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Im Herbst &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ernst ist der Herbst, und wenn die Blätter fallen,&lt;br /&gt;sinkt auch das Herz zu trübem Weh herab.&lt;br /&gt;Still ist die Flur, und nach dem Süden wallen&lt;br /&gt;die Sänger stumm, wie nach dem Grab.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Bleich ist de Tag, und blasse Nebel&lt;br /&gt;schleiern die Sonne wie die Herzen ein.&lt;br /&gt;Früh kommt die Nacht: denn alle Kräfte feiern,&lt;br /&gt;und tief verschlossen ruht das Sein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Sanft wird der Mensch. Er sieht die Sonne sinken,&lt;br /&gt;er ahnt des Lebens wie des Jahres Schluss.&lt;br /&gt;Feucht wird das Aug', doch in der Träne Blinken&lt;br /&gt;entströmt des Herzens seligster Erguss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Klaus Groth (Alemanha, 1819-1899)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="325" height="249" src="http://www.youtube.com/embed/w0OKvuqxMuw?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Im Herbst&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Johannes Brahms (Alemanha, 1833-1897)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Sério é o outono, e quando as folhas caem,&lt;br /&gt;também o coração mergulha em obscura dor.&lt;br /&gt;Silêncio há no campo, e para o sul peregrinam&lt;br /&gt;cantores mudos, como ao túmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Pálido está o dia, e neblina esbranquiçada&lt;br /&gt;envolve o sol bem como os corações.&lt;br /&gt;A noite chega breve: folgam todas as forças,&lt;br /&gt;e o ser repousa em silêncio profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Suave se torna o homem. Vê como o sol se põe,&lt;br /&gt;pressente o fim da vida como do ano o fim.&lt;br /&gt;Seu olho umedece, porém no reluzir da lágrima&lt;br /&gt;escapa feliz desabafo do coração.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www.dhbyte.com.br/ccantorum/TraduBrahms_Herbst.pdf)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-2945224344478695053?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/2945224344478695053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/04/im-herbst-outono.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2945224344478695053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2945224344478695053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/04/im-herbst-outono.html' title='Im Herbst (Outono)'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XoDTWqNKRkA/TZPINTAHlCI/AAAAAAAAAVI/YlTNrEn9zv0/s72-c/The%2Bevening%2B-%2BCaspar%2BD%2BFriedrich-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5602181571154237179</id><published>2011-04-10T06:59:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T08:53:18.994-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Realengo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-dB_yPR1K6Gw/TaDpSoIcaWI/AAAAAAAAAVU/UOibmv7XuQU/s1600/adolescencia3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dB_yPR1K6Gw/TaDpSoIcaWI/AAAAAAAAAVU/UOibmv7XuQU/s320/adolescencia3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593727243413907810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias nunca mais serão os mesmos em Realengo.  A vida se desfez. Faltam peças fundamentais no quebra-cabeça e, por isso, já não há sentido. A dor é tamanha que ecoa dentro de todos nós. Como fazer para recuperar os dias? Não há como. Nunca mais a vida será a mesma. As peças continuarão ausentes e o mundo queda em um silêncio/grito mortal. Quase impossível lidar com as perdas, os absurdos, o não-entendimento. Neste momento só cabe a dor de tudo sentir e nada compreender. E a cada dia, mais dor parece advir e quanto maior a dor, menos se torna possível entender. Mas justamente neste momento é preciso não adoecer e sim adolescer. Sem dúvida, é preciso ser Karine ou Larissa e imaginar uma nova vida a partir da presença de suas ausências. Uma vida diferente, sim,  muito diferente do que se imaginava. Por isso mesmo, imaginar é preciso. Sonhar, como elas, um mundo possível. E aí um dia - de sol ou de chuva -, diante de um mundo sem sentido, poder reunir os fragmentos e inventar um novo desenho, novos rumos. Como só a adolescência é capaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5602181571154237179?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5602181571154237179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/04/realengo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5602181571154237179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5602181571154237179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/04/realengo.html' title='Realengo'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dB_yPR1K6Gw/TaDpSoIcaWI/AAAAAAAAAVU/UOibmv7XuQU/s72-c/adolescencia3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4339148916524362812</id><published>2011-04-09T07:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T10:59:02.982-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Para Larissa, Ana Carolina, Luiza, Samira, Milena, Mariana....</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n4vpqjQ8Cuo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n4vpqjQ8Cuo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4339148916524362812?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4339148916524362812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/04/para-larissa-ana-carolina-luiza-samira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4339148916524362812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4339148916524362812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/04/para-larissa-ana-carolina-luiza-samira.html' title='Para Larissa, Ana Carolina, Luiza, Samira, Milena, Mariana....'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8312836826222563511</id><published>2011-04-03T08:58:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T08:58:00.252-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Dia de outono</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-0BdcRrJ9CHs/TZEqj_9yH0I/AAAAAAAAAUo/CgIntOUxMew/s1600/Birds-Jiri%2BKolar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 186px; height: 271px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0BdcRrJ9CHs/TZEqj_9yH0I/AAAAAAAAAUo/CgIntOUxMew/s400/Birds-Jiri%2BKolar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589295410497855298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jiri Kolar (Praga, 1914-2002)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIA DE OUTONO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor: é tempo. O verão foi muito longo.&lt;br /&gt;Lança a tua sombra sobre os relógios de sol&lt;br /&gt;e solta os ventos sobre as campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manda que os últimos frutos se arredondem;&lt;br /&gt;dá-lhes inda dois dias mais meridionais,&lt;br /&gt;leva-os à perfeição e faze entrar&lt;br /&gt;a última doçura no vinho pesado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem agora não tem casa, já não vai construí-la.&lt;br /&gt;Quem agora está só, longo tempo o será,&lt;br /&gt;fará vigílias, e lerá, escreverá longas cartas&lt;br /&gt;e vagueará, de cá para lá, nas alamedas,&lt;br /&gt;agitado, quando o vento arrasta as folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rainer Maria Rilke (Praga, 1875-1926)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Paulo Quintela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="325" height="249" src="http://www.youtube.com/embed/7PxqRevxO_k?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Antonín Dvorak (Praga,1841-1904)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concerto para violoncelo e orquestra (1º movimento)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8312836826222563511?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8312836826222563511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/04/dia-de-outono.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8312836826222563511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8312836826222563511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/04/dia-de-outono.html' title='Dia de outono'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0BdcRrJ9CHs/TZEqj_9yH0I/AAAAAAAAAUo/CgIntOUxMew/s72-c/Birds-Jiri%2BKolar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-396270932375057103</id><published>2011-03-27T12:54:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T13:51:36.495-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>É urgente o amor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-V1EXC-Np6d0/TY-g6L4bFaI/AAAAAAAAAUg/TL6YMgpzglA/s1600/Homem%2Brezando.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-V1EXC-Np6d0/TY-g6L4bFaI/AAAAAAAAAUg/TL6YMgpzglA/s400/Homem%2Brezando.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588862584072377762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É URGENTE O AMOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente o amor.&lt;br /&gt;É urgente um barco no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente destruir certas palavras,&lt;br /&gt;ódio, solidão e crueldade,&lt;br /&gt;alguns lamentos,&lt;br /&gt;muitas espadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente inventar alegria,&lt;br /&gt;multiplicar os beijos, as searas,&lt;br /&gt;é urgente descobrir rosas e rios&lt;br /&gt;e manhãs claras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai o silêncio nos ombros e a luz&lt;br /&gt;impura, até doer.&lt;br /&gt;É urgente o amor, é urgente&lt;br /&gt;permanecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eugenio de Andrade (Portugal, 1923-2005)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="325" height="249" src="http://www.youtube.com/embed/oHTFmJk7fH0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-396270932375057103?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/396270932375057103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/e-urgente-o-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/396270932375057103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/396270932375057103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/e-urgente-o-amor.html' title='É urgente o amor'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-V1EXC-Np6d0/TY-g6L4bFaI/AAAAAAAAAUg/TL6YMgpzglA/s72-c/Homem%2Brezando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1951230859069886711</id><published>2011-03-17T14:36:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T14:36:01.076-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Miyagi</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;POR QUÊ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo de fugir para uma região impossível que não existe,&lt;br /&gt;onde a paisagem fosse tão triste que nos desse vontade de não viver mais.&lt;br /&gt;Meu coração pesado,&lt;br /&gt;minha boca tão fria.&lt;br /&gt;Por quê tantos olhos cheios de tantas lágrimas?&lt;br /&gt;Por quê tantas palavras e tantos gestos?&lt;br /&gt;Por quê este sol tão vivo,&lt;br /&gt;este sol, meu Deus, e este sorriso,&lt;br /&gt;este sorriso que é dela e que está dizendo, &lt;br /&gt;dizendo agora, como sempre,&lt;br /&gt;que a vida é bela, que a vida é bela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Emílio Moura (1902-1971)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1951230859069886711?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1951230859069886711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/miyagi.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1951230859069886711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1951230859069886711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/miyagi.html' title='Miyagi'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-2099255310201830834</id><published>2011-03-13T11:55:00.000-07:00</published><updated>2011-03-16T17:46:32.378-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Fukushima</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ELEGIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos os grandes solitários,&lt;br /&gt;corpos na noite, vozes sem sentido.&lt;br /&gt;A qualquer hora, a mesma sombra&lt;br /&gt;cai sobre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes falar, ninguém te ouve.&lt;br /&gt;Noite tão noite, nunca se viu.&lt;br /&gt;Cada soluço, que vem de longe,&lt;br /&gt;chega (mas, de onde? ninguém sabe),&lt;br /&gt;como se fora o teu soluço&lt;br /&gt;que vem de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos os grandes solitários.&lt;br /&gt;Só a morte cresce em nós e deita raízes em nosso espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpos na sombra, vozes sem sentido, &lt;br /&gt;mudos erramos sem destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, a qualquer hora, a mesma sombra&lt;br /&gt;cai sobre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Emílio Moura (1902-1971)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-2099255310201830834?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/2099255310201830834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/fukushima.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2099255310201830834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2099255310201830834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/fukushima.html' title='Fukushima'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3840928815296585962</id><published>2011-03-11T09:27:00.000-08:00</published><updated>2011-03-11T14:34:26.669-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Sendai</title><content type='html'>&lt;object width="225" height="84"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VWPACef2_eY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VWPACef2_eY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="225" height="84"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Symphony n 5  (Adagietto) de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gustav Mahler (1860-1911)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3840928815296585962?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3840928815296585962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/sendai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3840928815296585962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3840928815296585962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/sendai.html' title='Sendai'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7706145063174689416</id><published>2011-03-09T03:55:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T10:51:11.495-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Violões que choram</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-F6BtIsybhYY/TXfEg7ezuNI/AAAAAAAAAUQ/U7LsjkKt5TI/s1600/Violao.6.Gris.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 331px; height: 152px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-F6BtIsybhYY/TXfEg7ezuNI/AAAAAAAAAUQ/U7LsjkKt5TI/s400/Violao.6.Gris.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582146333150787794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Juan Gris&lt;/span&gt; (Madrid, 1887 — 1927)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIOLÕES QUE CHORAM...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! plangentes violões dormentes, mornos,&lt;br /&gt;Soluços ao luar, choros ao vento...&lt;br /&gt;Tristes perfis, os mais vagos contornos,&lt;br /&gt;Bocas murmurejantes de lamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os sons dos violões vão soluçando,&lt;br /&gt;Quando os sons dos violões nas cordas gemem,&lt;br /&gt;E vão dilacerando e deliciando,&lt;br /&gt;Rasgando as almas que nas sombras tremem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vozes veladas, veludosas vozes,&lt;br /&gt;Volúpias dos violões, vozes veladas,&lt;br /&gt;Vagam nos velhos vórtices velozes&lt;br /&gt;Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo nas cordas dos violões ecoa&lt;br /&gt;E vibra e se contorce no ar, convulso...&lt;br /&gt;Tudo na noite, tudo clama e voa&lt;br /&gt;Sob a febril agitação de um pulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que encantos acres nos vadios rotos&lt;br /&gt;Quando em toscos violões, por lentas horas,&lt;br /&gt;Vibram, com a graça virgem dos garotos,&lt;br /&gt;Um concerto de lágrimas sonoras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cruz e Souza &lt;/span&gt;(Santa Catarina,1861-1898)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="325" height="224"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n60V6ukmJog?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n60V6ukmJog?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="224"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tango Suite" de&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Astor Piazzola&lt;/span&gt; (Argentina, 1921-1992). Duo Assad.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7706145063174689416?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7706145063174689416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/violoes-que-choram.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7706145063174689416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7706145063174689416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/03/violoes-que-choram.html' title='Violões que choram'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-F6BtIsybhYY/TXfEg7ezuNI/AAAAAAAAAUQ/U7LsjkKt5TI/s72-c/Violao.6.Gris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8713645884747384795</id><published>2011-01-19T16:14:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T07:30:31.988-08:00</updated><title type='text'>Para Angelas, Reginas, Marias... de Teresópolis, Friburgo, Bom Jardim...</title><content type='html'>AVE VIÚVA POUSADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TTeDFIXHgqI/AAAAAAAAAUE/1IDNHJuKsAg/s1600/Widow%2Bbird.1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 223px; height: 167px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TTeDFIXHgqI/AAAAAAAAAUE/1IDNHJuKsAg/s400/Widow%2Bbird.1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564059988806566562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ave viúva pousada&lt;br /&gt;Chorando por seu amado&lt;br /&gt;Sobre um ramo regelado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima o vento gelado&lt;br /&gt;Se arrasta sobre o riacho&lt;br /&gt;a congelar-se lá abaixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha alguma, a floresta, recobria&lt;br /&gt;Sobre o solo nenhuma flor subia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pouco movimento lá no ar&lt;br /&gt;só a roda de moinho a soar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Percy B. Shelley&lt;/span&gt; (1792/1822)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8713645884747384795?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8713645884747384795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/01/para-angelas-reginas-marias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8713645884747384795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8713645884747384795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/01/para-angelas-reginas-marias.html' title='Para Angelas, Reginas, Marias... de Teresópolis, Friburgo, Bom Jardim...'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TTeDFIXHgqI/AAAAAAAAAUE/1IDNHJuKsAg/s72-c/Widow%2Bbird.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4590301059197463506</id><published>2011-01-01T01:11:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T06:31:40.593-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Destino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TRzpLtbl26I/AAAAAAAAAT0/mlO80ziIe2U/s1600/the_gale.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 279px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TRzpLtbl26I/AAAAAAAAAT0/mlO80ziIe2U/s400/the_gale.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556572427651505058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Todo início de ano é assim: tudo é novo e tudo se repete. Ansiamos pelo novo ou insistimos em projetos não realizados, sempre  na expectativa de que boas novas acontecerão. No fundo, a grande interrogação humana: temos, afinal, um destino? As opiniões, óbvio, são várias e variam de acordo com a fé, ideologia, filosofia de cada um. Sabemos, todos nós, que não há resposta. Cada um acredita na sua versão: é apenas uma questão de fé. Daí a encruzilhada: tenho desejo, exerço minha vontade, faço acontecer ou há algo mais que desconheço e que estranhamente sinto que concorre não a meu favor? É exatamente este o ponto crucial de nosso sofrimento: como não podemos saber, o que mais desejamos é justamente saber. Saber o futuro, o que nos espera. Saber, enfim, o tal destino.&lt;br /&gt;Muitos filósofos, teólogos, poetas já se debruçaram sobre esse assunto. O poeta Emílio Moura, em seu poema intitulado "Interrogação", nos revela uma bela imagem. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERROGAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, sozinho, perdido na bruma.&lt;br /&gt;Há vozes aflitas que sobem, que sobem.&lt;br /&gt;Mas, sob a rajada ainda há barcos com velas&lt;br /&gt;e há faróis que ninguém sabe de que terras são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, são os remos ou são as ondas o que dirige o meu barco?&lt;br /&gt;Eu tenho as mãos cansadas&lt;br /&gt;e o barco voa dentro da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí temos o homem, sozinho, perdido na bruma, na "noite", com uma pergunta e sem resposta. É o quadro da nossa condição humana: somos absolutamente sós, perdidos, buscando compreender a vida, a morte. Podemos entender as ondas como o destino, o imponderável, o que nos cerca e que não podemos controlar. Seriam as ondas que dirigem o barco? Ou seriam os remos - as minhas mãos, o meu trabalho, os meus esforços, a minha responsabilidade, as minhas escolhas - que me levariam em segurança para a praia? Não sabemos. Nunca saberemos. Na dúvida, usemos os remos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4590301059197463506?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4590301059197463506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/01/destino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4590301059197463506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4590301059197463506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2011/01/destino.html' title='Destino'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TRzpLtbl26I/AAAAAAAAAT0/mlO80ziIe2U/s72-c/the_gale.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4108703788474168180</id><published>2010-12-23T12:43:00.000-08:00</published><updated>2010-12-23T13:19:50.631-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Papai Noel às Avessas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TRO7euXJM6I/AAAAAAAAATo/GyaR2GtSMt0/s1600/papai%2Bnoel.2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 201px; height: 251px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TRO7euXJM6I/AAAAAAAAATo/GyaR2GtSMt0/s400/papai%2Bnoel.2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553988901993526178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Papai Noel entrou pela porta dos fundos&lt;br /&gt;    (no Brasil as chaminés não são praticáveis),&lt;br /&gt;    entrou cauteloso que nem marido depois da farra.&lt;br /&gt;    Tateando na escuridão torceu o comutador&lt;br /&gt;    e a eletricidade bateu nas coisas resignadas,&lt;br /&gt;    coisas que continuavam coisas no mistério do Natal.&lt;br /&gt;    Papai Noel explorou a cozinha com olhos espertos,&lt;br /&gt;    achou um queijo e comeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Depois tirou do bolso um cigarro que não quis acender.&lt;br /&gt;    Teve medo talvez de pegar fogo nas barbas postiças&lt;br /&gt;    (no Brasil os Papai-Noéis são todos de cara raspada)&lt;br /&gt;    e avançou pelo corredor branco de luar.&lt;br /&gt;    Aquele quarto é o das crianças.&lt;br /&gt;    Papai  entrou compenetrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os meninos dormiam sonhando outros natais muito mais lindos&lt;br /&gt;    mas os sapatos deles estavam cheinhos de brinquedos&lt;br /&gt;    soldados mulheres elefantes navios&lt;br /&gt;    e um presidente de república de celulóide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Papai Noel agachou-se e recolheu aquilo tudo&lt;br /&gt;    no interminável lenço vermelho de alcobaça.&lt;br /&gt;    Fez a trouxa e deu o nó, mas apertou tanto&lt;br /&gt;    que lá dentro mulheres elefantes soldados presidente brigavam por causa do  aperto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os pequenos continuavam dormindo.&lt;br /&gt;    Longe um galo comunicou o nascimento de Cristo.&lt;br /&gt;    Papai Noel voltou de manso para a cozinha,&lt;br /&gt;    apagou a luz, saiu pela porta dos fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na horta, o luar de Natal abençoava os legumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4108703788474168180?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4108703788474168180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/12/papai-noel-as-avessas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4108703788474168180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4108703788474168180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/12/papai-noel-as-avessas.html' title='Papai Noel às Avessas'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TRO7euXJM6I/AAAAAAAAATo/GyaR2GtSMt0/s72-c/papai%2Bnoel.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4529348605857616552</id><published>2010-11-21T12:22:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T17:39:34.971-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Luto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TOmde3OgMpI/AAAAAAAAATg/MEZbooVr0fo/s1600/Moacyr%2BC%2BLopes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 82px; height: 58px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TOmde3OgMpI/AAAAAAAAATg/MEZbooVr0fo/s320/Moacyr%2BC%2BLopes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542133970002522770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entre o mar e a terra viajo há séculos&lt;br /&gt;sem encontrar céu, sem encontrar céu,&lt;br /&gt;mas tenho a ânsia desse país."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge de Lima em "Tempo e eternidade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meio dia de hoje recebi a notícia da morte de Moacyr C. Lopes. Conheci Moacyr nos anos 80, quando cursava a faculdade de Letras, e desde então mantínhamos um laço de amizade. Li seus livros com muito interesse e um deles sempre me impressionou pelo vigor da narrativa e um certo clima fantástico: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Belona, latitude noite"&lt;/span&gt;. O navio cargueiro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Belona&lt;/span&gt; está perdido na noite, no mar, atingido por uma terrível tempestade e pela peste.  Todos os passageiros estão perdidos - em sua própria existência. Belona representa, para mim, nossa própria travessia pela vida. Com os nossos enfrentamentos, paixões, descobertas e sobretudo a estranha vivência da experiência do tempo. Perdidos na noite, vagando pelo "mar" misterioso, buscamos rumo, direção, com os olhos voltados para as estrelas. Talvez seja possível também  pensar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Belona &lt;/span&gt;como uma metáfora de um país, cujo comandante precisa criar um leme, descobrir rumos, conduzir as pessoas. Porém,  o mais surpreendente no livro é o jogo com o qual Moacyr nos leva a vivenciar uma forte experiência do tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...sim, o homem cria vínculos, forma uma tradição de tempo e vivência nos poucos minutos transcorridos..." (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Belona, latitude noite&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Moacyr. Criamos vínculos afetivos, vivemos o tempo cronológico, mas, como disse um crítico (sobre este livro), "libertar-se do tempo é ingressar na eternidade da morte." Hoje, Moacyr, foi a sua vez. Amanhã seremos nós. Boa viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4529348605857616552?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4529348605857616552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/11/luto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4529348605857616552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4529348605857616552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/11/luto.html' title='Luto'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TOmde3OgMpI/AAAAAAAAATg/MEZbooVr0fo/s72-c/Moacyr%2BC%2BLopes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3466920183155377334</id><published>2010-11-20T11:25:00.000-08:00</published><updated>2010-11-20T15:12:33.544-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Os Deuses</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ato 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIVINA COMÉDIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erguendo os braços para o céu distante&lt;br /&gt;E apostrofando os deuses invisíveis,&lt;br /&gt;Os homens clamam:—"Deuses impassíveis,&lt;br /&gt;A quem serve o destino triunfante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que nos criastes?! Incessante&lt;br /&gt;Corre o tempo e só gera, inestinguíveis,&lt;br /&gt;Dor, pecado, ilusão, lutas horríveis,&lt;br /&gt;N'um turbilhão cruel e delirante…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não era melhor na paz clemente&lt;br /&gt;Do nada e do que ainda não existe,&lt;br /&gt;Ter ficado a dormir eternamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que para a dor nos evocastes?"&lt;br /&gt;Mas os deuses, com voz inda mais triste,&lt;br /&gt;Dizem:—"Homens! porque é que nos criastes?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este soneto do poeta português Antero de Quental (1842-1891) nos coloca diante da eterna questão humana: afinal, o mundo existe apesar de nós ou somos nós que o criamos? E se somos criadores, porque criamos os deuses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ato 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DESCONHECIDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilusão do pensamento, a do sentimento, a da vontade. Tudo é criação, e toda a criação é ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criar é mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para pensar o não‑ser criamo‑lo, passa a ser uma coisa. Todos os que pensam ocultistamente criam em absoluto todo um sistema do Universo, que fica sendo real. Ainda que se contradigam: há vários sistemas do universo, todos eles reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós próprios, porque existimos, somos criações também, portanto ilusões. Mas somos criações de quem? Do Deus que nós próprios criamos? Como se o criamos nós, e lhe somos portanto anteriores? Isso é supondo real o tempo, que é outra criação nossa. Tudo é um amontoado de ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo a que chamamos verdade é aquilo a que também chamamos o ser. Verdadeiro é o que é. Mas o que é é ilusão. Por isso a verdade é a ilusão, é uma ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que abismo vamos ter?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais forte o pensamento, o sentimento, a vontade, maior o poder criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a ocultistas é verificável é falso. Há imortalidade, mesmo eternidade da alma, mas isto é falso. Há um Deus eterno, criador do céu e da terra, e isto é falso. Ser é não‑ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca podemos deixar de criar, por isso nunca podemos deixar de mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria ilusão é uma ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá graus na ilusão? Quanto mais criadora uma coisa é mais ilusória. Partindo do nosso espírito, vemos quais as maiores ilusões ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se reduz a criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se reduz a iludir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto criar é mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto filosófico de Fernando Pessoa, outro poeta português, nos transforma em seres criadores e, por isso mesmo, mentirosos. Criamos, mas tudo que criamos não passa de ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ato 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para Epicuro, os deuses são realmente o que há de melhor e mais excelente, de modo que podem ser os êmulos de nossas ações. Mas este ideal divino de vida feliz se projeta sobre o homem mais nobre não como um exercício arbitrário de desejo, poder e vontade despótica, mas como a máxima serenidade, a mais imperturbável ataraxia. Os deuses, mais do que qualquer um, são imperturbáveis por nossos feitos, seja para agradá-los, seja para afrontá-los. (...) Não precisamos temer os deuses, nem nos pautar por servi-los. Os deuses absolutamente não precisam em nada de nós." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro Fernando, Santoro, em seu livro "Arqueologia dos Prazeres".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Final&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lemos em Diógenes que Epicuro teria criado o tetrafármaco - um conjunto de quatro preceitos criados por ele como uma receita para bem viver. O primeiro deles remete justamente à criação dos deuses. Os homens os teriam idealizados à sua semelhança, diferindo apenas no poder excedente e na imortalidade. Ao projetar seus valores e ideais em seres imortais, os homens acabaram por criar, paradoxalmente, algo que se tornou mais poderoso e forte. Um poder divino ao qual se submetem mas que, ao mesmo tempo, desejam que decida de acordo com a vontade humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criamos deuses para nossa servidão voluntária, abrindo mão de nossa liberdade de ação. Criamos os deuses e desejamos agradá-los - como de resto a todos - e nunca fazemos o suficiente. Estamos eternamente em dívida - de impossível quitação. Sem crédito, aguardamos a sentença:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O peso do olhar divino sobre as ações humanas faz com que se esteja o tempo todo preocupado em agradar ou não desagradar os deuses, enquanto não se examinam realmente a virtude e a excelência das próprias ações. Responsabilizamos os deuses pelo que nos vem de bom ou de ruim, como se estivessem  muito preocupados em nos recompensar ou castigar.(...) Com tudo isso, abrimos mão de exercer nossa liberdade na responsabilidade das decisões e das ações." ("Arqueologia dos prazeres" de Fernando Santoro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos - e nunca saberemos - se foram os deuses que nos criaram ou fomos nós que os inventamos. Não importa. Se os criamos como modelos aos quais queremos imitar e obedecer, o primeiro passo para uma vida feliz, segundo Epicuro, seria justamente livrar-nos dessas projeções transcendentais e viver de forma livre e plena. Afinal, "os deuses não estão nem aí para nós."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3466920183155377334?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3466920183155377334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/11/os-deuses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3466920183155377334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3466920183155377334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/11/os-deuses.html' title='Os Deuses'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8079944131654915934</id><published>2010-11-11T13:13:00.000-08:00</published><updated>2011-03-17T19:18:53.703-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Marly de Oliveira</title><content type='html'>Vinha de ler e ouvir Pessoa (na voz de Bethânia). Lembro bem que aos dezessete (por aí) ler Pessoa-Caeiro fazia todo o sentido. Suas interrogações e exclamações ecoavam agudas no meu não-saber. E eram minhas! E um pensamento ingênuo nascia: ele sabe sobre mim! Seus versos eram meus - ou diziam de mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ah quanta melancolia!&lt;br /&gt;Quanta, quanta solidão!&lt;br /&gt;Aquela alma, que vazia,&lt;br /&gt;Que sinto inútil e fria&lt;br /&gt;Dentro do meu coração!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***       ***        ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dormir! Não ter desejos nem esperanças!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***      ***         ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que penso eu do mundo?  &lt;br /&gt;     Sei lá o que penso do mundo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***     ***      ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O único sentido íntimo das cousas&lt;br /&gt;     É elas não terem sentido íntimo nenhum.  &lt;br /&gt;     Não acredito em Deus porque nunca o vi.  &lt;br /&gt;     Se ele quisesse que eu acreditasse nele,&lt;br /&gt;     Sem dúvida que viria falar comigo&lt;br /&gt;     E entraria pela minha porta dentro&lt;br /&gt;     Dizendo-me: Aqui estou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***     ***      ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que nós vemos das cousas são as cousas.&lt;br /&gt;     Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?&lt;br /&gt;     Por que é que ver e ouvir seria iludirmo-nos&lt;br /&gt;     Se ver e ouvir são ver e ouvir?  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, talvez mais dezessete, fui apresentada à poesia de Marly de Oliveira. Novo arrebatamento! Havia encontrado uma poesia que sentia como minha, versos que me "diziam", uma nova voz que me levava novamente ao êxtase do sentir poético. O livro "Vida Natural", publicado em 1967, revelava uma poeta inquisitiva que me cativou desde então. Meio "pessoana", é verdade, com seu  "questionamento sobre a perenidade das coisas e sobre nosso estar no mundo".  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O sentido das coisas,&lt;br /&gt;onde achá-lo, senão nas próprias coisas?&lt;br /&gt;Ou algo está por trás&lt;br /&gt;da rumorosa vida de um inseto,&lt;br /&gt;da quietude da flor, do meu espanto,&lt;br /&gt;vivendo-nos tranquilo,&lt;br /&gt;e cada dia nos absorve um pouco?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Sonhamos o que vemos&lt;br /&gt;ou somos nós o sonho&lt;br /&gt;daquilo que não vemos no que vemos?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dos meus preferidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Hoje não vou colher&lt;br /&gt;nem laranjas, nem flores, nem amoras.&lt;br /&gt;Vou ver crescer o dia&lt;br /&gt;no redondo das frutas,&lt;br /&gt;e ouvir sem pressa o canto destas aves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão as mesmas de ontem?&lt;br /&gt;Um dia a mais que fez de mim, que faz?&lt;br /&gt;E as aves que cantavam,&lt;br /&gt;se não são estas, onde&lt;br /&gt;estão? O canto apenas se repete?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela que ontem via&lt;br /&gt;o que ora vejo, não é mais em mim?&lt;br /&gt;Então me renovo&lt;br /&gt;como as águas e as plantas?&lt;br /&gt;Sou outra, ou me acrescento ao que já sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, é tudo igual,&lt;br /&gt;embora eu saiba que só na aparência;&lt;br /&gt;e meu prazer me vem&lt;br /&gt;de estar sentada aqui,&lt;br /&gt;detendo um tempo que se não detém."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco ganhei um encarte com poemas de Marly na voz de Lauro Moreira Lima. No livro intitulado "O sangue na veia", encontramos versos "onde há o desejo de desligar o conceito de amor do de paixão" (palavras da própria Marly). E é dentre os 56 poemas que compõem este livro que Lauro escolhe alguns que são apresentados aqui neste vídeo. Para nosso enlevo e elevação da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jxjRB4AKxZU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jxjRB4AKxZU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8079944131654915934?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8079944131654915934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/11/marly-de-oliveira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8079944131654915934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8079944131654915934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/11/marly-de-oliveira.html' title='Marly de Oliveira'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5705359702754300638</id><published>2010-10-04T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T16:56:37.714-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Um soco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TKppn0YSpwI/AAAAAAAAATQ/-oauQI9wJrI/s1600/book.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 124px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TKppn0YSpwI/AAAAAAAAATQ/-oauQI9wJrI/s200/book.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524344025719678722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É triste explicar um poema. É inútil também. Um poema não se explica. É como um soco. E, se for perfeito, te alimenta para toda a vida. Um soco certamente te acorda e, se for em cheio, faz cair tua máscara, essa frívola, repugnante, empolada máscara que tentamos manter para atrair ou assustar." &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hilda Hilst&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Passou a diligência pela estrada, e foi-se;&lt;br /&gt;E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.&lt;br /&gt;Assim é a ação humana pelo mundo afora.&lt;br /&gt;Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos.&lt;br /&gt;E o sol é sempre pontual todos os dias.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fernando Pessoa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5705359702754300638?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5705359702754300638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/10/um-soco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5705359702754300638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5705359702754300638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/10/um-soco.html' title='Um soco'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TKppn0YSpwI/AAAAAAAAATQ/-oauQI9wJrI/s72-c/book.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7871663228320186327</id><published>2010-10-01T03:44:00.000-07:00</published><updated>2010-10-01T06:23:42.793-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>À espera dos bárbaros</title><content type='html'>O que esperamos na ágora reunidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É que os bárbaros chegam hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por que tanta apatia no senado?&lt;br /&gt;    Os senadores não legislam mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É que os bárbaros chegam hoje.&lt;br /&gt;          Que leis hão de fazer os senadores?&lt;br /&gt;          Os bárbaros que chegam as farão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por que o imperador se ergueu tão cedo&lt;br /&gt;    e de coroa solene se assentou&lt;br /&gt;    em seu trono, à porta magna da cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É que os bárbaros chegam hoje.&lt;br /&gt;          O nosso imperador conta saudar&lt;br /&gt;          o chefe deles. Tem pronto para dar-lhe&lt;br /&gt;          um pergaminho no qual estão escritos&lt;br /&gt;          muitos nomes e títulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por que hoje os dois cônsules e os pretores&lt;br /&gt;    usam togas de púrpura, bordadas,&lt;br /&gt;    e pulseiras com grandes ametistas&lt;br /&gt;    e anéis com tais brilhantes e esmeraldas?&lt;br /&gt;    Por que hoje empunham bastões tão preciosos&lt;br /&gt;    de ouro e prata finamente cravejados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É que os bárbaros chegam hoje,&lt;br /&gt;          tais coisas os deslumbram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por que não vêm os dignos oradores&lt;br /&gt;    derramar o seu verbo como sempre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É que os bárbaros chegam hoje&lt;br /&gt;          e aborrecem arengas, eloqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por que subitamente esta inquietude?&lt;br /&gt;    (Que seriedade nas fisionomias!)&lt;br /&gt;    Por que tão rápido as ruas se esvaziam&lt;br /&gt;    e todos voltam para casa preocupados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Porque é já noite, os bárbaros não vêm&lt;br /&gt;          e gente recém-chegada das fronteiras&lt;br /&gt;          diz que não há mais bárbaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sem bárbaros o que será de nós?&lt;br /&gt;    Ah! eles eram uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Konstantinos Kaváfis (Alexandria,1863-1933)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tradução: José Paulo Paes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7871663228320186327?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7871663228320186327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/10/espera-dos-barbaros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7871663228320186327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7871663228320186327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/10/espera-dos-barbaros.html' title='À espera dos bárbaros'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-279369484213480728</id><published>2010-09-24T13:32:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T14:00:21.096-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Primavera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TJ0MI87d_aI/AAAAAAAAATA/tj6H6K-JUzU/s1600/Flores+Delacroix+1849.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 396px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TJ0MI87d_aI/AAAAAAAAATA/tj6H6K-JUzU/s400/Flores+Delacroix+1849.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520582066160139682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bouquet of flowers - Eugène Delacroix (1798/1863)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai alta no céu a lua da Primavera.&lt;br /&gt;Penso em ti e dentro de mim estou completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.&lt;br /&gt;Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,&lt;br /&gt;E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.&lt;br /&gt;Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,&lt;br /&gt;Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,&lt;br /&gt;Isso será uma alegria e uma verdade para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fernando Pessoa (1888-1935)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-279369484213480728?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/279369484213480728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/09/primavera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/279369484213480728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/279369484213480728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/09/primavera.html' title='Primavera'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TJ0MI87d_aI/AAAAAAAAATA/tj6H6K-JUzU/s72-c/Flores+Delacroix+1849.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5965850420132113673</id><published>2010-09-06T17:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T18:08:43.456-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Bach</title><content type='html'>"Sem Bach, a teologia seria desprovida de objetivo, a Criação fictícia, o nada peremptório. Se há alguém que deve tudo a Bach, é seguramente Deus."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;E.M.Cioran (1911-1995)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="225" height="144"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0MYzkBiJn5Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0MYzkBiJn5Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="225" height="144"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5965850420132113673?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5965850420132113673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/09/bach.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5965850420132113673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5965850420132113673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/09/bach.html' title='Bach'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8028405607684714917</id><published>2010-08-15T08:05:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:38:34.087-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Vinho e poesia em dia de inverno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TGbzkB0CQLI/AAAAAAAAASo/wU5XOlVQdsI/s1600/Young-Woman-With-A-Wine-Glass.2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 301px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TGbzkB0CQLI/AAAAAAAAASo/wU5XOlVQdsI/s400/Young-Woman-With-A-Wine-Glass.2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505355394794537138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Young woman with a wine glass - Octave Tassaert (1800/1874)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A taça foi brilhante e rara,&lt;br /&gt;mas o vinho de que bebi&lt;br /&gt;com os meus olhos postos em ti,&lt;br /&gt;era de total amargura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde essa hora antiga e preclara,&lt;br /&gt;insensivelmente desci,&lt;br /&gt;e em meu pensamento senti&lt;br /&gt;o desgosto de ser criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou de essência etérea e clara:&lt;br /&gt;no entanto, desde que te vi,&lt;br /&gt;como que desapareci...&lt;br /&gt;Rondo triste, à minha procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A taça foi brilhante e rara:&lt;br /&gt;mas, com certeza enlouqueci.&lt;br /&gt;E desse vinho que bebi&lt;br /&gt;se originou minha loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cecília Meireles (1901/1964)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinho e poesia: inevitavelmente pensamos em Omar Khayyam (poeta persa do séc. XI). Seus versos remetem ao vinho e ao amor - que deve ser vivido hoje. Apenas hoje.  Pois tudo é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sempre e somente&lt;/span&gt; provisório.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como o rio, ou como o vento,&lt;br /&gt;vão passando os dias. &lt;br /&gt;Há dois dias que me são indiferentes:&lt;br /&gt;O que foi ontem, o que virá amanhã."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nada sabes, e tudo o que tem é hoje, diz o poeta, resta apenas o vinho: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Homem ingênuo, pensas que és sábio&lt;br /&gt;e estás sufocado entre os dois infinitos&lt;br /&gt;do passado e do futuro. Não podes sair.&lt;br /&gt;Bebe, e esquece a tua impotência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ouço dizer que os amantes&lt;br /&gt;Do  vinho vão para o inferno.&lt;br /&gt;Não há verdades na vida,&lt;br /&gt;mas há evidentes mentiras.&lt;br /&gt;Se porventura os amantes&lt;br /&gt;Do amor e do vinho vão&lt;br /&gt;Para o inferno, então vazio&lt;br /&gt;Deve estar o paraíso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não vamos falar agora, dá-me vinho. Nesta noite&lt;br /&gt;a tua boca é a mais linda rosa, e me basta.&lt;br /&gt;Dá-me vinho, e que seja vermelho como os teus lábios;&lt;br /&gt;o meu remorso será leve como os teus cabelos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;&gt;    &lt;&gt;    &lt;&gt;     &lt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pensamos também em Baudelaire (poeta francês do séc. XIX), em seu famoso poema, do qual um fragmento foi retirado e é muito divulgado como "citação":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.&lt;br /&gt;Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;&gt;    &lt;&gt;     &lt;&gt;     &lt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, se tudo que temos é apenas este fim de tarde, então... &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Andiamo&lt;/span&gt;! Uma garrafa de vinho! &lt;br /&gt;É tudo que precisamos. Qualquer uma. &lt;br /&gt;Mas...parece que falta algo. O quê? &lt;br /&gt;Seguindo uma outra "citação": &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para o vinho ter gosto de vinho, deve ser tomado com um amigo"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Saúde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TGg-uFST8PI/AAAAAAAAASw/_FiBucQpHMs/s1600/Duas+ta%C3%A7as+de+vinho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TGg-uFST8PI/AAAAAAAAASw/_FiBucQpHMs/s400/Duas+ta%C3%A7as+de+vinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505719505874317554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8028405607684714917?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8028405607684714917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/08/vinho-e-poesia-em-dia-de-inverno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8028405607684714917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8028405607684714917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/08/vinho-e-poesia-em-dia-de-inverno.html' title='Vinho e poesia em dia de inverno'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TGbzkB0CQLI/AAAAAAAAASo/wU5XOlVQdsI/s72-c/Young-Woman-With-A-Wine-Glass.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-6821607150852825635</id><published>2010-08-07T19:03:00.000-07:00</published><updated>2010-08-14T07:19:16.988-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Avezinhas irrequietas</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Lutei para escapar da infância o mais cedo possível.&lt;br /&gt;E assim que consegui, voltei correndo pra ela."&lt;br /&gt;Orson Welles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sn4vg-9ZgsI/AAAAAAAAAHc/96OEdxfA8Vg&lt;br /&gt;/s1600-h/children%27s+games+-+Bruegel.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px &lt;br /&gt;auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 285px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sn4vg-9ZgsI/AAAAAAAAAHc/96OEdxfA8Vg/s400/children%27s+games+-+Bruegel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367780049575051970" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Children's games - Pieter Bruegel (1525/30 - 1569)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu com as quatro,&lt;br /&gt;eu com ela, eu sem ela,&lt;br /&gt;eu por cima, eu por baixo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e lá íamos nós cantando, movimentando mãos, prestando atenção, experimentando posições. Sem querer (nem saber) íamos construindo um eu e tecendo laços com outros eus.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lá em cima daquela montanha,&lt;br /&gt;avistei uma bela pastora,&lt;br /&gt;que dizia em sua linguagem,&lt;br /&gt;que queria brincar.&lt;br /&gt;Bela pastora entra na roda,&lt;br /&gt;para ver como se brinca.&lt;br /&gt;Uma roda, roda e meia&lt;br /&gt;Abraçais quem vós quereis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cantigas de roda... esquecemos? Mas ficamos marcados pela ciranda de mãos que dávamos, largávamos, dávamos de novo, e mais brincávamos, mais queríamos brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"São três irmãos.&lt;br /&gt;O primeiro já morreu;&lt;br /&gt;o segundo vive conosco&lt;br /&gt;e o terceiro não nasceu?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- passado, presente e futuro! Adivinhávamos, sem saber que exatamente naquele momento vivíamos um tempo e construíamos outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia o jogo muda e o brincar emudece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, quando a poesia pode ser nossa possibilidade de redenção, como encontrá-la? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Ela está para além da seriedade, naquele plano mais primitivo e originário a que pertencem a criança, o animal, o selvagem e o visionário, na região do sonho, do encantamento, do êxtase, do riso. Para compreender a poesia precisamos ser capazes de envergar a alma da criança como se fosse uma capa mágica, e admitir a superioridade da sabedoria infantil sobre a do adulto."&lt;/span&gt;, nos diz Huizinga em seu livro "Homo Ludens".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso por causa de uma experiência recente.  Tenho sempre certa cautela com vídeos que expõem crianças, seja de que forma for. Mas um deles me comoveu. O pequeno Howard parecia se divertir diante das pessoas que o assistiam, surpresas diante da potencialidade do menino. Não sei das condições reais, mas parecia uma brincadeira onde risos, seriedade, erros e acertos compõem, ao final, a música de um momento poético. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="360" height="300"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OCa_Hstm24w&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OCa_Hstm24w&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="360" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-6821607150852825635?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/6821607150852825635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/08/avezinhas-irrequietas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6821607150852825635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6821607150852825635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/08/avezinhas-irrequietas.html' title='Avezinhas irrequietas'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sn4vg-9ZgsI/AAAAAAAAAHc/96OEdxfA8Vg/s72-c/children%27s+games+-+Bruegel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-431558948713519578</id><published>2010-07-31T06:06:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T14:57:56.130-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Coisas insignificantes</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"As coisas que não levam a nada&lt;br /&gt;tem grande importância.&lt;br /&gt;Cada coisa ordinária é um elemento de estima."&lt;br /&gt;Manoel de Barros&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TCqCAOdlu8I/AAAAAAAAAR4/G79F1UGMPhU/s1600/BAU-1..png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 179px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TCqCAOdlu8I/AAAAAAAAAR4/G79F1UGMPhU/s200/BAU-1..png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488342036298185666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca guardou um pétala de flor recebida do namorado na agenda? Ou um bilhetinho da melhor amiga dizendo que a amizade era para sempre? Ou uma embalagem de um bombom, um postal ou mesmo umas conchinhas catadas naquela tarde? Coisas insignificantes que significam tanto! Costumava também guardar esses objetos com carinho, como se cada um deles pudesse me devolver, em algum outro momento da vida, a emoção sentida. Como a personagem do filme mexicano "Coisas insignificantes", também  me apegava a essas pequenas-grandes insignificantes coisas. Entretanto, no filme, as "coisas insignificantes" adormecidas na pequena caixa de Esmeralda possuem um valor diverso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda é uma adolescente tímida, silenciosa, que resgata objetos esquecidos e os coloca em uma pequena caixa.  Não os compreende, muito menos percebe a importância deles. Apenas acaricia os objetos como se, com esse gesto, pudesse resgatar um vínculo afetivo perdido. Eles não lhe pertencem, nem trazem nenhuma recordação vivida. Abandonadas e posteriormente recolhidas por Esmeralda, as coisas "insignificantes" adormecem na caixa, "significando" algo ainda por nascer. Tais objetos, de alguma forma, se relacionam com gestos de amor inconclusos, incompreendidos, e que quedaram inúteis em sua intenção. Foram "criados" em momentos onde a palavra não foi possível, embora as pessoas, ainda assim, acreditassem que, através deles, pudessem comunicar suas emoções.  Os pequenos objetos "insignificantes" adormecidos dentro do baú de Esmeralda não pertencem a ninguém. Apenas resistem, na esperança de cumprirem seu papel: "dizer" um afeto. Cada um deles remete a uma história, na qual há fundamentalmente uma impossibilidade de amar. Ou talvez uma enorme dificuldade de expressar esse amor. O que dá no mesmo. Os objetos representam tanto "a ausência da comunicação como a sua possibilidade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A silente menina se torna guardiã da caixa, já repleta de segredos, silêncios, gritos: tantas mensagens de amor que não chegaram a seu destino.   Até o dia em que, ao valorizar seus próprios laços afetivos, Esmeralda percebe que não precisa mais dos objetos alheios, pois descobre em si a possibilidade de efetivamente amar. Abandona a caixa, se aproxima da irmã e compartilha um momento de delírio da avó, acreditando agora que é possível conceber um outro mundo, um mundo de afetos compartilhados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-431558948713519578?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/431558948713519578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/07/coisas-insignificantes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/431558948713519578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/431558948713519578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/07/coisas-insignificantes.html' title='Coisas insignificantes'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TCqCAOdlu8I/AAAAAAAAAR4/G79F1UGMPhU/s72-c/BAU-1..png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-796192705176167694</id><published>2010-07-25T11:46:00.000-07:00</published><updated>2010-07-25T12:20:47.308-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Para uma noite de lua cheia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TEyLXue1WkI/AAAAAAAAASI/BLoMFBhGDlE/s1600/Escultura+Diogo+Macedo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 276px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TEyLXue1WkI/AAAAAAAAASI/BLoMFBhGDlE/s320/Escultura+Diogo+Macedo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497922484843141698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diogo Macedo, escultor português (1889/1959)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei de ser aquele que esperava,&lt;br /&gt;Isto é, deixei de ser quem nunca fui...&lt;br /&gt;Entre onda e onda a onda não se cava,&lt;br /&gt;E tudo, em ser conjunto, dura e flui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seta treme, pois que, na ampla aljava,&lt;br /&gt;O presente ao futuro cria e inclui.&lt;br /&gt;Se os mares erguem sua fúria brava&lt;br /&gt;É que a futura paz seu rastro obstrui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo depende do que não existe.&lt;br /&gt;Por isso meu ser mudo se converte&lt;br /&gt;Na própria semelhança, austero e triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada me explica. Nada me pertence.&lt;br /&gt;E sobre tudo a lua alheia verte&lt;br /&gt;A luz que tudo dissipa e nada vence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fernando Pessoa (1888/1935)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-796192705176167694?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/796192705176167694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/07/para-uma-noite-de-lua-cheia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/796192705176167694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/796192705176167694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/07/para-uma-noite-de-lua-cheia.html' title='Para uma noite de lua cheia'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TEyLXue1WkI/AAAAAAAAASI/BLoMFBhGDlE/s72-c/Escultura+Diogo+Macedo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7833021404448577222</id><published>2010-07-07T10:39:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T12:00:32.774-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de outrem'/><title type='text'>A quem ama</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TDYdsT_2hrI/AAAAAAAAASA/2IxPlojqSlk/s1600/Amantes.1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 153px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TDYdsT_2hrI/AAAAAAAAASA/2IxPlojqSlk/s200/Amantes.1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491609442744436402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"O homem (se) constrói o mito da perfeição pela dificuldade de aceitar a inerente imperfeição e incompletude dos atos da vida. Quanto mais o ser humano se ausculte, será para defrontar-se com a impossibilidade de alguma solução pacificadora, permanente, perfeita e acabada.  Somos um fazer-se sem descanso. Só temos paz nos raros momentos em que acertamos ou intuímos a existência de uma plenitude cuja percepção escapa, logo depois de alcançada.&lt;br /&gt;Os casos de amor vivem rondados por frustração ou arrependimento. Não o amor. Este é íntegro, irrefutável, cristalino, pleno e indubitável; mas os amantes, seus precários portadores.  Quase sempre o tamanho do amor é maior que o dos amantes. As pessoas têm mais amor do que podem. Daí o fardo pesado que é carregar a chance de felicidade.&lt;br /&gt;O amor é pleno mas cada amante vive envolto numa teia de limitações. Sobrevém a eterna disjuntiva: frustração ou arrependimento. Entregar-se a um amor é abandonar outros. Optar é renunciar. E, do que se renuncia e abandona, pode provir, depois, arrependimento. Afastar-se de um amor, ainda que por lúcidas razões, pode gerar, adiante, a frustração pelo que se deixou de viver.&lt;br /&gt;Arrependimento e frustração são, pois, duas ameaças inevitáveis para amantes que se descobrem viáveis em pele, olho, poesia e suspiro, na mesma medida em que se sabem cercados de repressões, compromissos, impossibilidades ou, então , exorbitantes preços existenciais a pagar pela meia felicidade.&lt;br /&gt;Viver implica essa dolorosa tarefa (suplício e enigma): a de integrar esses pedaços opostos, incorporando dificuldades, vivenciando a eterna imperfeição de tudo.  Viver é descobrir-se inocente e virgem quando já se considerava pronto, vivido, definido e auto-suficiente.  Somos fadados a ser pessoas sempre nalgum limiar.  Quanto mais conhecimento e vivência, novos limiares.&lt;br /&gt;O sofrimento do homem deriva dessa estranha divisão de sua alma: ele precisa de nitidez, de encaixes perfeitos, de caminhos retos, mas só lhe é dado viver situações provisórias e incertas, sinuosos pedaços de retidão, o que o leva a manifestar até pela mentira as suas mais fundas verdades.&lt;br /&gt;O amor, porém (não os amantes), rompe esse exercício de sofrimento pois liga o homem a uma finalidade.  Por isso o amor permite o sabor-saber, fugidio e delicioso, de algo pleno, sempre fora e além de nós, mas vivido em nós (por isso o enigma), uma certeza adivinhada (e breve vivida) de plenitudes impossíveis aqui.&lt;br /&gt;O amor traz a certeza secreta de uma instância de paz, plenitude e perfeição da qual a vida é um aprendizado, por isso incompleta e inacabada, provisória e sempre em busca.  O amor é o filme, mas a vida e os amantes são o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;trailer&lt;/span&gt; de um filme que se intui possível, porém nunca alguém o verá.&lt;br /&gt;O amor é pleno mas os amantes precários, impossíveis, atrapalhados por eles mesmos e suas opções sempre "certo/erradas".&lt;br /&gt;No amor, a todo certo ideal corresponde algum erro real de exercício. Por isso, quem ama vive a misturar pedaços de verdades pela impossibilidade de viver a totalidade.  Aqui residem o suplício e o enigma de viver: o amor é total, pleno, mas a vida de quem ama é feita de pedaços, de renúncias ou arrependimentos, de impossibilidades ou carências. Aceitar o enigma sem o deslindar é aprender a viver: é amadurecer. E exige trabalho interior penoso, grandeza, equilíbrio e autoconhecimento.&lt;br /&gt;Somos um todo fragmentado que para se recompor e harmonizar precisa viver as divisões, os sofrimentos e os açoites das mentiras que conduzem às nossas verdades mais profundas.  Viver em plenitude todos os pólos de que somos compostos, eis a ressurreição em vida.  O amor, em sua qualidade de rio de muitas vertentes, ajuda e ilumina esse processo de autodesconhecimento permanente que é a única forma de autoconhecer-se. Por isso o amor é um estranhamento; e ao vivê-lo, os amantes atrapalham-se, atropelando-o."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Artur da Távola (1936-2008)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7833021404448577222?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7833021404448577222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/07/quem-ama.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7833021404448577222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7833021404448577222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/07/quem-ama.html' title='A quem ama'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TDYdsT_2hrI/AAAAAAAAASA/2IxPlojqSlk/s72-c/Amantes.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1905037958111911536</id><published>2010-06-22T08:41:00.000-07:00</published><updated>2010-06-22T18:03:28.236-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Menina em três tempos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TCEyqx1CuGI/AAAAAAAAARw/cpC0u7_PBc0/s1600/A+leitora+-+Fragonard+(1732-1806).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TCEyqx1CuGI/AAAAAAAAARw/cpC0u7_PBc0/s320/A+leitora+-+Fragonard+(1732-1806).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485721531625683042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Reader - Fragonard (1732/1806)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma manhã de junho. Colégio Pedro II, em São Cristóvão. Com frio, sem nada pra fazer no recreio e irritada com alguma implicância feita por um dos colegas, entrei pela primeira vez na biblioteca: uma sala toda envidraçada que víamos do pátio e à qual não dávamos importância maior. Sozinha, tímida, sem saber direito o que fazer, caminhei por entre as estantes tentando lembrar um nome, qualquer, que me tirasse daquele desconforto. Foi então que li: Carlos Drummond de Andrade. Abri o livro: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;COTA ZERO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;STOP.&lt;br /&gt;A vida parou&lt;br /&gt;ou foi o automóvel?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sensação... não sei dizer. Um soco? Uma surpresa?&lt;br /&gt;Como assim? Era um poema? Uma pergunta? Haveria uma resposta?&lt;br /&gt;O que faço agora? Fecho o livro e vou embora? Finjo que isso nunca existiu?&lt;br /&gt;Volto para a minha vida? Qual vida, se agora....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa manhã de junho que nasci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;*******&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras tardes de junho, a dor de me saber só, de possuir a lucidez dos que se instalam nas sombras, de me sentir diminuta na imensidão de mim mesma me impelia a crescer, talvez muito mais do que suportaria e menos do que (ainda não sabia) seria possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;VERBO SER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vai ser quando crescer?&lt;br /&gt;Vivem perguntando em redor.&lt;br /&gt;Que é ser?&lt;br /&gt;É ter um corpo, um jeito, um nome?&lt;br /&gt;Tenho os três. E sou?&lt;br /&gt;Tenho de mudar quando crescer?&lt;br /&gt;Usar outro nome, corpo e jeito?&lt;br /&gt;Ou a gente só principia a ser quando cresce?&lt;br /&gt;É terrível, ser?&lt;br /&gt;Dói? É bom? É triste?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ser; pronunciado tão depressa,&lt;br /&gt;e cabe tantas coisas&lt;br /&gt;Repito: Ser, Ser, Ser.&lt;br /&gt;Er. R.&lt;br /&gt;Que vou ser quando crescer?&lt;br /&gt;Sou obrigado a?&lt;br /&gt;Posso escolher?&lt;br /&gt;Não dá para entender.&lt;br /&gt;Não vou ser.&lt;br /&gt;Vou crescer assim mesmo.&lt;br /&gt;Sem ser.&lt;br /&gt;Esquecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;*******&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nas longas noites insones, quando o amor me comovia e lágrimas de saudade faziam brilhar as estrelas, a palavra poética mais uma vez dava sentido a tudo. A tudo aquilo que não tem sentido algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;AUSÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo achei que a ausência é falta.&lt;br /&gt;E lastimava, ignorante, a falta.&lt;br /&gt;Hoje não a lastimo.&lt;br /&gt;Não há falta na ausência.&lt;br /&gt;A ausência é um estar em mim.&lt;br /&gt;E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,&lt;br /&gt;que rio e danço e invento exclamações alegres,&lt;br /&gt;porque a ausência assimilada,&lt;br /&gt;ninguém a rouba mais de mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1905037958111911536?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1905037958111911536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/06/menina-em-tres-tempos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1905037958111911536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1905037958111911536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/06/menina-em-tres-tempos.html' title='Menina em três tempos'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TCEyqx1CuGI/AAAAAAAAARw/cpC0u7_PBc0/s72-c/A+leitora+-+Fragonard+(1732-1806).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5405873806913797156</id><published>2010-06-20T15:39:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T17:04:45.088-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Madrinha Delva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TB6siu_wMFI/AAAAAAAAARg/ZeMls3q0KMg/s1600/Flores+para+madrinha.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TB6siu_wMFI/AAAAAAAAARg/ZeMls3q0KMg/s200/Flores+para+madrinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485011108914802770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos os anos, principalmente na Semana Santa, era obrigatório pedir a benção à minha madrinha, que com toda a "pompa e circunstância" dizia: Que Deus a abençoe!  Madrinha Delva. Ela se orgulhava dos afilhados - de fé e de coração - cujos feitos traziam um colorido para sua vida tão humilde. No último sábado fui pedir-lhe a derradeira benção. E ela, incrivelmente, ainda foi capaz de me abençoar ao me proporcionar um reencontro com estranhos que de repente reconheço como primos, tios, tias de um outro tempo. E novamente de agora. Me surpreendo diante de tanto afeto. Sempre me pergunto que sentimento é esse que transforma, em segundos, pessoas desconhecidas em parentes queridos. E a generosidade com que trocamos olhares de reconhecimento foi ainda maior, preenchendo uma existência não-comum mas repentinamente compartilhada. Na despedida, agradeço mais essa benção e percebo que, após tantas outras recebidas, era a minha vez e ousei dizer-lhe: Que Deus, em sua infinita misericórdia, a abençoe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5405873806913797156?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5405873806913797156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/06/madrinha-delva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5405873806913797156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5405873806913797156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/06/madrinha-delva.html' title='Madrinha Delva'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/TB6siu_wMFI/AAAAAAAAARg/ZeMls3q0KMg/s72-c/Flores+para+madrinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8589734772132749955</id><published>2010-06-18T13:27:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T13:27:00.275-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Todos os motivos para mais um outono.3</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S_mP7C1nn1I/AAAAAAAAARQ/EVhzXLAiU6o/s1600/autumn_leaves.2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S_mP7C1nn1I/AAAAAAAAARQ/EVhzXLAiU6o/s400/autumn_leaves.2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474565066582368082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; CHANSON D'AUTOMNE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Les sanglots longs&lt;br /&gt;    Des violons&lt;br /&gt;    De l'automne&lt;br /&gt;    Blessent mon coeur&lt;br /&gt;    D'une langueur&lt;br /&gt;    Monotone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tout suffocant&lt;br /&gt;    Et blême, quand&lt;br /&gt;    Sonne l'heure,&lt;br /&gt;    Je me souviens&lt;br /&gt;    Des jours anciens&lt;br /&gt;    Et je pleure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Et je m'en vais&lt;br /&gt;    Au vent mauvais&lt;br /&gt;    Qui m'emporte&lt;br /&gt;    Deçà, delà,&lt;br /&gt;    Pareil à la&lt;br /&gt;    Feuille morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Paul Verlaine (1844/1896)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; CANÇÃO DO OUTONO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os longos sons&lt;br /&gt;    dos violões,&lt;br /&gt;    pelo outono,&lt;br /&gt;    me enchem de dor&lt;br /&gt;    e de um langor&lt;br /&gt;    de abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E choro, quando&lt;br /&gt;    ouço, ofegando,&lt;br /&gt;    bater a hora,&lt;br /&gt;    lembrando os dias,&lt;br /&gt;    e as alegrias&lt;br /&gt;    e ais de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E vou-me ao vento&lt;br /&gt;    que, num tormento,&lt;br /&gt;    me transporta&lt;br /&gt;    de cá pra lá,&lt;br /&gt;    como faz à&lt;br /&gt;    folha morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Onestaldo de Pennafort&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9IDUxk9sSXI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9IDUxk9sSXI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Autumn Leaves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The falling leaves&lt;br /&gt;Drift by the window&lt;br /&gt;The autumn leaves&lt;br /&gt;Of red and gold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I see your lips&lt;br /&gt;The summer kisses&lt;br /&gt;The sunburned hands&lt;br /&gt;I used to hold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Since you went away&lt;br /&gt;The days grow long&lt;br /&gt;And soon I'll hear&lt;br /&gt;Old winter's song&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But I miss you most of all&lt;br /&gt;My darling&lt;br /&gt;When autumn leaves&lt;br /&gt;Start to fall&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8589734772132749955?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8589734772132749955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/todos-os-motivos-para-mais-um-outono3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8589734772132749955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8589734772132749955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/todos-os-motivos-para-mais-um-outono3.html' title='Todos os motivos para mais um outono.3'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S_mP7C1nn1I/AAAAAAAAARQ/EVhzXLAiU6o/s72-c/autumn_leaves.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4222170134532264378</id><published>2010-06-14T17:34:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T17:34:00.525-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>Brevíssimos dois minutos. &lt;br /&gt;Desta vez, sem palavras.&lt;br /&gt;Só notas ao tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="195" height="144"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7soF7lVzWgI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7soF7lVzWgI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="195" height="144"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4222170134532264378?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4222170134532264378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/06/nostalgia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4222170134532264378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4222170134532264378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/06/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3657309543273770086</id><published>2010-06-10T00:28:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T12:48:10.117-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Ser ou não-ser? Ir sendo...</title><content type='html'>São sete minutos. &lt;br /&gt;Sete breves longos minutos. &lt;br /&gt;Um violoncelo que encanta as notas da partitura de Ennio Morricone.&lt;br /&gt;São dois poemas.&lt;br /&gt;Brevíssimos poemas.&lt;br /&gt;Que deixam longos rastros de pensamentos...&lt;br /&gt;Experimente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nLNCl45duCE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nLNCl45duCE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To be or not to be&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo de sentir que ora não penso,&lt;br /&gt;ou que penso e o que penso é não vivido.&lt;br /&gt;A alma retrai-se; o espírito, suspenso,&lt;br /&gt;detém-se: é fio irreal interrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ímpeto de fuga que não venço.&lt;br /&gt;Extrai-o de mim mesmo: é sem sentido.&lt;br /&gt;E assim pairo, sonâmbulo, no imenso&lt;br /&gt;campo que fica entre a presença e o olvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entender o que nem foi vazado&lt;br /&gt;em forma, signo ou luz? Como e por quê ando&lt;br /&gt;perto e longe de mim que ardo a meu lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esquecer que o próprio esquecimento&lt;br /&gt;do que em mim se rebela e está sonhando&lt;br /&gt;rói a sede de ser em que me invento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Emílio Moura (1902/1971)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida, essa dádiva cruel&lt;br /&gt;de um deus cartesiano, nos convida&lt;br /&gt;a tudo refratar, e refletir.&lt;br /&gt;Exilado no canto da janela,&lt;br /&gt;eu fecho então os olhos, feito prisma,&lt;br /&gt;e decomponho a luz que desfalece.&lt;br /&gt;Parou o vento. É o tempo que parece&lt;br /&gt;mover os ramos verdes, onde havia,&lt;br /&gt;entre ser e não-ser, uma andorinha&lt;br /&gt;cansada de voar com seu mistério.&lt;br /&gt;Felizes são as aves, que confiam&lt;br /&gt;- eu penso.  E fecho as folhas da janela.&lt;br /&gt;Sou um bicho que pensa. E a quem oprime&lt;br /&gt;a solidão de ser, sem nenhum crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jayro José Xavier (10 de junho 1936)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3657309543273770086?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3657309543273770086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/06/ser-ou-nao-ser-ir-sendo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3657309543273770086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3657309543273770086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/06/ser-ou-nao-ser-ir-sendo.html' title='Ser ou não-ser? Ir sendo...'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5083250854127390940</id><published>2010-06-01T04:02:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T09:58:49.825-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Outono com chuva</title><content type='html'>&lt;object width="125" height="144"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DLr1oWjIC44&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DLr1oWjIC44&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="125" height="144"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epigrama nº 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto da gota d'água que se equilibra&lt;br /&gt;na folha rasa, tremendo ao vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o universo, no oceano do ar, secreto vibra:&lt;br /&gt;e ela resiste, no isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu cristal simples reprime a forma, no instante incerto:&lt;br /&gt;pronto a cair, pronto a ficar - límpido e exato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a folha é um pequeno deserto&lt;br /&gt;para a imensidade do ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cecília Meireles&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5083250854127390940?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5083250854127390940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/outono-com-chuva.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5083250854127390940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5083250854127390940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/outono-com-chuva.html' title='Outono com chuva'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7747972528763083176</id><published>2010-05-24T12:51:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T12:51:00.065-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Todos os motivos para mais um outono.2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S_mOkb_dwgI/AAAAAAAAARI/DvZQoV_IrNg/s1600/autumn_leaves.3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S_mOkb_dwgI/AAAAAAAAARI/DvZQoV_IrNg/s400/autumn_leaves.3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474563578685932034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epigrama nº 9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento voa,&lt;br /&gt;a noite toda se atordoa,&lt;br /&gt;a folha cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá mesmo algum pensamento&lt;br /&gt;sobre essa noite? sobre esse vento?&lt;br /&gt;sobre essa folha que se vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cecília Meireles&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXIV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos folhas breves onde dormem&lt;br /&gt;aves de sombra e solidão.&lt;br /&gt;Somos só folhas e o seu rumor.&lt;br /&gt;Inseguros, incapazes de ser flor,&lt;br /&gt;até a brisa nos perturba e faz tremer.&lt;br /&gt;Por isso a cada gesto que fazemos&lt;br /&gt;cada ave se transforma noutro ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eugênio de Andrade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que sou hoje, nesse momento? Uma folha plana, muda, caída sobre a terra. Nenhum movimento de ar balançando-a. Mal respirando para não se acordar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último trecho de Clarice Lispector está em "Perto do coração selvagem", seu primeiro livro, publicado em 1944, cuja leitura recomendo com urgência. No primeiro capítulo, Joana, ainda criança, diz a seu pai que inventou uma poesia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vi uma nuvem pequena&lt;br /&gt;coitada da minhoca&lt;br /&gt;acho que ela não viu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai, então, pergunta: "Como é que se faz uma poesia tão bonita?". E Joana responde: "Não é difícil, é só ir dizendo." &lt;br /&gt;Também resolvi "ir dizendo"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos folhas breves&lt;br /&gt;- quase nada -&lt;br /&gt;onde repousam&lt;br /&gt;sombras&lt;br /&gt;secreção&lt;br /&gt;sementes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos plenos&lt;br /&gt;e faltosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cada gesto&lt;br /&gt;trêmulo&lt;br /&gt;infértil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais nos abismamos&lt;br /&gt;em nada ser e tudo querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telma Miranda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7747972528763083176?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7747972528763083176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/todos-os-motivos-para-mais-um-outono2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7747972528763083176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7747972528763083176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/todos-os-motivos-para-mais-um-outono2.html' title='Todos os motivos para mais um outono.2'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S_mOkb_dwgI/AAAAAAAAARI/DvZQoV_IrNg/s72-c/autumn_leaves.3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4951780313661779269</id><published>2010-05-21T07:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T13:11:20.754-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Ao longe os barcos de flores</title><content type='html'>Só, incessante, um som de flauta chora,&lt;br /&gt;Viúva, grácil, na escuridão tranquila,&lt;br /&gt;- Perdida voz que de entre as mais se exila,&lt;br /&gt;- Festões de som dissimulando a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na orgia, ao longe, que em clarões cintila&lt;br /&gt;E os lábios, branca, do carmim, desflora...&lt;br /&gt;Só, incessante, um som de flauta chora,&lt;br /&gt;Viúva, grácil, na escuridão tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a orquestra? E os beijos? Tudo a noite, fora,&lt;br /&gt;Cauta, detém. Só modulada trila&lt;br /&gt;A flauta flébil.. Quem há-de remi-la?&lt;br /&gt;Quem sabe a dor que sem razão deplora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só, incessante, um som de flauta chora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Camilo Pessanha&lt;/span&gt; (1867/1926)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DC-qVU58Nk4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DC-qVU58Nk4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Lonely Shepherd de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;James Last&lt;/span&gt; (1929)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4951780313661779269?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4951780313661779269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/ao-longe-os-barcos-de-flores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4951780313661779269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4951780313661779269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/ao-longe-os-barcos-de-flores.html' title='Ao longe os barcos de flores'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3206240430290780387</id><published>2010-05-18T06:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T12:20:17.835-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Violoncelo</title><content type='html'>Chorai arcadas&lt;br /&gt;Do violoncelo!&lt;br /&gt;Convulsionadas,&lt;br /&gt;Pontes aladas&lt;br /&gt;De pesadelo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que esvoaçam,&lt;br /&gt;Brancos, os arcos...&lt;br /&gt;Por baixo passam,&lt;br /&gt;Se despedaçam,&lt;br /&gt;No rio, os barcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundas, soluçam&lt;br /&gt;Caudais de choro...&lt;br /&gt;Que ruínas, (ouçam!)&lt;br /&gt;Se se debruçam,&lt;br /&gt;Que sorvedouro!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trêmulos astros...&lt;br /&gt;Soidões lacustres...&lt;br /&gt;-Lemos e mastros...&lt;br /&gt;E os alabastros&lt;br /&gt;Dos balaústres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urnas quebradas!&lt;br /&gt;Blocos de gelo...&lt;br /&gt;- Chorai arcadas,&lt;br /&gt;despedaçadas,&lt;br /&gt;Do violoncelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Camilo Pessanha&lt;/span&gt; (1867/1926)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Iuw1ieM2Ejg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Iuw1ieM2Ejg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Antonín Dvorák&lt;/span&gt; (1841/1904)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3206240430290780387?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3206240430290780387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/violoncelo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3206240430290780387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3206240430290780387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/05/violoncelo.html' title='Violoncelo'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1266831021162455260</id><published>2010-04-30T05:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T18:50:29.843-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Dos ilustres assassinos</title><content type='html'>Ó grandes oportunistas,&lt;br /&gt;sobre o papel debruçados,&lt;br /&gt;que calculais mundo e vida&lt;br /&gt;em contos, doblas, cruzados,&lt;br /&gt;que traçais vastas rubricas&lt;br /&gt;e sinais entrelaçados,&lt;br /&gt;com altas penas esguias&lt;br /&gt;embebidas em pecados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó personagens solenes&lt;br /&gt;que arrastais os apelidos&lt;br /&gt;como pavões auriverdes&lt;br /&gt;seus rutilantes vestidos,&lt;br /&gt;- todo esse poder que tendes&lt;br /&gt;confunde os vossos sentidos:&lt;br /&gt;a glória, que amais, é desses&lt;br /&gt;que por vós são perseguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantai-vos dessas mesas,&lt;br /&gt;saí das vossas molduras,&lt;br /&gt;vede que masmorras negras,&lt;br /&gt;que fortalezas seguras,&lt;br /&gt;que duro peso de algemas,&lt;br /&gt;que profundas sepulturas&lt;br /&gt;nascidas de vossas penas,&lt;br /&gt;de vossas assinaturas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerai no mistério&lt;br /&gt;dos humanos desatinos!&lt;br /&gt;e no pólo sempre incerto&lt;br /&gt;dos homens e dos destinos!&lt;br /&gt;Por sentenças, por decretos,&lt;br /&gt;pareceríeis divinos:&lt;br /&gt;e hoje sois, no tempo eterno,&lt;br /&gt;como ilustres assassinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó soberbos titulares,&lt;br /&gt;tão desdenhosos e altivos!&lt;br /&gt;Por fictícia auteridade,&lt;br /&gt;vãs razões, falsos motivos,&lt;br /&gt;inultilmente matastes:&lt;br /&gt;- vossos mortos são mais vivos;&lt;br /&gt;e, sobre vós, de longe, abrem&lt;br /&gt;grandes olhos pensativos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Romanceiro da Inconfidência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cecília Meireles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio o poema e me assombro. Lembro de 21 de abril (data do enforcamento de Tiradentes, mártir da Inconfidência - 1792) e  29 de abril (data do arquivamento da Ditadura, algoz de tantas vidas - 2010). Que os assassinos não se enganem: os mortos estão vivos. Para sempre. Na nossa memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Glória aos piratas&lt;br /&gt;Às mulatas, às sereias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória à farofa&lt;br /&gt;à cachaça, às baleias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória a todas as lutas inglórias&lt;br /&gt;Que através da nossa história não esquecemos jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve o navegante negro&lt;br /&gt;Que tem por monumento as pedras pisadas do cais"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Mestre-Sala dos Mares&lt;/span&gt; de  João Bosco e Aldir Blanc (referência ao Almirante Negro, personagem da Revolta de Chibata, em 1910)&lt;br /&gt;http://recantodaspalavras.wordpress.com/category/joao-bosco/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1266831021162455260?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1266831021162455260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1266831021162455260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/04/dos-ilustres-assassinos.html' title='Dos ilustres assassinos'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4138343980375621975</id><published>2010-04-08T13:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T15:08:57.505-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Viçoso Jardim</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vigília&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o companheiro é morto,&lt;br /&gt;todos juntos morreremos &lt;br /&gt;um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor de nossas lágrimas&lt;br /&gt;sobre quem perdeu a vida,&lt;br /&gt;é nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amá-lo, nesta tristeza,&lt;br /&gt;é suspiro numa selva&lt;br /&gt;imensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fidelidade reta &lt;br /&gt;ao companheiro perdido,&lt;br /&gt;que nos resta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar-nos morrer um pouco&lt;br /&gt;por aquele que hoje vemos&lt;br /&gt;todo morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cecília Meireles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ef-4Bv5Ng0w&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ef-4Bv5Ng0w&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4138343980375621975?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4138343980375621975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/04/vicoso-jardim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4138343980375621975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4138343980375621975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/04/vicoso-jardim.html' title='Viçoso Jardim'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5147280259319813712</id><published>2010-03-21T08:29:00.000-07:00</published><updated>2010-03-23T09:17:49.333-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Todos os motivos para mais um outono.1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S6jpFaD8pYI/AAAAAAAAAQw/p0gS3o2CjVc/s1600-h/cubist+rose.2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 131px; height: 157px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S6jpFaD8pYI/AAAAAAAAAQw/p0gS3o2CjVc/s400/cubist+rose.2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451863628036482434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cubist Rose&lt;/span&gt; (Patti Petersen, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quarto motivo da rosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te aflijas com a pétala que voa:&lt;br /&gt;também é ser, deixar de ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosas verás, só de cinza franzida,&lt;br /&gt;mortas intactas pelo teu jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deixo aroma até nos meus espinhos,&lt;br /&gt;ao longe, o vento vai falando em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por perder-me é que me vão lembrando,&lt;br /&gt;por desfolhar-me é que não tenho fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cecília Meireles. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5147280259319813712?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5147280259319813712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/03/todos-os-motivos-para-mais-um-outono1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5147280259319813712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5147280259319813712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/03/todos-os-motivos-para-mais-um-outono1.html' title='Todos os motivos para mais um outono.1'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S6jpFaD8pYI/AAAAAAAAAQw/p0gS3o2CjVc/s72-c/cubist+rose.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-755913623205750585</id><published>2010-03-07T11:11:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T11:31:02.575-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Eu e a brisa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S5P-SYZmoAI/AAAAAAAAAQQ/HbwONRqO5K8/s1600-h/Brisa.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 148px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S5P-SYZmoAI/AAAAAAAAAQQ/HbwONRqO5K8/s200/Brisa.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445975966162001922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ah! se a juventude que esta brisa canta&lt;br /&gt;Ficasse aqui comigo mais um pouco&lt;br /&gt;Eu poderia esquecer a dor&lt;br /&gt;De ser tão só prá ser um sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí então quem sabe alguém chegasse&lt;br /&gt;Buscando um sonho em forma de desejo&lt;br /&gt;Felicidade então pra nós seria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois que a tarde nos trouxesse a lua&lt;br /&gt;Se o amor chegasse eu não resistiria&lt;br /&gt;E a madrugada acalentaria a nossa paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, oh brisa fica pois talvez quem sabe&lt;br /&gt;O inesperado faça uma surpresa&lt;br /&gt;E traga alguém que queira te escutar&lt;br /&gt;E junto a mim queira ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnny Alf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lembrar momentos vividos (certamente guardados na memória do coração) por aqueles que compartilharam, na juventude, os sonhos de amor e a beleza da canção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-755913623205750585?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/755913623205750585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/03/eu-e-brisa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/755913623205750585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/755913623205750585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/03/eu-e-brisa.html' title='Eu e a brisa'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S5P-SYZmoAI/AAAAAAAAAQQ/HbwONRqO5K8/s72-c/Brisa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5721900380469857704</id><published>2010-02-26T06:36:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T04:10:47.129-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Sobre a leitura.2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S4h-k0y7RtI/AAAAAAAAAQI/cpHCb_NNh5U/s1600-h/snoopylendo.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 155px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S4h-k0y7RtI/AAAAAAAAAQI/cpHCb_NNh5U/s200/snoopylendo.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442739320789878482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em setembro de 2009, escrevi um texto sobre hábitos de leitura e Bienal, movida por uma matéria jornalística. Volto ao tema, igualmente inspirada pelos jornais. Desta vez, diferentemente do meu texto anterior (sobre a leitura), para me confraternizar com as idéias  de Michèle Petit, expostas em uma entrevista publicada em 20 de fevereiro de 2010. Um trecho da entrevista vai ao encontro do que penso: "Certos discursos de glorificação da leitura dão vontade de jogar videogame! E os discursos jamais fizeram alguém ler, tampouco as campanhas de massificação para "criar" ou "formar" leitores. Seja pai ou professor, quem diz que uma criança tem que ler ( ou pior: que tem que gostar de ler!) faz da leitura um fardo ao qual ela precisa se submeter para satisfazer os adultos." Na verdade não é com suas idéias que comungo, mas sim com todo um pensamento já existente que ela, como antropóloga estudiosa, sistematizou em livros. A idéia da leitura (silenciosa ou compartilhada) como dispositivo para criar espaços de liberdade e resistência, de estruturação da subjetividade e das relações sociais é inegável. Há várias iniciativas neste sentido no Brasil (http://tracasdobem.blogspot.com/, http://www.aletria.com.br/, http://www.acordaletra.com.br/ e tantos outros), além de produções cinematográficas - como "Narrativas de Javé" e "Abril despedaçado." - que abordam o tema da transformação através da leitura.  A questão não é, como foi dito, formar leitores mas compartilhar palavras e daí ser possível se apaixonar pelo livro, criando laços subjetivos e sociais. Lembro-me sempre, quando abordo esse assunto, de uma cena de um filme de 1960, dirigido por Kubrick, protagonizado por Kirk Douglas, um líder forte e corajoso do povo de Esparta. Uma noite estão todos ao redor de uma fogueira quando o poeta (interpretado por Tony Curtis) lê e magicamente todos ficam extasiados diante da leitura. O grande guerreiro Spartacus, que não sabia ler, se revela frágil e sensibilizado diante do poeta e da força de suas palavras. Cena comovente para quem sabe das transformações advindas da palavra - escrita ou falada. A viagem através das palavras é libertadora, pois ocorre na imaginação de cada um, onde não há cifras, grilhões e sim todas as possibilidades de existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5721900380469857704?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5721900380469857704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/02/sobre-leitura2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5721900380469857704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5721900380469857704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/02/sobre-leitura2.html' title='Sobre a leitura.2'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S4h-k0y7RtI/AAAAAAAAAQI/cpHCb_NNh5U/s72-c/snoopylendo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1551282022550142674</id><published>2010-02-20T07:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T16:29:46.521-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Olho de turista</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A verdadeira viagem de descoberta &lt;br /&gt;não consiste em procurar novas paisagens, &lt;br /&gt;mas em ter novos olhos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Marcel Proust&lt;/span&gt;) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi isso há muito tempo. Quando, não sei ao certo. Era muito pequena, mas lembro que meu pai me levava a passear em Niterói e ficávamos horas esperando a hora de embarcar em uma enorme barcaça que atravessava a baía levando os carros - como o karmanguia azul de meu pai- e minha admiração. O rosto gelava com o vento,  enquanto os olhos - espremidos - se fartavam de paisagem durante aquela travessia que durava uma eternidade.  Alguns anos mais tarde, já universitária, voltava da faculdade na barca das 23:00. A paisagem noturna era sempre estranha, com luzes brilhantes contrastando com o breu da baía. Mais alguns anos e muitas idas e vindas, sempre me surpreendo, pois a cada vez que desbravo a baía, ela é sempre a mesma e sempre outra. Um dia, uma amiga me disse que, durante uma viagem, teve uma experiência interessante:  aprendeu sobre o "olhar de turista". Sim, olho de turista. Um olho admirado, como quem vê pela primeira vez. Como um olho de um poeta, de um filósofo, ou mesmo de alguém disposto a viver somente aquele dia. Palavras dela: "atravessar a baía hoje, para mim,  é sempre um passeio e me encanto sempre, como alguém que está de passagem". Mais. Ela fala sobre uma certa elegância que nada tem a ver com recursos financeiros. Palavras ainda dela: "posso ir a Paris, não visitar o Louvre e ficar lendo Drummond sentada em um banco do Jardim de Luxemburgo, assim como posso ler Baudelaire em francês a bordo da barca Itapuca". Sábia essa minha amiga; e a compreendo perfeitamente. E imagino que, mesmo não sendo mais aquela menina admirada com a travessia, sei que de alguma forma ainda sou ela. Que mesmo diante de um mundo de sempre (e sempre outro) e das mesmas paisagens, sei que ainda é possível descobrir novos olhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                &lt;br /&gt;*******************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro ainda de um apólogo ( ou uma parábola, enfim) que havia no livro de leitura silenciosa, nos anos idos. Um homem queria saber o que é a felicidade. Resolveu perguntar a um sábio que, naturalmente, respondeu que não sabia, mas poderia indicar um caminho e pede que ele lhe diga o que está vendo:&lt;br /&gt;- Vejo o mundo, senhor...&lt;br /&gt;- Olha mais!&lt;br /&gt;- Vejo campos, serras, nuvens no céu, bois no campo...&lt;br /&gt;- Olha mais!&lt;br /&gt;- Nada mais vejo, senhor!&lt;br /&gt;- Olha bem!&lt;br /&gt;- Senhor, nada mais vejo.&lt;br /&gt;- Como posso te mostrar o caminho da felicidade, se é isso apenas o que vêem os teus olhos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1551282022550142674?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1551282022550142674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/02/olho-de-turista.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1551282022550142674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1551282022550142674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/02/olho-de-turista.html' title='Olho de turista'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5867443297371069712</id><published>2010-02-18T07:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T07:22:00.223-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>The Tiger - William Blake</title><content type='html'>The Tyger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Tyger! Tyger! burning bright&lt;br /&gt;              In the forests of the night,&lt;br /&gt;              What immortal hand or eye&lt;br /&gt;              Could frame thy fearful symmetry?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              In what distant deeps or skies&lt;br /&gt;              Burnt the fire of thine eyes?&lt;br /&gt;              On what wings dare he aspire?&lt;br /&gt;              What the hand dare seize the fire?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              And what shoulder, and what art,&lt;br /&gt;              Could twist the sinews of thy heart,&lt;br /&gt;              And when thy heart began to beat,&lt;br /&gt;              What dread hand? and what dread feet?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              What the hammer? what the chain?&lt;br /&gt;              In what furnace was thy brain?&lt;br /&gt;              What the anvil? what dread grasp&lt;br /&gt;              Dare its deadly terrors clasp?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              When the stars threw down their spears,&lt;br /&gt;              And water'd heaven with their tears,&lt;br /&gt;              Did he smile his work to see?&lt;br /&gt;              Did he who made the Lamb make thee?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Tyger! Tyger! burning bright&lt;br /&gt;              In the forests of the night,&lt;br /&gt;              What immortal hand or eye,&lt;br /&gt;              Dare frame thy fearful symmetry?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;William Blake (1757-1827)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="180" height="100"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/s-yhzeZQi58&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/s-yhzeZQi58&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="180" height="100"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TYGRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tygre! Tygre! Brilho, brasa&lt;br /&gt;que a furna noturna abrasa,&lt;br /&gt;que olho ou mão armaria&lt;br /&gt;tua feroz symmetrya?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que céu se foi forjar&lt;br /&gt;o fogo do teu olhar?&lt;br /&gt;Em que asas veio a chamma?&lt;br /&gt;Que mão colheu esta flamma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que força fez retorcer&lt;br /&gt;em nervos todo o teu ser?&lt;br /&gt;E o som do teu coração&lt;br /&gt;de aço, que cor, que ação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu cérebro, quem o malha?&lt;br /&gt;Que martelo? Que fornalha&lt;br /&gt;o moldou? Que mão, que garra&lt;br /&gt;seu terror mortal amarra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as lanças das estrelas&lt;br /&gt;cortaram os céus, ao vê-las,&lt;br /&gt;quem as fez sorriu talvez?&lt;br /&gt;Quem fez a ovelha te fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tygre! Tygre! Brilho, brasa&lt;br /&gt;que a furna noturna abrasa,&lt;br /&gt;que olho ou mão armaria&lt;br /&gt;tua feroz symmetrya?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tradução: Augusto de Campos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5867443297371069712?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5867443297371069712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/02/tiger-william-blake.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5867443297371069712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5867443297371069712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/02/tiger-william-blake.html' title='The Tiger - William Blake'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-9188469610016273813</id><published>2010-02-09T03:23:00.000-08:00</published><updated>2010-08-14T12:17:02.917-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno de outrem'/><title type='text'>O amor continua</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S3FjkhLy0MI/AAAAAAAAAQA/HBHD6sy79aM/s1600-h/casal+separa%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S3FjkhLy0MI/AAAAAAAAAQA/HBHD6sy79aM/s200/casal+separa%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436235704247177410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre se cantou, de forma dramática, a dor da separação. As letras românticas revelam um sofrimento desesperado pela perda da pessoa amada. Quanto mais tristes estão, mais as pessoas desejam ouvi-las. Sem dúvida, a separação fere, e o amor romântico, por mais que se apresente como maravilhoso de ser vivido, traz mais sofrimento que alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se rompe uma relação amorosa, aquele que não desejava o desfecho é tomado por profunda angústia e tristeza. Desde crianças aprendemos uma mentira bastante limitadora: só podemos nos realizar afetivamente através de uma relação amorosa estável — namoro ou casamento. Além disso, existe o hábito de se confundir amor com desejo. Ouvir alguém dizer “Não te amo mais” abala a auto-estima, é doloroso e desnecessário, porque na maioria das vezes não corresponde à realidade. A não ser que tenha havido alguma desavença grave ou então que se trate do amor romântico, aquele ao qual não se pode dar crédito, por não possuir quase nada de real, por ser inventado, idealizado. Mas não é desse tipo de amor que quero tratar agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me ao amor de verdade, em que se percebe o outro com suas próprias características, amando-o pelo seu jeito de ser. Pode-se viver junto, com satisfação durante algum tempo, mas não é raro que, num determinado momento, surjam novos anseios. Não se deseja mais conviver diariamente com aquela pessoa, nem se sente mais desejo por ela. Entretanto, não significa absolutamente que o amor tenha acabado. Gilberto Gil percebeu isso quando compôs Drão para a ex-mulher: Drão/não pense na separação/não despedace o coração/o verdadeiro amor é vão/estende-se infinito/imenso monólito/nossa arquitetura/Quem poderá fazer/aquele amor morrer/nossa caminha dura/cama de tatame/pela vida afora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é comum se aceitar o amor dentro de limites tão estreitos que ele se torna um sentimento frágil. Acredito numa incompetência generalizada para a vida amorosa. Poucos conseguem depois da separação continuar amando seu antigo parceiro e sendo amado por ele. Um deve ser excluído para que se coloque outro no lugar. Entretanto, a relação amorosa é rica, variada, podendo se realizar de modos diversos. Com o ex geralmente ela se transforma: passa a ter novos códigos e menos convívio. Mas não tem nada a ver com estar amando menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais ou menos como se plugássemos o afeto pelo antigo parceiro em outro canal, sem que ele diminua de importância na nossa vida. Na hora em que nos dispusermos a reformular o modelo de separação, não será tudo muito mais fácil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Regina Navarro&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-9188469610016273813?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/9188469610016273813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/o-amor-continua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/9188469610016273813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/9188469610016273813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/o-amor-continua.html' title='O amor continua'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S3FjkhLy0MI/AAAAAAAAAQA/HBHD6sy79aM/s72-c/casal+separa%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1320907532848952089</id><published>2010-02-03T07:01:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T07:01:00.468-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Sonnet 18</title><content type='html'>"Shall I compare thee to a summer's day?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Shall I compare thee to a summer's day?&lt;br /&gt;             Thou art more lovely and more temperate:&lt;br /&gt;             Rough winds do shake the darling buds of May,&lt;br /&gt;             And summer's lease hath all too short a date:&lt;br /&gt;             Sometime too hot the eye of heaven shines,&lt;br /&gt;             And often is his gold complexion dim'd,&lt;br /&gt;             And every fair from fair sometime declines,&lt;br /&gt;             By chance, or nature's changing course, untrim'd:&lt;br /&gt;             But thy eternal summer shall not fade&lt;br /&gt;             Nor lose possession of that fair thou ow'st,&lt;br /&gt;             Nor shall death brag thou wandr'st in his shade,&lt;br /&gt;             When in eternal lines to time thou grow'st,&lt;br /&gt;                 So long as men can breathe or eyes can see,&lt;br /&gt;                 So long lives this, and this gives life to thee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;William Shakespeare (1564-1616)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="080" width="120"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0tJBX2JgZZQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0tJBX2JgZZQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="080" width="120"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te comparo a um dia de verão&lt;br /&gt;És por certo mais belo e mais ameno&lt;br /&gt;O vento espalha as folhas pelo chão&lt;br /&gt;E o tempo do verão é bem pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes brilha o Sol em demasia&lt;br /&gt;Outras vezes desmaia com frieza;&lt;br /&gt;O que é belo declina num só dia,&lt;br /&gt;Na terna mutação da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em ti o verão será eterno,&lt;br /&gt;E a beleza que tens não perderás;&lt;br /&gt;Nem chegarás da morte ao triste inverno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas linhas com o tempo crescerás.&lt;br /&gt;E enquanto nesta terra houver um ser,&lt;br /&gt;Meus versos vivos te farão viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tradução: Bárbara Heliodora&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1320907532848952089?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1320907532848952089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/sonnet-18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1320907532848952089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1320907532848952089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/sonnet-18.html' title='Sonnet 18'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7679091427929675969</id><published>2010-01-30T13:51:00.000-08:00</published><updated>2010-01-30T13:56:01.711-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Janeiro</title><content type='html'>Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cavaleiro de copas sorri&lt;br /&gt;memórias de temporais&lt;br /&gt;nas mãos um barco&lt;br /&gt;no peito um entardecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos olhos um cisco&lt;br /&gt;            que teima em &lt;br /&gt;                 não se desfazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Telma Miranda&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7679091427929675969?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7679091427929675969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/janeiro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7679091427929675969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7679091427929675969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/janeiro.html' title='Janeiro'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1398568108267136323</id><published>2010-01-23T14:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-24T07:10:13.473-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S1xisdd-NQI/AAAAAAAAAPY/36fiWKt1mS8/s1600-h/haiti-generation.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S1xisdd-NQI/AAAAAAAAAPY/36fiWKt1mS8/s320/haiti-generation.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430323766666081538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Como há de suportar&lt;br /&gt;este silêncio,&lt;br /&gt;mais mineral&lt;br /&gt;que a pedra,&lt;br /&gt;mais glacial&lt;br /&gt;que o gelo,&lt;br /&gt;mais sideral&lt;br /&gt;que a estrela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como há de suportar&lt;br /&gt;este silêncio&lt;br /&gt;ermo e &lt;br /&gt;sombrio,&lt;br /&gt;este silêncio,&lt;br /&gt;que é mais &lt;br /&gt;que silêncio,&lt;br /&gt;espanto e &lt;br /&gt;loucura,&lt;br /&gt;esse&lt;br /&gt;grave&lt;br /&gt;silêncio de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Marco Lucchesi&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1398568108267136323?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1398568108267136323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/silencio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1398568108267136323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1398568108267136323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/S1xisdd-NQI/AAAAAAAAAPY/36fiWKt1mS8/s72-c/haiti-generation.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8391229339157477830</id><published>2010-01-15T07:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T14:35:26.361-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>"Defensa de la alegría "</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwLijzcLAaI/AAAAAAAAANo/LrgyLUhKN9Y/s1600/woman_reading_on_top_of_ladder_1920.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 295px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwLijzcLAaI/AAAAAAAAANo/LrgyLUhKN9Y/s400/woman_reading_on_top_of_ladder_1920.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405131607529685410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defender la alegría como una trinchera &lt;br /&gt;defenderla del escándalo y la rutina &lt;br /&gt;de la miseria y los miserables &lt;br /&gt;de las ausencias transitorias &lt;br /&gt;y las definitivas &lt;br /&gt;defender la alegría como un principio &lt;br /&gt;defenderla del pasmo y las pesadillas &lt;br /&gt;de los neutrales y de los neutrones &lt;br /&gt; de las dulces infamias &lt;br /&gt;y los graves diagnósticos &lt;br /&gt;defender la alegría como una bandera &lt;br /&gt;defenderla del rayo y la melancolía &lt;br /&gt;de los ingenuos y de los canallas &lt;br /&gt;de la retórica y los paros cardiacos &lt;br /&gt;de las endemias y las academias &lt;br /&gt;defender la alegría como un destino &lt;br /&gt;defenderla del fuego y de los bomberos &lt;br /&gt;de los suicidas y los homicidas &lt;br /&gt;de las vacaciones y del agobio &lt;br /&gt;de la obligación de estar alegres &lt;br /&gt;defender la alegría como una certeza &lt;br /&gt;defenderla del óxido y de la roña &lt;br /&gt;de la famosa pátina del tiempo &lt;br /&gt;del relente y del oportunismo &lt;br /&gt;de los proxenetas de la risa &lt;br /&gt;defender la alegría como un derecho &lt;br /&gt;defenderla de dios y del invierno &lt;br /&gt;de las mayúsculas y de la muerte &lt;br /&gt;de los apellidos y las lástimas &lt;br /&gt;del azar &lt;br /&gt;            y también de la alegría &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mario Benedetti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Life, it's for you! A poem from your favorite writer!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8391229339157477830?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8391229339157477830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/defensa-de-la-alegria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8391229339157477830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8391229339157477830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/defensa-de-la-alegria.html' title='&quot;Defensa de la alegría &quot;'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwLijzcLAaI/AAAAAAAAANo/LrgyLUhKN9Y/s72-c/woman_reading_on_top_of_ladder_1920.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-9170346661515681026</id><published>2010-01-06T07:06:00.000-08:00</published><updated>2010-01-07T16:10:41.872-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Ano Novo</title><content type='html'>1. Meus dois filhos foram para casa de um amigo na Ilha do Bananal, em Ilha Grande, passar o Reveillon de 2010. Naquela noite, ainda acordados, ouviram um estrondo, a luz se foi e uma onda invadiu a casa onde estavam. Sem saber ainda o que havia acontecido, alguns se aventuraram e foram até o local, a tal Pousada Sankai, a uns 70 metros; outros, assustadíssimos, permaneceram juntos em casa. Eles conseguiram me avisar que estavam bem, mas sabê-los naquele lugar desolador, aterrador, cercados de sofrimento e dor, me trouxe a sensação, péssima, de que nada poderia fazer. O primeiro pensamento: para protegê-los seria preciso que estivessem debaixo da asa. Penso na solução mágica: um super-homem que os trouxesse sãos e salvos. Depois numa solução cinematográfica: um helicóptero. Não menos mágica, por sinal. Até que em um telefonema, um deles me diz: "Não se preocupe. Afinal estou no lugar mais seguro do mundo: tem bombeiro, defesa civil, exército, marinha. Não vou sair daqui para mergulhar no caos." E, como em todos os dias, me dou conta o quanto aprendo com eles. Mais ainda: que na realidade são eles que me protegem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Diante de tanto sofrimento e espanto estampados nas faces e refletidos nos meus olhos, nesses últimos primeiros dias, não foi possível evitar minha própria dor. Uma  inevitável empatia me aproximou daqueles que sofrem e que (oh terrível condição humana), precisam permanecer vivos na dor. Penso na trágica história de uma família: uma noite festiva, um estrondo e, num segundo, só uma pessoa sobrevive. Uma mulher de 40 anos. Só. Sem mais os pais, irmã, marido e filhos. Há algum tempo atrás uma amiga, ao sobreviver a um grave acidente, me disse que o primeiro pensamento que surge é: por que sobrevivi? Ou melhor, disse-me, para quê sobrevivi? Sempre me lembro de um romance de Somerset Maugham intitulado "O Fio da Navalha". Em um episódio na guerra, o personagem Larry sobrevive enquanto o amigo morre em seu lugar. Tudo muda completamente para ele. Passa então a buscar o sentido da vida (vale a pena a leitura). Mas, afinal,  existiria resposta para essa  pergunta? Não será esta mais uma entre tantas outras para as quais as respostas inexistem? Bem, se há uma resposta, não sabemos. Nunca saberemos: são os Mistérios. Mas posso criar uma, inventar um sentido, fazer algo em que acredito. O escritor Carlos Heitor Cony - cujos livros fazem parte dos meus preferidos - disse certa vez em uma entrevista: "Não sabemos se Deus existe ou não. Mas se ele não existe, precisamos criá-lo".  Quem sabe não é por aí: se há ou não uma resposta, não importa. O que é imperativo (imprescindível) é criar uma. A resposta única, singular, exclusiva. E talvez a partir dela poderá ser possível saber a pergunta que realmente importa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-9170346661515681026?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/9170346661515681026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/9170346661515681026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/9170346661515681026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2010/01/ano-novo.html' title='Ano Novo'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-7118883453689081648</id><published>2009-12-31T10:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T19:27:48.760-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Ano novo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Outro ano agoniza diante da boca do tempo&lt;/span&gt;... assim começava um longo e-mail que recebi de um amigo. Uma bela imagem do rito de passagem de ano. Sabemos que as práticas ritualísticas estão normalmente associadas às representações da morte e do tempo. Penso em Khronos, que se alimentava inexoravelmente de tempo. O tempo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Khronos&lt;/span&gt; é aquele dividido em espaços iguais: dias, horas, minutos. Um tempo sem surpresas, que sustenta a fome do Titã e as fábricas de relógios.  Mas há o tempo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Kairós &lt;/span&gt; que é, digamos, medido pela imaginação, pelas batidas do coração (quem não passou pela experiência do tempo infinito do primeiro beijo?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação “se não entendemos o Tempo, nos tornamos suas vítimas”, de James Gleick, parece ser uma ótima base para uma reflexão.  É fato que o tempo parece não existir mais, pois nos falta a todos. Mas talvez tenhamos que nos esforçar mais para compreendê-lo antes que viremos, junto com ele, alimento para engorda. O tempo "morreu", foi devorado, e se não nos permitirmos "descompassar", &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Khronos&lt;/span&gt; permanecerá a nos devorar. Mas se optarmos por viver no tempo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Kairós&lt;/span&gt;... &lt;br /&gt;Ah... &lt;br /&gt;Talvez a angústia de se estar na "boca" do tempo (e sentir que anos, dias, meses passaram e que ainda se espera que algo significativo aconteça) possa ser substituída pela alegria de saber que o infinito nos aguarda  e que, sem arrogância mas com muita dignidade, possamos dar uma resposta ao tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Respondo que ele aprisiona&lt;br /&gt;Eu liberto&lt;br /&gt;Que ele adormece as paixões&lt;br /&gt;Eu desperto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tempo se rói&lt;br /&gt;Com inveja de mim&lt;br /&gt;Me vigia querendo aprender&lt;br /&gt;Como eu morro de amor&lt;br /&gt;Pra tentar reviver"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="210"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BLs16sjWdCc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BLs16sjWdCc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="210"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-7118883453689081648?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/7118883453689081648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7118883453689081648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/7118883453689081648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/ano-novo.html' title='Ano novo'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5486001806733978942</id><published>2009-12-21T06:01:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T12:44:39.053-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Feliz Natal.2</title><content type='html'>&lt;object width="340" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Mu8uuqxv_98&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Mu8uuqxv_98&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Peregrinación&lt;br /&gt;Mercedes Sosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A la huella, a la huella&lt;br /&gt;Jose y maria&lt;br /&gt;Por las pampas heladas&lt;br /&gt;Cardos y ortigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A la huella, a la huella&lt;br /&gt;Cortando campo&lt;br /&gt;No hay cobijo ni fonda&lt;br /&gt;Sigan andando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florecita del campo,&lt;br /&gt;Clavel del aire&lt;br /&gt;Si ninguno te aloja&lt;br /&gt;¿adonde naces?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿donde naces, florcita&lt;br /&gt;Que estas creciendo,&lt;br /&gt;Palomita asustada,&lt;br /&gt;Grillo sin sueño?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A la huella, a la huella&lt;br /&gt;Jose y maria&lt;br /&gt;Con un dios escondido&lt;br /&gt;Nadie sabia ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A la huella, a la huella&lt;br /&gt;Los peregrinos&lt;br /&gt;Prestenme una tapera&lt;br /&gt;Para mi niño.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A la huella, a la huella&lt;br /&gt;Soles y lunas&lt;br /&gt;Los ojitos de almendra&lt;br /&gt;Piel de aceituna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡ay burrito del campo!&lt;br /&gt;¡ay buey barcino!&lt;br /&gt;¡que mi niño ya viene,&lt;br /&gt;Haganle sitio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un ranchito de quincha&lt;br /&gt;Solo me ampara&lt;br /&gt;Dos alientos amigos&lt;br /&gt;La luna clara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A la huella, a la huella&lt;br /&gt;Jose y maria&lt;br /&gt;Con un dios escondido&lt;br /&gt;Nadie sabia ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5486001806733978942?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5486001806733978942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/feliz-natal2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5486001806733978942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5486001806733978942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/feliz-natal2.html' title='Feliz Natal.2'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1893301656267236673</id><published>2009-12-20T12:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-20T15:23:14.095-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Feliz Natal!!!</title><content type='html'>Este é um poema de um autor português, Antonio Gedeão. &lt;br /&gt;Melhor ainda é ouvi-lo. É só ir no endereço abaixo:&lt;br /&gt;http://www.truca.pt/ouro/obras/antonio_gedeao.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de Natal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de ser bom.&lt;br /&gt;É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,&lt;br /&gt;de falar e de ouvir com mavioso tom,&lt;br /&gt;de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dia de pensar nos outros - coitadinhos - nos que padecem,&lt;br /&gt;de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,&lt;br /&gt;de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,&lt;br /&gt;de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comove tanta fraternidade universal.&lt;br /&gt;É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,&lt;br /&gt;como se de anjos fosse,&lt;br /&gt;numa toada doce,&lt;br /&gt;de violas e banjos,&lt;br /&gt;entoa gravemente um hino ao Criador.&lt;br /&gt;E mal se extinguem os clamores plangentes, a voz do locutor&lt;br /&gt;anuncia o melhor dos detergentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu e as vozes crescem num fervor patético.&lt;br /&gt;(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?&lt;br /&gt;Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.&lt;br /&gt;Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.&lt;br /&gt;Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.&lt;br /&gt;Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas&lt;br /&gt;e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,&lt;br /&gt;com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,&lt;br /&gt;cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,&lt;br /&gt;as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,&lt;br /&gt;ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.&lt;br /&gt;É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,&lt;br /&gt;como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.&lt;br /&gt;A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.&lt;br /&gt;Adivinha~se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.&lt;br /&gt;E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento&lt;br /&gt;e compra - louvado seja o Senhor! - o que nunca tinha pensado comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a maior felicidade é a da gente pequena.&lt;br /&gt;Naquela véspera santa&lt;br /&gt;a sua comoção é tanta, tanta, tanta,&lt;br /&gt;que nem dorme serena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada menino&lt;br /&gt;abre um olhinho&lt;br /&gt;na noite incerta&lt;br /&gt;para ver se a aurora&lt;br /&gt;já está desperta.&lt;br /&gt;De manhãzinha&lt;br /&gt;salta da cama,&lt;br /&gt;corre à cozinha&lt;br /&gt;mesmo em pijama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na branda macieza&lt;br /&gt;da matutina luz&lt;br /&gt;aguarda~o a surpresa&lt;br /&gt;do Menino Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus,&lt;br /&gt;doce Jesus,&lt;br /&gt;o mesmo que nasceu na manjedoura,&lt;br /&gt;veio pôr no sapatinho&lt;br /&gt;do Pedrinho&lt;br /&gt;uma metralhadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que alegria&lt;br /&gt;reinou naquela casa em todo o santo dia!&lt;br /&gt;O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,&lt;br /&gt;fuzilava tudo com devastadoras rajadas&lt;br /&gt;e obrigava as criadas&lt;br /&gt;a caírem no chão como se fossem mortas:&lt;br /&gt;tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já está!&lt;br /&gt;E fazia-as erguer para de novo matá-las.&lt;br /&gt;E até mesmo a mamã e o sisudo papá&lt;br /&gt;fingiam&lt;br /&gt;que caíam&lt;br /&gt;crivados de balas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de Confraternização Universal,&lt;br /&gt;dia de Amor, de Paz, de Felicidade,&lt;br /&gt;de Sonhos e Venturas.&lt;br /&gt;É dia de Natal.&lt;br /&gt;Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.&lt;br /&gt;Glória a Deus nas Alturas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1893301656267236673?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1893301656267236673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/feliz-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1893301656267236673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1893301656267236673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal!!!'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-6213574415866863318</id><published>2009-12-14T15:59:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T15:59:00.751-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>"A morte é muito fácil"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwHGBjFHqOI/AAAAAAAAAMw/ppeZNeD0yo0/s1600/Sarabande.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 252px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwHGBjFHqOI/AAAAAAAAAMw/ppeZNeD0yo0/s320/Sarabande.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404818757720189154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bergman me estraçalha e Bach me recompõe. &lt;br /&gt;Que eu possa ter a ventura de morrer numa segunda cercada de tantos afetos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="340" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oBFrEJK7oAg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oBFrEJK7oAg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-6213574415866863318?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/6213574415866863318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/morte-e-muito-facil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6213574415866863318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6213574415866863318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/morte-e-muito-facil.html' title='&quot;A morte é muito fácil&quot;'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwHGBjFHqOI/AAAAAAAAAMw/ppeZNeD0yo0/s72-c/Sarabande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5648915712639829668</id><published>2009-12-10T07:58:00.000-08:00</published><updated>2010-05-21T12:52:40.449-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Inexprimível</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Depois do silêncio, o que mais exprime o inexprimível é a música." &lt;br /&gt;Aldous Huxley - 1894/1963&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HUatY-id-xQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HUatY-id-xQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5648915712639829668?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5648915712639829668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/inexprimivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5648915712639829668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5648915712639829668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/inexprimivel.html' title='Inexprimível'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' 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eixo nodal. Vou verificar: os nodos são pontos do mapa astral que representam o passado e o futuro. Hum...&lt;br /&gt;Onze horas. Verifico o refrigerador: arroz integral de ontem, anteontem, do passado. O mesmo: como torná-lo diferente? Corto cebolas finas. Seco as lágrimas e enxugo o passado. Pimentão vermelho em cacos. Nozes picadas, damascos em pedaços, castanha ralada. Coração partido. &lt;br /&gt;................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligo o rádio e ouço o som das cebolas combinando-se com o azeite: pressinto promessas. Concentro-me no tempo presente. Sem precipitação. Simplesmente aguardo. Pimentão-vermelho-paixão, é a sua vez. Jogo agora o arroz do passado.  Ah, descoberta alquímica: o jogo, o acaso. Então é isso? Brincar e jogar e criar? Então, vamos lá: nozes, damasco e castanhas (do Pará). &lt;br /&gt;Que mais? O que quiser...&lt;br /&gt;Uva-passa? – Sim...&lt;br /&gt;Azeitonas pretas?  - Não...&lt;br /&gt;Aveia grossa? –Sim...  &lt;br /&gt;Sementes de linhaça?  - Sim...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e o jogo nunca termina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como uma mágica, o novo acontece. O futuro como obra do acaso, do prazer de criar, do fazer diferente. Agora, é só rodear o arroz com verdes diversos de esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-6248282309041887550?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/6248282309041887550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/alquimia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6248282309041887550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6248282309041887550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/alquimia.html' title='Alquimia'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sx5vs3RK3fI/AAAAAAAAAPA/NIC38dgxkRs/s72-c/Bruxa.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1313771273254879212</id><published>2009-12-04T06:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T06:13:00.605-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Acaso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SxLAmMGT0ZI/AAAAAAAAAOQ/tiu3_0xW2Ac/s1600/formas+ao+acaso-thumb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SxLAmMGT0ZI/AAAAAAAAAOQ/tiu3_0xW2Ac/s320/formas+ao+acaso-thumb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409597864740639122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Formas ao acaso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O homem tem de se inventar todos os dias." &lt;br /&gt;Jean Paul Sartre,1905-1980 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sexta de novembro, leio em uma revista de agosto: "a mente humana foi configurada para encontrar ordem onde ela não existe." Referia-se, o artigo,  à dificuldade humana de reconhecer o acaso, o aleatório. A ideia de que a ordem está ligada a uma perfeição (ou uma aproximação disso) é comum. Mas, incrivelmente, o acaso absoluto é uma forma de perfeição. Ora, ou sempre existe uma ordem (seja ela qual for) ou não existe ordem alguma (e criamos uma ilusão que teimamos em reconhecer como ordem). O texto - que na verdade é uma resenha de um livro intitulado "Andar do Bêbado" do físico americano Leonard Mlodinow -  termina com a seguinte afirmação: "A consciência do acaso pode ser libertadora." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por obra do acaso, nessa mesma sexta assisti a "Viver sem tempos mortos", um monólogo magistralmente interpretado por Fernanda Montenegro sobre a obra de Simone de Beauvoir. "O acaso tem sempre  a última palavra", nos diz Simone-Fernanda. Sempre o acaso tecendo tempo e vida, entretendo nosso espanto, surpreendendo dias, desconcertando noites...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo se a consciência do acaso nos liberta - e podemos então compreender o desconcerto como a mais perfeita harmonia - por outro nos condena por saber que não somos nem jamais seremos livres de deixar de ser livre. E que essa liberdade consiste em sempre escolher e que essa escolha é sempre absurda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso a vida se resuma numa dança cujos movimentos (meus e os do universo) se entrelaçam trazendo surpresas, esbarrões, alegrias, pisões no dedão, prazer e vida. É a tal vida inventada de todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1313771273254879212?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1313771273254879212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/acaso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1313771273254879212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1313771273254879212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/acaso.html' title='Acaso'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SxLAmMGT0ZI/AAAAAAAAAOQ/tiu3_0xW2Ac/s72-c/formas+ao+acaso-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-793385941233033246</id><published>2009-12-01T08:32:00.000-08:00</published><updated>2011-12-04T15:15:59.628-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Acasos e borboletas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwHMeW4yiaI/AAAAAAAAAM4/-WfcpUzd5Tw/s1600/butterflies-vangogh.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 293px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwHMeW4yiaI/AAAAAAAAAM4/-WfcpUzd5Tw/s400/butterflies-vangogh.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404825849733220770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Butterflies and Poppies, Van Gogh, 1853-1890&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Uma borboletinha tão branca, quase transparente, pousava mansamente na minha tarde quente. Olhei-a distraída, assim como ela, que não percebeu a aproximação de uma maquiavélica lagartixa. Num impulso, falei: oh, borboletinha, vá embora! vá enquanto é tempo. E ela, absolutamente mansa, nenhuma atenção me deu. Pensei: oh, nada me cabe na tarde, muito menos interferir no tempo das coisas. E pensei mais: porque escolher a borboletinha e preterir a lagartixa? porque entristecer os olhos se a alma se comove tão levemente?&lt;br /&gt;Deixei a tarde com suas mazelas e fui anoitecer em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. ...sabe que também por aqui elas têm aparecido muito ultimamente? Uma delas surgiu outro dia, enorme, castanha, silenciosa (!!!) e incrivelmente bela. Uma outra era miúda, branquinha e não estava só. Mas eu me sentia só,   pensando que ainda hoje, diante deste nada saber sobre o próximo segundo,  poderia viver uma dor, dessas que de tão intensa uniria a Tristeza com a Beleza (enfim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stupid things&lt;/span&gt;) e aí surgiram as borboletinhas brancas. Me distraí... Acompanhei por um breve tempo o passeio delas e de repente lá se foram, levando o meu espanto...  Sei que não perguntei nada, mas me deram respostas. Quais ainda não sei, mas sei que foi assim.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Isso já ocorreu há  dias, mas na literatura acabou de acontecer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-793385941233033246?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/793385941233033246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/acasos-e-borboletas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/793385941233033246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/793385941233033246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/12/acasos-e-borboletas.html' title='Acasos e borboletas'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwHMeW4yiaI/AAAAAAAAAM4/-WfcpUzd5Tw/s72-c/butterflies-vangogh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3501140275058925971</id><published>2009-11-28T15:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T15:48:14.793-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Ensina-me a viver</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwG1Bd8fqqI/AAAAAAAAAMo/qdVnu5rl7OI/s1600/ensina-me+a+viver.asp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 203px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwG1Bd8fqqI/AAAAAAAAAMo/qdVnu5rl7OI/s320/ensina-me+a+viver.asp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404800064644164258" /&gt;&lt;/a&gt; Era muito jovem quando vi o filme "Ensina-me a viver" (Harold and Maude)  em um cinema que ficava no final de uma galeria, na antiga praça Saens Pena. Vi umas três vezes. Me lembro até hoje da sensação de um certo estranhamento e muito contentamento. A música de Cat Stevens, claro, ajudava e, nessa mesma galeria, havia uma loja de discos onde comprei o LP.   O filme conta a história de um jovem de 20 anos que se recusava a viver da forma como todos esperavam e que vivia encenando situações que sempre envolviam a morte.  Um dia encontra uma mulher de 79 anos por quem se apaixona e começa, então, a viver. Mas uma cena sempre me perturbou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À beira de um lago, Harold dá um anel a sua amada. Maude, feliz, aprecia o anel e, zás, atira o anel no meio das águas. Como já disse, era muito jovem e aquilo foi um choque. Harold, como eu, estranha: como assim? E ela responde: assim sempre saberei onde está. Ah, como custei a aprender a guardar assim! Era tão jovem e pensava que muitas coisas ainda iriam acontecer e que teria que guardá-las para não esquecer. Queria guardar absolutamente tudo que tivesse alguma importância. Já havia as infinitas caixinhas, em cujo interior conviviam embalagens de diamante negro, um brinco sem par, uma foto de Charles Bronson, papéis amassados com os desenhos que Marcos fazia. As pétalas de flores recebidas iam para dentro dos livros, amarelando as páginas melancolicamente. Mas, afinal, eu sabia onde estavam. &lt;br /&gt;E seguimos assim: folhas desbotadas, bilhetinhos enamorados, guardanapos secretos, versos proibidos, fotos dos filhos, primeiros rabiscos... &lt;br /&gt;Muitas caixinhas depois, percebi que saber onde guardamos esses objetos queridos   não os torna vivos. Mais: as caixinhas são pequenos esquifes onde depositamos tempo perdido. Não foi fácil jogar lembranças às águas. Mas não saber onde estão me dá a certeza de sempre saber que existiram. E basta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3501140275058925971?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3501140275058925971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/ensina-me-viver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3501140275058925971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3501140275058925971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/ensina-me-viver.html' title='Ensina-me a viver'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwG1Bd8fqqI/AAAAAAAAAMo/qdVnu5rl7OI/s72-c/ensina-me+a+viver.asp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3808131543122371733</id><published>2009-11-25T07:35:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T16:52:46.334-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Ainda sobre o Hái-Kái</title><content type='html'>"Era uma vez, há muito tempo atrás, num lugar muito distante... assim começam as histórias que driblam o tempo, situando-se nas coordenadas imaginárias de passado tão antigo que, paradoxalmente, “parece que foi ontem”. Neste lugar, os poetas são conhecidos como vates, porque fazem vaticínios, enquanto os narradores são conhecidos como aedos e, acompanhando-se à lira, cantam composições épicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vates e aedos debatem-se com a língua porque precisam encontrar uma única forma de dizerem com precisão o que querem dizer. Para tanto, recorrem a formulações alusivas e ambíguas, de modo a que ouvintes e leitores percebam em suas palavras o que querem, ou precisam, ler e ouvir. Apenas dessa maneira paradoxal, através da ambigüidade, comunica-se o que não se pode comunicar: a verdade de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semelhante esforço de precisão depende de um esforço equivalente de concisão, para não se dizer nem mais nem menos do que é preciso ser dito. No entanto, a própria língua resiste à pretensão. O gesto de dizer ou escrever sugere o movimento de tentar encher com uma jarra cheia d’água, do alto da cabeça, pequena caneca no chão: se o fazemos com bastante cuidado, até acertamos a caneca, que todavia transborda muito antes de ser preenchida. A palavra, como a água, revela-se tão pletórica quanto insuficiente. “Não era bem isso o que eu queria dizer”, reclamam, desanimados, depois de uma discussão, ambos os namorados, porque, na verdade, nunca dizemos, ou sequer sabemos, o que queríamos dizer: sempre se fala mais – ”eu não disse isso!” – e menos – “você ainda não me entendeu!” – quando não se fala em versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece porque a língua cotidiana não admite seu caráter pletórico e incompleto, enquanto a poesia parte desse reconhecimento. Por se reconhecer excessiva e incompleta, “a poesia aumenta o território do pensável, mas não diminui o território do impensável”, como já o disse Vilém Flusser. A poesia alarga o horizonte sensível, mas não resolve qualquer mistério. Em outras palavras, se sempre precisamos de outras palavras: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;faz-se poesia não para resolver os enigmas, mas sim para protegê-los.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia, em si mesma enigmática, procura formalmente a concisão máxima, cortando-se em versos e ampliando o branco da página que a cerca. Talvez por isso façam tanto sucesso, no Ocidente, os poemas orientais do tipo haikai (ou haiku), usualmente reconhecidos como os menores poemas do mundo. Segundo Masuda Goga, o haikai é o poema conciso por definição, formado de dezessete sílabas distribuídas em três versos, na ordem 5-7-5, sem rima nem título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta que faz haikais (em japonês, um haijin) deve procurar a simplicidade cotidiana, recusando retórica grandiloqüente ou piegas. Como o zen, precisa evitar o raciocínio para poder captar o instante e a transitoriedade “em seu núcleo de eternidade”. O haikai não explica, não discursa – apenas, sugere."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuação desse texto está em:&lt;br /&gt;http://www.dubitoergosum.xpg.com.br/editor34.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- um site de leitura obrigatório.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3808131543122371733?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3808131543122371733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/ainda-sobre-o-hai-kai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3808131543122371733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3808131543122371733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/ainda-sobre-o-hai-kai.html' title='Ainda sobre o Hái-Kái'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-2656338809606951712</id><published>2009-11-23T06:58:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T13:18:57.484-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>O "Divino Bachô" - (como ler poesia)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Swa7AD07ZtI/AAAAAAAAAOI/nl--dKluJYE/s1600/haicai.2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 143px; height: 179px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Swa7AD07ZtI/AAAAAAAAAOI/nl--dKluJYE/s400/haicai.2.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406214012406556370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há três séculos - exatamente entre 1644 e 1694 - vivia no Japão o grande poeta Bachô, considerado por muitos o mais admirável representante da poesia no seu país, tanto pela perfeição de seus poemas como pela pureza de sua vida. Chamam-no "o divino Bachô", resumindo nessa expressão sua glória de homem e de artista.  Tendo abandonado suas atividades de muito jovem funcionário, tornou-se monge budista, levando existência errante.  Mais tarde, teria passado a habitar uma cabana, à sombra de uma bananeira, de onde lhe veio o nome de Bachô, que é pseudônimo literário.&lt;br /&gt;Embora tendo sido também fino prosador, Bachô é mais conhecido no Ocidente pelos seus breves poemas de dezessete sílabas que, no Japão, se chama &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hái-kái&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;kái-ku&lt;/span&gt;, tipo de composição a que ele e os da sua escola imprimiram brilho e dignidade excepcionais.&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hái-kái&lt;/span&gt; tem sido tentado por muitos poetas ocidentais, seduzidos pela sua extrema concisão de forma.  Mas, em japonês, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hái-kái&lt;/span&gt; não é apenas um quadro breve, um desenho extremamente sucinto e, na aparência, fácil, representando uma paisagem, uma situação ou um estado de espírito.  Os elementos que nele se dispõem e são diretamente perceptíveis pelos sentidos evocam, para os japoneses, sugestões que o Ocidente em geral não pode captar, por aludirem a circunstância, pessoas, acontecimentos inerentes ao Japão e ao seu povo.  Às vezes, a poesia decorre de jogos de palavras, intraduzíveis em outros idiomas.  De modo que, quase sempre, o que o leitor não iniciado percebe, num desses poemas, nada tema a ver com o que ele verdadeiramente exprime. &lt;br /&gt;Um dos mais conhecidos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hái-kái&lt;/span&gt; de Bachô é o que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Velho tanque.&lt;br /&gt;Uma rã mergulha.&lt;br /&gt;Barulho da água."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pequena imagem, que nos deleita pelo contraste do silêncio do velho tanque com o súbito salto da rã e o som da água, tem, na análise dos especialistas, um significado mais profundo: ela representaria o choque do momentâneo com o permanente, choque de que resulta a "percepção da verdade".  Assim, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hái-kái&lt;/span&gt;, nas mãos de um artista da qualidade de Bachô, apresenta dimensões que mal se poderiam adivinhar nas suas dezessete sílabas.  É um engano tomá-lo apenas pelo aspecto superficial: precisa-se penetrar na intimidade da sua significação.&lt;br /&gt;Há outro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hái-kái&lt;/span&gt; de Bachô que se tornou famoso no Ocidente. E nesse, embora, pelo lado plástico, se nos ofereça uma inesquecível imagem, o conteúdo moral se torna trasparente, de modo que o pequeno poema vale duplamente, pela forma e pelo sentido. Na verdade, ele fora composto por Kikaku, um dos discípulos favoritos de Bachô.  E dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma libélula rubra.&lt;br /&gt;Tirai-lhe as asas:&lt;br /&gt;uma pimenta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bachô, diante da imagem cruel, corrigiu o poema de seu discípulo, com uma simples modificação dos termos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma pimenta.&lt;br /&gt;Colocai-lhe asas:&lt;br /&gt;uma libélula rubra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pequeno exemplo de compaixão, conservado num breve poema japonês de trezentos anos, emociona e confunde estes nossos grandiosos tempos bárbaros.  Mas sua luz não se apaga, e até se vê melhor - porque vastas e assustadoras são as trevas dos nossos dias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Escolha o seu sonho&lt;/span&gt;, Cecília Meireles, Editora Record, 1968&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-2656338809606951712?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/2656338809606951712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/o-divino-bacho-como-ler-poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2656338809606951712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2656338809606951712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/o-divino-bacho-como-ler-poesia.html' title='O &quot;Divino Bachô&quot; - (como ler poesia)'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Swa7AD07ZtI/AAAAAAAAAOI/nl--dKluJYE/s72-c/haicai.2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3165999303457716370</id><published>2009-11-20T00:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T06:57:00.113-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Ainda rêverie</title><content type='html'>"Uma poética do devaneio poético! Grande ambição, ambição grande demais, pois redundaria em dar a todo leitor de poemas uma consciência de poeta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwLjxxutgJI/AAAAAAAAANw/RLQNt13NWfE/s1600/Reverie+-Interrupted+reading,+Jean+Baptiste+Corot,+1870.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwLjxxutgJI/AAAAAAAAANw/RLQNt13NWfE/s400/Reverie+-Interrupted+reading,+Jean+Baptiste+Corot,+1870.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405132947100369042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Interrupted reading, Camille Corot, 1796/1875&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bachelard é um filósofo, mas é sobretudo um poeta. Não escreveu versos, mas tinha uma visão poética do mundo e dos homens. Via na imaginação a riqueza humana. Os poetas imaginam um mundo, sim, mas é também através da fruição da poesia que nos tornamos igualmente criadores de um mundo próprio.  Diante das imagens que os poetas nos oferecem, o devaneio poético se instala em nossa alma, e, como uma mágica, nasce em nossa imaginação uma nova imagem poética que ilumina nossa consciência, abrindo novos destinos para a palavra e nos permitindo confiar no universo e perceber as inúmeras possibilidades de ser: "num mundo que nasce dele, o homem pode tornar-se tudo." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwBgAbVp4QI/AAAAAAAAAMY/rN7Ozl3TfEQ/s1600-h/Reverie+(com+livro)+-+Camille+Corot+(1796-1875).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 342px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwBgAbVp4QI/AAAAAAAAAMY/rN7Ozl3TfEQ/s400/Reverie+(com+livro)+-+Camille+Corot+(1796-1875).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404425113299443970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rêverie, Camille Corot, 1796/1875&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imaginação, para Bachelard, pode nos fazer criar um mundo que, paradoxalmente, já existe mas que precisa ser criado por nós. Mais: esse devaneio poético só pode existir na solidão.  Uma situação de solidão sonhadora. Winnicott, psicanalista inglês com cujas idéias tenho grande afinidade, nos fala da capacidade de estar só, mesmo estando em presença de outrem. É só quando estamos sós que podemos perceber nossa vida interior, que podemos prestar atenção na existência de um objeto bom na nossa realidade psíquica que nos impulsiona a vivenciar novas descobertas. E é nessa extrema e rica solidão que as recordações tristes podem adquirir, pelo menos, a paz da melancolia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3165999303457716370?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3165999303457716370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/ainda-reverie.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3165999303457716370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3165999303457716370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/ainda-reverie.html' title='Ainda rêverie'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwLjxxutgJI/AAAAAAAAANw/RLQNt13NWfE/s72-c/Reverie+-Interrupted+reading,+Jean+Baptiste+Corot,+1870.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5487827414105974940</id><published>2009-11-15T10:13:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T10:04:34.190-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Rêverie</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwBa_4TsRJI/AAAAAAAAAMQ/RUDA8W1r7Hg/s1600-h/Reverie+-+John+William+Godward+(1861-1922).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwBa_4TsRJI/AAAAAAAAAMQ/RUDA8W1r7Hg/s400/Reverie+-+John+William+Godward+(1861-1922).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404419606337832082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rêverie, John William Godward, 1861/1922&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia 20 de dezembro, a rádio Mec Fm está apresentando, aos domingos, ao meio-dia, um ciclo em homenagem ao pianista brasileiro Heitor Alimonda, falecido em 2002. Em uma dessas entrevistas, ele nos conta que curiosamente não havia, na história da música clássica, nenhuma obra cujo título fizesse menção ao sonho antes da famosa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rêverie&lt;/span&gt; de Schumann (1810-1856). Em francês, há uma grande diferença entre rêve (palavra masculina que traduzimos como sonho) e rêverie (palavra feminina que traduzimos por devaneio: esse sonhar acordado...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwGPDaFPQfI/AAAAAAAAAMg/nmOLDCyceig/s1600/bachelard.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwGPDaFPQfI/AAAAAAAAAMg/nmOLDCyceig/s320/bachelard.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404758316524978674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gaston Bachelard (1884-1962), filósofo francês, dedicou um livro a esse assunto: "A poética do devaneio". Ele trata principalmente do devaneio poético: não o devaneio adormecedor, mas sim aquele que alarga e clareia nossa consciência. Um devaneio que poderia ser escrito, em palavras ou em notas musicais. O devaneio poético é um devaneio cósmico que nos possibilita criar um outro mundo e compartilhá-lo através da arte. E a grande singularidade da arte reside justamente no "prolongamento da atividade criadora na alma daquele que por ela se deixa invadir". Haveria, para ele, dois movimentos cruciais: ressonância e repercussão. "As ressonâncias dispersam-se nos diferentes planos de nossa vida no mundo; a repercussão convida-nos a um aprofundamento de nossa existência." Convido-os, portanto, a permitir que a música repercuta na  alma, possibilitando assim uma experiência de uma existência essencialmente criadora. Temos escolhas: a rêverie de Schumann, ao violão, e a rêverie de Debussy. Ou ambas. Deixar-se tocar pela poesia das notas musicais nos permite sonhar acordado e criar um mundo particular, amoroso e criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rêverie de Schumann pelo violonista Antonio Lopez Palacios, do México.&lt;br /&gt;&lt;object width="340" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Zqj2lT6CPwk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Zqj2lT6CPwk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rêverie de Debussy para harpa com Ina Zdorovetchi, nascida na Moldávia.&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YLuH3IGtMvE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YLuH3IGtMvE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5487827414105974940?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5487827414105974940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/reverie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5487827414105974940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5487827414105974940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/11/reverie.html' title='Rêverie'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SwBa_4TsRJI/AAAAAAAAAMQ/RUDA8W1r7Hg/s72-c/Reverie+-+John+William+Godward+(1861-1922).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-6055507623003018398</id><published>2009-10-29T09:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T10:23:12.933-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Experiência musical</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SunPUeUQplI/AAAAAAAAAL0/IlwP2Yv60T4/s1600-h/photograph-hectik.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SunPUeUQplI/AAAAAAAAAL0/IlwP2Yv60T4/s320/photograph-hectik.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398073579022624338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Photografh, D.F.Hectik&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti recentemente a uma surpreendente apresentação (inserida nos especiais musicais da TV SENAC): a soprano argentina Lia Ferenese, junto com Ensemble Ópera Nova Zürich, interpretando uma peça de um italiano. Música contemporânea. Para quem tem ouvidos românticos ou clássicos há um enorme estranhamento.   Alguns certamente se recusarão, mas posso afirmar que foi uma experiência absolutamente fascinante. De início há um certo mal estar, um espanto, eu diria. Depois surgem a dúvida, o atordoamento; em seguida, começa-se a prestar atenção e descobre-se (em grande parte devido à incrível interpretação da soprano), sem nenhuma sombra de dúvida, que se trata de uma verdadeira obra de arte.&lt;br /&gt;                  &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lohengrin, azione invisibile&lt;/span&gt;:  eis o nome deste monodrama escrito por Salvatore Sciarrino, nascido em 1947 em Palermo, Itália. Baseado na ópera &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lohengrin&lt;/span&gt;, de Wagner, é uma obra fascinante, que utiliza recursos vocais e instrumentais de uma forma absolutamente nova, criativa e inesperada. Infelizmente não há vídeo disponível.&lt;br /&gt;                   Em 1937 (10 anos antes do nascimento de Sciarrino) morria Maurice Ravel, compositor francês que compôs uma peça intitulada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gaspard de la Nuit&lt;/span&gt;, de difícil execução. Possui três movimentos. O primeiro intitula-se Ondine, que narra a história de uma fada das águas que utiliza sua voz para seduzir e levar os visitantes ao seu reino que fica nas profundezas de um lago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/94SrLeiKJ-0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/94SrLeiKJ-0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   Na década de 70, Sciarrino compôs &lt;span style="font-style:italic;"&gt;De la nuit&lt;/span&gt;, em um diálogo com Ravel. Um impressionista, outro contemporâneo. Não posso negar minha ligação profunda com os românticos, mas novas experiências musicais são sempre bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WRblh2kpN3g&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WRblh2kpN3g&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-6055507623003018398?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/6055507623003018398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/experiencia-musical.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6055507623003018398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6055507623003018398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/experiencia-musical.html' title='Experiência musical'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SunPUeUQplI/AAAAAAAAAL0/IlwP2Yv60T4/s72-c/photograph-hectik.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-231836818552026640</id><published>2009-10-19T07:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T12:48:07.097-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Manhã de primavera</title><content type='html'>Pelo menos duas vezes por semana preciso atravessar a praça Getúlio Vargas, em Icaraí - Niterói, a caminho do consultório. Um dia me chamou a atenção a presença de um simpático senhor (certamente ele deve ser simpático), elegantemente vestido, sentado em uma daquelas mesas de concreto, absolutamente compenetrado sobre seus papéis e canetas. Sempre pela manhã, lá está ele. Observo e fico a imaginar (ah... sempre a cruel curiosidade) sua vida, sua história, sua escrita, seus amores. E nem o vento de primavera que chega o afasta de sua tarefa: estará escrevendo cartas? poemas? uma composição musical?. Mas ele permanece, incólume e impassível, comovendo-me.  Atravesso. &lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;Penso então em dois outros simpáticos e elegantes senhores. Um é poeta, Mário, Quintana, de Porto Alegre. Outro o grande pianista, Vladimir, Horowitz,da Ucrânia. E me deixo, então,  embalar pelo vento de primavera que faz saltitar as folhas naquela manhã, lembrando os grilos do Mário, os dedos de Vladimir e aguardando sempre as boas novas que o vento nos pode trazer.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que o vento não levou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar: um estribilho antigo, um carinho no momento preciso, o folhear de um livro, o cheiro que tinha um dia o próprio vento..."&lt;br /&gt;Mário Quintana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o9Ak7Tk9B3s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o9Ak7Tk9B3s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-231836818552026640?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/231836818552026640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/manha-de-primavera.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/231836818552026640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/231836818552026640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/manha-de-primavera.html' title='Manhã de primavera'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-2713365993426920853</id><published>2009-10-18T08:30:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T18:02:04.321-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>A dor e a melodia de Mendelssohn</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sn4qSq--ugI/AAAAAAAAAHU/cEGMK7EojYE/s1600-h/fullmoon.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sn4qSq--ugI/AAAAAAAAAHU/cEGMK7EojYE/s400/fullmoon.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367774306136668674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt; View of Dresden at full moon, Johan C.C.Dahl,1839&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das composições mais populares de Mendelssohn (1809-1847), este concerto para violino em ré menor, sem dúvida, é belíssimo. Assim como essa visão idílica de Dresden. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YRXJWUzn240&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YRXJWUzn240&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StuxO4qoFuI/AAAAAAAAALE/U8NKi59zZLM/s1600-h/Dresden_1945_02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 324px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StuxO4qoFuI/AAAAAAAAALE/U8NKi59zZLM/s400/Dresden_1945_02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394099847993759458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Dresden, a cidade barroca que representava a alta cultura da Saxônia, foi bombardeada pelos aliados na noite de 13 para 14 de fevereiro de 1945. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sessenta anos após o ataque aéreo que não deixou pedra sobre pedra, o poeta Durs Grünbein, natural de Dresden, publica o poema &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Porzellan: Poem vom Untergang meiner Stadt.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O longo poema rimado de 49 décimas é emoldurado por duas fotos de Dresden: uma vista aérea da cidade antes da destruição, que mostra o "S" do rio Elba e as construções às suas margens, e um antigo cartão postal da torre do Zwinger, o pavilhão barroco no centro da cidade, com um cupido em primeiro plano. O poeta canta as grandezas de "sua" cidade (apesar de ter nascido 17 anos após sua destruição), intercalando estrofes sobre os horrores da guerra aérea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dresden: Pompéia alemã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repita: não precisa de muito pra fazer&lt;br /&gt;de uma cidade paisagem lunar. Ou carvão&lt;br /&gt;de quem lá mora. Imagine só: acontecer&lt;br /&gt;na pausa da ópera, buscar cigarro em vão.&lt;br /&gt;E nas ruas, caindo mortos, o breu fervendo.&lt;br /&gt;A mão do ciclista cola azul no guidão, neve,&lt;br /&gt;mar de casas varrido por desértico vento.&lt;br /&gt;Faraós em trajes de inverno queimam em breve.&lt;br /&gt;Mais quente que qualquer verão. O último alarme&lt;br /&gt;mal se dissipa, e no centro a cinza ainda arde."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www.dw-world.de/popups/popup_printcontent/0,,1838439,00.html)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Stu1oZlOh2I/AAAAAAAAALU/Gl4LpXgctyo/s1600-h/dresden05.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Stu1oZlOh2I/AAAAAAAAALU/Gl4LpXgctyo/s400/dresden05.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394104684372723554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ouvindo Mendelssohn dá pra imaginar a destruição e a reconstrução de Dresden? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Stu3KMoNQUI/AAAAAAAAALk/uU1SzGH1x0A/s1600-h/dresden+at+night.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 243px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Stu3KMoNQUI/AAAAAAAAALk/uU1SzGH1x0A/s400/dresden+at+night.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394106364522742082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melancolia e a tristeza de existir persiste. Seja 1839, 1945, 2005. Assim como as cidades, também nós sofremos momentos de destruição e permanente necessidade de reconstrução. Entretanto a mesma dor que nos sufoca é também ela que nos impulsiona a criar novos sentidos, a reconhecer a não-dor, a partir ou a ficar, desde que se escolha a dor e não o nada. E Mendelssohn.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-2713365993426920853?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/2713365993426920853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/dor-e-melodia-de-mendelsohn.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2713365993426920853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2713365993426920853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/dor-e-melodia-de-mendelsohn.html' title='A dor e a melodia de Mendelssohn'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sn4qSq--ugI/AAAAAAAAAHU/cEGMK7EojYE/s72-c/fullmoon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-4238640457936050677</id><published>2009-10-17T14:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T12:49:43.408-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura'/><title type='text'>Bach - Siciliana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StfIQWwzBMI/AAAAAAAAAK8/1aqXVSkpK7Y/s1600-h/Brazilian-Forest-+charles+comte+de+clarac+1877-1927.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 298px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StfIQWwzBMI/AAAAAAAAAK8/1aqXVSkpK7Y/s400/Brazilian-Forest-+charles+comte+de+clarac+1877-1927.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392999262113170626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Brazilian Forest, Charles Comte de Clarac, 1877-1927&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande amigo me enviou uma belíssima peça de Bach: Siciliana, com Evgeny Kissin ao piano. A composição não tem, formalmente, os aspectos característicos do romantismo. Falta o arrebatamento e a afetação.  É uma melodia clara,despretensiosa, sem ornamentos, ingênua, quase infantil. Entretanto há uma certa "transcendência" que, a mim, me reenviou aos quadros de Friedrich. Entretanto, essa mania de sempre experimentar algo diferente, escolhi a interpretação de Sérgio Monteiro (de Niterói) da obra do barroco alemão e um quadro de um francês do final do século XIX, retratando a floresta amazônica que lembra o romance indigenista Ubirajara de José de Alencar, de 1874.  Não sei se tudo se encaixa. Se não, o jogo recomeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IMB2p7ynwN4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IMB2p7ynwN4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-4238640457936050677?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/4238640457936050677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/bach-siciliana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4238640457936050677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/4238640457936050677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/bach-siciliana.html' title='Bach - Siciliana'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StfIQWwzBMI/AAAAAAAAAK8/1aqXVSkpK7Y/s72-c/Brazilian-Forest-+charles+comte+de+clarac+1877-1927.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5963412818586907974</id><published>2009-10-10T10:11:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T12:43:31.962-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura'/><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>O primeiro quadro pertence ao sombrio romantismo alemão do início do século XIX, o segundo tem as cores da Califórnia fixadas pelo artista no início do século XX. Vangelis é um compositor grego, segunda metade século XX. A solidão e o silêncio... eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StDArhN11LI/AAAAAAAAAKs/JUT566KwZhg/s1600-h/Solitary-tree.+C+D+Freidrich,1774-1840.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 305px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StDArhN11LI/AAAAAAAAAKs/JUT566KwZhg/s400/Solitary-tree.+C+D+Freidrich,1774-1840.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391020607845815474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Solitary tree - Caspar David Friedrich, 1774-1840&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StC643A27xI/AAAAAAAAAKk/mOnLCdraIgg/s1600-h/The+great+silence+-+Fred+Grayson+Sayre+-+1879-1939.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 332px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StC643A27xI/AAAAAAAAAKk/mOnLCdraIgg/s400/The+great+silence+-+Fred+Grayson+Sayre+-+1879-1939.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391014239965474578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The great silence - Fred Grayson Sayre, 1879-1939&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3MC-FLXkg3M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3MC-FLXkg3M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Prelude, Vangelis, 1943&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5963412818586907974?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5963412818586907974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/silencio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5963412818586907974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5963412818586907974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/10/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/StDArhN11LI/AAAAAAAAAKs/JUT566KwZhg/s72-c/Solitary-tree.+C+D+Freidrich,1774-1840.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3639884634610782373</id><published>2009-09-30T10:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T16:14:02.915-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caderno'/><title type='text'>Ainda Clarice</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SsPl6T2LeMI/AAAAAAAAAKM/2h7SMbhwt_Q/s1600-h/Mad+Woman+Delacroix+1822.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SsPl6T2LeMI/AAAAAAAAAKM/2h7SMbhwt_Q/s320/Mad+Woman+Delacroix+1822.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387402369187936450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mad Woman, Delacroix, 1822&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madness&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal lucidez incomunicável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nos deixa mais sós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não na noite infinda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na manhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  apenas iniciada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         &lt;br /&gt;Escrevi isso há algum tempo. Sobre um verso de Pessoa: " A lucidez incomunicável é a pior solidão". Loucura e lucidez unidas na angústia da incomunicabilidade. Muitas vezes me surpreendo palavreando na tentativa de dar conta do tamanho da manhã. Daí a ilusão de clareza e urgência tamanha do papel. Ou da tela, anyway. &lt;br /&gt;E me desconcerto, enquanto o mundo se desconserta.  &lt;br /&gt;Mas, paradoxalmente, toda essa loucura (habitada e alheia) que nos aprisiona também nos liberta. Como se brotasse, da alma desassossegada, uma chave que não abre coisa alguma mas que existe em si mesma como possibilidade.   Tudo isso pra dizer que reli Clarice  e me incomuniquei nela. E acordei com ela um acordo de silêncio. ( A incomunicabilidade junto à Clarice set me free...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Como não há mais bosques, decidi que a partir de amanhã vou caminhar todos os dias até a praia de Itacoatiara para des-palavrear o mundo. Quem sabe amanhece uma manhã lúcida de sol...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3639884634610782373?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3639884634610782373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/ainda-clarice.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3639884634610782373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3639884634610782373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/ainda-clarice.html' title='Ainda Clarice'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SsPl6T2LeMI/AAAAAAAAAKM/2h7SMbhwt_Q/s72-c/Mad+Woman+Delacroix+1822.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-2424708931508176261</id><published>2009-09-29T17:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T18:04:56.167-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>Clarice</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SsKuc4tBwDI/AAAAAAAAAJ8/S9WAkfU8Cew/s1600-h/vintage+woman.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 166px; height: 175px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SsKuc4tBwDI/AAAAAAAAAJ8/S9WAkfU8Cew/s400/vintage+woman.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387059915569348658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dias de Clarice, mal consigo rabiscar letras, quanto mais escrever palavras.&lt;br /&gt;Impossível. Só ler e restar. Que nem barata morta esquecida num canto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-2424708931508176261?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/2424708931508176261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/clarice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2424708931508176261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/2424708931508176261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/clarice.html' title='Clarice'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SsKuc4tBwDI/AAAAAAAAAJ8/S9WAkfU8Cew/s72-c/vintage+woman.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3947894307058319390</id><published>2009-09-24T10:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T15:45:52.768-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Sobre a poesia de Jayro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SrfNQrTsxAI/AAAAAAAAAJ0/h_MUq5gm_sg/s1600-h/livro.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 296px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SrfNQrTsxAI/AAAAAAAAAJ0/h_MUq5gm_sg/s400/livro.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383997565931668482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Para medir sua obra, Antônio Houaiss citou as "angústias afins" de Erasmo, Swift e Valéry; já Alfredo Bosi festejou: "Não é só o metro que agora se libera e espraia: a música toda se desata procurando seguir de perto as ondulações sutis dos estados de alma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos se referem a Jayro José Xavier, que é considerado por alguns um dos maiores poetas brasileiros vivos, ao lado de Manoel de Barros. Pois o autor acaba de lançar um livro feito por conta própria - mesmo. Recém-aposentado e sem editora, Xavier aproveitou seus conhecimentos de encadernação, uma prensa de madeira e papel reciclado de Itamonte, e tratou de confeccionar Poemas, onde reúne textos de 40 anos de carreira literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena que, no Brasil, uma obra tão preciosa fique relegada a uma tiragem de 250 exemplares (encomendados no e-mail jayroxavier@gmail.com). Ao mesmo tempo, é importante dizer: a edição caseira é um charme só. E, para dar um gostinho de seu conteúdo, segue o poema "O caracol":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mora entre as sombras eternas do fundo do pátio&lt;br /&gt;e não canta. Antes inclina as antenas&lt;br /&gt;e capta&lt;br /&gt;a branda aspereza do dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite sai,&lt;br /&gt;tece uma seda líquida nos ladrilhos de cimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem é um bicho, é&lt;br /&gt;um silêncio&lt;br /&gt;lentíssimo - mucosa e casa&lt;br /&gt;movendo-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábio molusco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estio adverso encolhe-se feito feto&lt;br /&gt;na valva em espiral. E adere&lt;br /&gt;- úmido -&lt;br /&gt;à dura pele da terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(todo ele concha&lt;br /&gt;e nostalgia&lt;br /&gt;da unidade)" &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Juliana Krapp&lt;br /&gt;http://www.jblog.com.br/ideias.php?itemid=8208&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3947894307058319390?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3947894307058319390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/sobre-poesia-de-jayro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3947894307058319390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3947894307058319390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/sobre-poesia-de-jayro.html' title='Sobre a poesia de Jayro'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SrfNQrTsxAI/AAAAAAAAAJ0/h_MUq5gm_sg/s72-c/livro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-3134991871492332232</id><published>2009-09-21T10:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T12:33:23.960-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Frühlingslied - Canção da Primavera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sq7qXJ7iftI/AAAAAAAAAJs/_vOJ6VBxV7g/s1600-h/butterflies-vangogh.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 293px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sq7qXJ7iftI/AAAAAAAAAJs/_vOJ6VBxV7g/s400/butterflies-vangogh.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381496288277855954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Butterflies - Van Gogh&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Frühlingslied&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Die Luft ist blau, das Tal ist grün,&lt;br /&gt;Die kleinen Maienglocken blühn,&lt;br /&gt;Und Schlüsselblumen drunter;&lt;br /&gt;  Der Wiesengrund&lt;br /&gt;  Ist schon so bunt&lt;br /&gt;Und malt sich täglich bunter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drum komme, wem der Mai gefällt,&lt;br /&gt;Und schaue froh die schöne Welt&lt;br /&gt;Und Gottes Vatergüte,&lt;br /&gt;  Die solche Pracht&lt;br /&gt;  Hervorgebracht,&lt;br /&gt;Den Baum und seine Blüte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spring song (Traduction:English)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The sky is blue, the valley is green&lt;br /&gt;The little lilies of the valley bloom,&lt;br /&gt;And primroses underneath;&lt;br /&gt;The meadowland&lt;br /&gt;Is already so colorful&lt;br /&gt;And paints itself more colorful every day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come around, you who love May&lt;br /&gt;And look gladly at the beautiful world,&lt;br /&gt;And at the fatherly kindness of God&lt;br /&gt;[So good that] such splendor&lt;br /&gt;Bursts out,&lt;br /&gt;In the tree and its blossoms.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra: Ludwig Heinrich Christoph Hölty (1748-1776)  &lt;br /&gt;Música: Schubert&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa canção de Schubert é um presente nesse início de primavera. Entre no endereço: www.das-lied.org opção: The Lieder, escolha "Frühlingslied" e ouça este belíssimo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;lied&lt;/span&gt; na voz do barítono Peter Schöne com Boris Cepeda ao piano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-3134991871492332232?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/3134991871492332232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/lied-schubert.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3134991871492332232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/3134991871492332232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/lied-schubert.html' title='Frühlingslied - Canção da Primavera'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sq7qXJ7iftI/AAAAAAAAAJs/_vOJ6VBxV7g/s72-c/butterflies-vangogh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-6036238311201914505</id><published>2009-09-17T05:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T08:06:54.093-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Emílio Moura</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SqMaSinKKeI/AAAAAAAAAJc/DjoQg4LagSs/s1600-h/lendo6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 273px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SqMaSinKKeI/AAAAAAAAAJc/DjoQg4LagSs/s400/lendo6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378171285841521122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POEMA I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duro caminho é o de saber que não há caminho.&lt;br /&gt;O que há são fragmentos de rota que o tecido do acaso&lt;br /&gt;une ou desune. Estar, andar.  Identificar-se com as cousas,&lt;br /&gt;com o tempo.  Estar aqui, ali.  Estar antigamente, estar futuro,&lt;br /&gt;ou buscar-se no espelho onde não há espelho.&lt;br /&gt;Isso é tudo.&lt;br /&gt;Mesmo assim nos sonhamos, e sonhamos&lt;br /&gt;um roteiro, um destino.&lt;br /&gt;Não no espaço, ou no tempo,&lt;br /&gt;Mas na parte de nós, ah, tão frágil, que se devora&lt;br /&gt;e, perdida, se salva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POEMA II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só agora é que compreendo haver inventado&lt;br /&gt;tantas maneiras de não ser,&lt;br /&gt;ou de ser, dividido,&lt;br /&gt;disperso.&lt;br /&gt;Ah, vida simplesmente pensada&lt;br /&gt;e não apenas vivida, ou se sonhando entre mil fogos,&lt;br /&gt;e por isso despida&lt;br /&gt;de seu dom de unidade ou de sua própria essência!&lt;br /&gt;Colado à sombra das cousas, viajo, desesperadamente,&lt;br /&gt;dividido, disperso.&lt;br /&gt;Onde estou, não sou.&lt;br /&gt;Nunca sou totalmente.&lt;br /&gt;E é um ficar, sem deter-me, e um partir, sem levar-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-6036238311201914505?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/6036238311201914505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/emilio-moura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6036238311201914505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6036238311201914505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/emilio-moura.html' title='Emílio Moura'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SqMaSinKKeI/AAAAAAAAAJc/DjoQg4LagSs/s72-c/lendo6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8048065601831076754</id><published>2009-09-15T15:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T17:45:46.502-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Redenção</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SqhRLN71hFI/AAAAAAAAAJk/_PAVxLV69Ag/s1600-h/Poetry+-+Sanzio+Raffaello,+1509.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 388px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SqhRLN71hFI/AAAAAAAAAJk/_PAVxLV69Ag/s400/Poetry+-+Sanzio+Raffaello,+1509.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379639008055100498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poetry - Sanzio Raffaello, 1509&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inconsciente - seja lá o que isso quer dizer - é onde as palavras jazem à espera de redenção. Os poetas sabem disso.  O poeta - que difere daquele que escreve apenas versos - vê o mundo de uma forma especialmente particular, única, indizível, enfim, poética. E aí as palavras vêm e ficam a seu dispor. O poeta as (a)colhe e as dispõe de tal forma que a nós só  resta extasiarmos diante da beleza com a qual ele embala as simples palavras transformando-as em pontes entre nós e nossa humanidade. Continuo (e continuarei para sempre) a acreditar que precisamos como nunca dos poetas. Nossa sobrevivência como humanos depende, fundamentalmente, da poesia. Eis a nossa chance de redenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas, amigo! Chegamos tarde demais. &lt;br /&gt;Decerto vivem os deuses,&lt;br /&gt;mas lá em cima, noutro mundo, por sobre as nossas&lt;br /&gt;                     cabeças. (...) &lt;br /&gt;Entretanto às vezes melhor me parece&lt;br /&gt;dormir do que viver assim sem companheiros, ter&lt;br /&gt;de esperar assim; &lt;br /&gt;e o que fazer e dizer entretanto&lt;br /&gt;não sei; &lt;br /&gt;e para quê Poetas em tempos de indigência?&lt;br /&gt;Mas eles são, dizes tu, como os santos sacerdotes do &lt;br /&gt;                      do deus do vinho,&lt;br /&gt;que iam de terra em terra em noite sagrada."&lt;br /&gt;                                          &lt;br /&gt;                          Hölderlin&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8048065601831076754?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8048065601831076754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/redencao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8048065601831076754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8048065601831076754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/redencao.html' title='Redenção'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SqhRLN71hFI/AAAAAAAAAJk/_PAVxLV69Ag/s72-c/Poetry+-+Sanzio+Raffaello,+1509.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-447896206683012085</id><published>2009-09-12T13:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T21:16:20.824-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>Sobre a leitura</title><content type='html'>Em tempos de Bienal é preciso uma reflexão. Hoje, no jornal "O Globo", lemos (relemos) a mesma ladainha: que as pessoas não têm o hábito de leitura, que o maior motivo é a falta de tempo e que o tal "hábito" se forma na infância. Primeira reflexão: "hábito" de leitura não se forma na infância. A primeira relação com a leitura é através do prazer e este só acontece quando encontramos o "primeiro" livro que realmente faça diferença. Este encontro pode acontecer a qualquer momento. Não adianta expor as crianças a livros (muitos deles subestimam qualquer sensibilidade), a exposições (idas obrigatórias pela escola), a peças de teatro "sofríveis", enfim, a toda uma série de atividades ditas culturais de que, dizem, precisamos participar. Ai daquele que ousa, diante do gato torto de Picasso, dizer que o pintor precisava de óculos. "Não, você não compreende. Isto é arte." E ponto. Voltando. &lt;br /&gt;Quando temos nas mãos &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O&lt;/span&gt; tal livro, através do qual realizamos a grande experiência de leitura, aí sim, nos tornamos leitores. A aventura de ler torna-se uma paixão. Primeiro é a paixão, depois (claro) queremos mais, e a leitura pode assim se tornar um hábito. Este encontro pode acontecer a qualquer momento, em qualquer época: aos cinco anos, com o livro escolhido pelo avô, aos nove, na leitura silenciosa na escola, aos quinze com o livro emprestado pela melhor amiga, aos dezoito, com o livro-presente do namorado, aos trinta, quando compramos "A mulher de trinta anos" de Balzac.  Segunda reflexão: a falta de tempo, citada como o grande motivo da falta de hábito de leitura, é o motivo, real sem dúvida, pelo qual deixamos de fazer tudo aquilo  que  nos traz prazer: não há tempo para conversas, para passeios, para ouvir música (sim, para ouvir música mesmo e não fazer uma trilha sonora para dirigir), enfim, o tempo não existe. E não existe mesmo. Por isso precisamos criá-lo. Terceira reflexão: temos que distinguir o leitor de um comprador de livros. A Bienal, por exemplo, que tem lá seus méritos, visa sobretudo o comprador de livros. Essa insistente estratégia junto ao público infantil, não nos enganemos, visa sobretudo à formação de um novo consumidor. O incômodo que causa em saber que há poucos leitores se transforma em um obstáculo às vendas e ao sucesso da indústria dos livros. Afinal, esta indústria não está preocupada com a leitura - e, com ela, que "as ideias voltem a ser perigosas" - e sim com seus lucros. É claro que existem histórias, como as relatadas no jornal, de pessoas que, ao terem contato com os livros  - e a Bienal, como tantas outras iniciativas, é bem-vinda - possam se tornar leitores. Mas é preciso estar atento. Até porque há várias outras tentativas nesse sentido - como a de alguém que colocava livros usados em pontos de ônibus -  que não tiveram nenhum apoio. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Last but not least&lt;/span&gt;, o livro tem o poder de nos libertar e nos levar a um tempo sem ponteiros, um tempo de imersão, possibilitando uma inesquecível experiência. A leitura é ameaçadora, é transformadora. Nos tornamos leitores quando um livro se torna "um espelho coberto de areia sobre o qual depositamos, cheios de temor e de pudor, o que trazemos escrito dentro de nós."(José Castello). Só a verdadeira arte é capaz de nos transformar: é quando após a leitura de um livro, de um filme, de um quadro, nos sentimos outra pessoa e, paradoxalmente, nos sentimos, como nunca, tão intensa e verdadeiramente nós mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-447896206683012085?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/447896206683012085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/sobre-leitura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/447896206683012085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/447896206683012085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/sobre-leitura.html' title='Sobre a leitura'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5151662243217958091</id><published>2009-09-07T00:42:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T11:52:57.136-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Sobre angústias (in) tocáveis</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gmIVIOjqbRY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gmIVIOjqbRY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro &lt;br /&gt;ainda &lt;br /&gt;quando ouvi,&lt;br /&gt;pela primeira vez,&lt;br /&gt;a valse nº 5 de Chopin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos dedos de minha mãe&lt;br /&gt;vi surgirem&lt;br /&gt;asas,&lt;br /&gt;cores,&lt;br /&gt;que se transformavam em pássaros&lt;br /&gt;que fugiam&lt;br /&gt;voltavam &lt;br /&gt;e novamente&lt;br /&gt;desapareciam&lt;br /&gt;num presságio de alegria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estremecimento, então, &lt;br /&gt;percorreu minhas mãos que,&lt;br /&gt;ainda pequeninas,&lt;br /&gt;desejaram ser as irrequietas avezinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde&lt;br /&gt; (enquanto tocava a Berceuse) &lt;br /&gt;percebi,&lt;br /&gt;com o mesmo estremecimento,&lt;br /&gt;que a emoção que nos torna livres como pássaros&lt;br /&gt;também pode&lt;br /&gt;- a mesma emoção –&lt;br /&gt;aniquilar a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telma Miranda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8HayHLUZIcU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8HayHLUZIcU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5151662243217958091?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5151662243217958091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/sobre-angustias-in-tocaveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5151662243217958091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5151662243217958091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/sobre-angustias-in-tocaveis.html' title='Sobre angústias (in) tocáveis'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-5523267603448276332</id><published>2009-09-05T20:58:00.000-07:00</published><updated>2009-09-05T19:14:21.649-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Concerto para violino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sn4pocJ2RnI/AAAAAAAAAHM/ctkjzTZlEh4/s1600-h/a-lua-Tarsila.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 372px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sn4pocJ2RnI/AAAAAAAAAHM/ctkjzTZlEh4/s400/a-lua-Tarsila.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367773580601214578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OPUS III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O luar invade a casa&lt;br /&gt;    como uma serenata para cordas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na memória&lt;br /&gt;    essa lua olha&lt;br /&gt;    naquela sala antiga&lt;br /&gt;    o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Minto.&lt;br /&gt;    Não era a mesma lua.&lt;br /&gt;    Nem a mesma sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Maria José Giglio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-bdO81BRIQQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-bdO81BRIQQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-5523267603448276332?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/5523267603448276332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/concerto-para-violino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5523267603448276332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/5523267603448276332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/09/concerto-para-violino.html' title='Concerto para violino'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Sn4pocJ2RnI/AAAAAAAAAHM/ctkjzTZlEh4/s72-c/a-lua-Tarsila.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1032486595447914059</id><published>2009-08-26T20:51:00.000-07:00</published><updated>2010-02-22T07:07:45.277-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>Orlando.2</title><content type='html'>Ainda "habitada" por Orlando (não é fácil partir para outra aventura) preciso compartilhar palavras. Não para me libertar, pois me quero presa a elas para sempre, mas porque talvez  assim minha prisão seja ainda mais doce. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lovers in the country. G. Coubert, 1844&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SpcedTRL21I/AAAAAAAAAJM/W8xzbVmKxBg/s1600-h/Lovers+(Orlando)++Courbet+1844.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 330px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SpcedTRL21I/AAAAAAAAAJM/W8xzbVmKxBg/s400/Lovers+(Orlando)++Courbet+1844.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374798169027369810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sobre o homem/mulher:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Orlando transformara-se em mulher - não há que negar.  Mas, em tudo o mais, continuava precisamente o que tinha sido. A mudança de sexo, embora alterando o seu futuro, nada alterava da sua identidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um pouco de carne, senhora? - perguntou. (...) Qual o êxtase maior? O da mulher ou o do homem? Não serão talvez o mesmo? Não, pensava, este é o mais delicioso (agradecendo ao capitão, mas recusando); recusar e vê-lo entristecer. Bem, aceitaria, se ele o desejava, um pedacinho pequenino, o menorzinho possível. Isto era a coisa mais deliciosa: ceder e vê-lo sorrir. Pois nada(...) é mais divino do que resistir e ceder, ceder e resistir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Recordava como tinha insistido, nos seus tempos de rapaz, em que as mulheres devem ser obedientes, castas, perfumadas e caprichosamente enfeitadas. "Agora, tenho de pagar com o meu corpo por aquelas exigências", refletiu; "pois as mulheres não são ( a julgar pela minha própria curta experiência do sexo) obedientes, castas, perfumadas e caprichosamente enfeitadas já por natureza. Só podem conseguir essas graças, sem as quais não lhes é dado desfrutar nenhuma das delícias da vida, mediante a mais enfadonha disciplina.  Só o penteado", pensava, "me tomará uma hora, todas as manhãs; outra hora para mirar-me ao espelho; há o espartilho, o banho, os pós, há que trocar a seda pela renda e a renda pelo brocado; há que ser casta o ano inteiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É melhor", pensou, "estar vestida de ignorância e pobreza, que são os obscuros ornamentos do sexo feminino; é melhor deixar a outros o governo e a disciplina do mundo; é melhor estar livre da ambição marcial, do amor ao poder e de todos os outros desejos varonis, desde que se possam fruir em toda a plenitude os mais sublimes arrebatamentos do espírito humano, que são", disse em voz alta, como era seu costume quando estava profundamente comovida, "contemplação, solidão, amor." "Graças a Deus que sou mulher", gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Orlando já sabia, pela sua própria experiência de homem, que os homens choram tão frequentemente e tão sem razão quanto as mulheres; começava, porém, a perceber que as mulheres se escandalizam quando os homens manifestam sua emoção diante delas, e estava escandalizada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mesmo agora (...) estava em vias de fabricação. A mudança era incessante; a mudança talvez não cessasse nunca. (...) Como tinha mudado tão pouco em tantos anos. Fora um rapaz melancólico, enamorado da morte, como são os rapazes; depois amoroso e exuberante; (...)Apesar de todas essas mudanças - refletia - tinha ficado fundamentalmente a mesma. Afinal de contas, nada mudou."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Spat9bFAJII/AAAAAAAAAI0/PH4-8Hg21cA/s1600-h/Writing1+Met+Su+1662.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/Spat9bFAJII/AAAAAAAAAI0/PH4-8Hg21cA/s400/Writing1+Met+Su+1662.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374674476065629314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Man writing a letter. Met Su, 1662&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre escrever:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estava descrevendo, como todos os poetas jovens sempre descrevem, a natureza, e, para determinar precisamente um tom de verde, olhou (e nisso mostrou mais audácia que muitos) para a própria coisa, que era um loureiro por baixo da janela. Depois disso, naturalmente, não pôde mais escrever.  Uma coisa é o verde na natureza; outra coisa, na literatura. Entre a natureza e as letras parece haver uma natural antipatia; basta juntá-las para que se estraçalhem.  O tom de verde que Orlando agora via estragou-lhe a rima, quebrou-lhe o metro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Orlando era um fidalgo afligido pelo amor à literatura. Muita gente de seu tempo, mais ainda, da sua hierarquia, se livrou desse mal, e tinha assim a liberdade de correr, cavalgar ou amar como bem lhe apetecesse. (...) Porque a doença de ler, uma vez tomando conta do organismo, enfraquece-o a ponto de torná-lo fácil presa desse outro flagelo que habita no tinteiro e supura na pena.  O desgraçado dedica-se a escrever." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qualquer pessoa regularmente familiarizada com os rigores da composição dispensará pormenores; como escreveu e pareceu-lhe vil; corrigiu e rasgou; aparou; acrescentou; extasiou-se; desesperou-se; teve suas noites boas e suas manhãs ruins; apreendeu idéias e perdeu-as; viu diante de si o seu livro nítido, e desvaneceu-se; personificou seus heróis, enquanto comia; recitou suas falas, a caminhar; ora chorava; ora ria; vacilou entre este e aquele estilo; ora preferia o heróico e pomposo, em seguida, o singelo e simples; agora os vales de Tempe, depois os campos de Kent ou Cornwall; e não chegou a saber se era o mais divino dos gênios ou o maior louco do mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Orlando retirava-se sozinho para o seu quarto. Lá, com a porta fechada, e certo da sua solidão, tirava um velho caderno, cosido com seda roubada ao costureiro de sua mãe e rotulado, com uma redonda letra de colegial, O Carvalho - poema.  Nele escrevia até muito além da meia-noite.  Mas como apagava tanto quanto escrevia, no fim do ano o total de versos costumava ser bastante menor do que no princípio, e era como se, à medida que o escrevesse, o poema fosse ficando inteiramente por escrever."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A letra s - reflete - é a serpente no Éden do poeta. Mas o s não era nada, em sua opinião, comparado à terminação "ando". O particípio presente é o próprio demônio, pensava(...). Evitar tais tentações é o primeiro dever do poeta, concluía, pois, como o ouvido é a antecâmara da alma, a poesia pode arruinar e destruir com mais segurança do que a luxúria ou a pólvora.  O ofício do poeta, continuava, é portanto o mais alto de todos. Suas palavras alcançam o que para os outros é inatingível."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pois, se é temerário entrar desarmado no antro do leão, se é temeráio navegar pelo Atlântico num barco a remo, temerário ficar num pé só no alto da Catedral de São Paulo, é ainda mais temerário ir para casa a sós com um poeta. O poeta é ao mesmo tempo um leão e o Atlântico. Um nos afoga e o outro nos rói. Se sobrevivemos aos dentes, sucumbimos nas ondas. Um homem que pode destruir ilusões é, ao mesmo temo, fera e dilúvio."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mais banal conversação é muitas vezes a mais poética, e a mais poética é precisamente a que se não pode anotar. Razão pela qual aqui deixamos um grande espaço em branco, o que servirá para indicar que o espaço está completamente repleto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SparWCfBiYI/AAAAAAAAAIs/Uce3xuzmE3g/s1600-h/Dance+time+Poussin+1635.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 289px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SparWCfBiYI/AAAAAAAAAIs/Uce3xuzmE3g/s400/Dance+time+Poussin+1635.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374671600425732482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Dance to the music of time. Nicolas Poussin, 1635&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas, desgraçadamente, o tempo, que faz florescerem e murcharem animais e vegetais com espantosa pontualidade, não tem sobre a mente humana um efeito tão simples. A mente humana atua com igual estranheza sobre o corpo do tempo. Uma hora, instalada no estranho elemento do espírito humano, pode ser distendida cinquenta ou cem vezes mais do que a sua medida no relógio; inversamente, uma hora pode ser representada no tempo mental por um segundo.  Esse extraordinário desacordo entre o tempo do relógio e o tempo do espírito é menos conhecido do que devia ser, e merece mais profundas investigações.  Mas o biógrafo, cuja tarefa, como já dissemos, tem de ser limitada, deve reduzir-se a declarar: quando um homem chega aos trinta anos, como Orlando, o tempo dedicado a pensar se torna estranhamente longo, e o tempo dedicado a agir estranhamente curto." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A verdadeira extensão da vida de uma pessoa, diga o que disser o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dicionário Biográfico Nacional&lt;/span&gt;, é sempre matéria discutível. Porque é difícil esse registro do tempo: nada o desordena mais rapidamente que o contato com qualquer das artes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A memória faz a sua agulha correr para dentro e para fora, para cima e para baixo, para cá e para lá.  Não sabemos o que vem em seguida, o que virá depois."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1032486595447914059?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1032486595447914059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/08/orlando2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1032486595447914059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1032486595447914059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/08/orlando2.html' title='Orlando.2'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SpcedTRL21I/AAAAAAAAAJM/W8xzbVmKxBg/s72-c/Lovers+(Orlando)++Courbet+1844.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-6666334920971829722</id><published>2009-08-26T12:54:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T08:18:29.094-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>Orlando.1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SpBiZAnmEgI/AAAAAAAAAIM/-P0gvCADkVs/s1600-h/Orlando.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 288px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SpBiZAnmEgI/AAAAAAAAAIM/-P0gvCADkVs/s400/Orlando.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372902537255326210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma grande e inesquecível experiência de leitura! Reler &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Orlando&lt;/span&gt;, de Virgínia Woolf (na tradução primorosa de Cecília Meireles) foi um verdadeiro êxtase. É uma obra prima. Orlando nasce homem no século XVI, transforma-se em mulher e vai até o século XX. Um passeio pela história da Inglaterra (a descrição da inundação no final do primeiro capítulo é primorosa: é o próprio fluxo da história). O relógio toca as badaladas: o céu claro do século XVIII torna-se escuro no século XIX. As casas ficam recobertas de heras e há umidade por toda a parte: no madeiramento, nos pensamentos, no tinteiro. "Os adjetivos se multiplicaram; a poesia lírica tornou-se poema épico; e pequenas bagatelas, que tinham sido ensaios de uma coluna, eram agora enciclopédias de dez ou vinte volumes."  Orlando um dia acorda mulher, olha em volta e percebe que todos andam aos pares: é a era do casamento. Lady Orlam se casa e rende-se à maternidade. Chega o século XX: a água aquecida, "a um toque a sala inteira estava iluminada", a fábrica de guarda-chuvas, o trem, as vitrines, "uma loja que vendia livros", os empregados de banco, a fragmentação da identidade do ser humano, os "rios de gente". A hera havia secado.  E Lady Orlam presta, então, uma reverência ao espírito da época...&lt;br /&gt;Tudo é genial. Cada página, cada parágrafo, cada palavra nos ata para sempre ao próprio ato de ler.  Passear pelas frases, conduzida por Virgínia e Cecília através das palavras escolhidas, é uma experiência absolutamente necessária  e imprescindível. Tempo infinito da mais pura Beleza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-6666334920971829722?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/6666334920971829722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/08/orlando1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6666334920971829722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/6666334920971829722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/08/orlando1.html' title='Orlando.1'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SpBiZAnmEgI/AAAAAAAAAIM/-P0gvCADkVs/s72-c/Orlando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-1310323136713818498</id><published>2009-08-20T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T07:18:03.412-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Sonata ao Luar</title><content type='html'>Hoje, dia 20 de agosto, às 7:01, o encontro: Lua e Sol. Mais uma lua nova. Dizem que é o momento propício para iniciar projetos. Dizem também que não é uma boa hora para cortes de cabelo. Essas indicações nada mais são do que tentativas de nos aproximarmos mais da natureza e agir em comunhão com ela. Pela manhã, portanto, aconteceu o encontro, escondido pelas nuvens. Na minha imaginação (santa e terrível imaginação!), visualizei o "encontro" dos dois no espaço infinito. Na imaginação, tudo é possível, pois é claro que esse encontro não existe. Ou melhor, existe de um ponto de vista nosso, mas ambos estão apenas "passeando" no cosmos a quilômetros de distância. Mas, insistindo no imaginar, penso nos dois astros tão próximos que quase se tocam no silêncio do vazio. Me lembro então do primeiro movimento da Sonata ao Luar. Beethoven (1770-1827) foi um dos grandes representantes do romantismo na música erudita. Ele compôs a sonata 14, opus 27, n.2 que só mais tarde recebeu o nome de Sonata ao Luar. A melodia, tão melancólica, tem a densidade característica do romantismo. Principalmente o primeiro movimento - o adágio - que me pareceu uma boa dica para esse dia de lunação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nT7_IZPHHb0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nT7_IZPHHb0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-1310323136713818498?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/1310323136713818498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/08/sonata-ao-luar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1310323136713818498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/1310323136713818498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/08/sonata-ao-luar.html' title='Sonata ao Luar'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8436116744149228745.post-8350592634729180295</id><published>2009-08-20T09:29:00.001-07:00</published><updated>2009-10-21T15:32:59.899-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura'/><title type='text'>Clair de Lune</title><content type='html'>Claude Debussy (1862-1918) é um compositor francês considerado impressionista, autor de uma música vaga "que se ouve com a cabeça reclinada nas mãos". Ou então podemos ouvi-la passeando pelos jardins de Claude Monet (1840-1926), pintor francês também impressionista, cuja técnica, inovadora, fazia com que os quadros, vistos de perto, apresentassem apenas borrões, mas ao distanciar a visão, o quadro se formava com extrema nitidez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/So2szbIxCSI/AAAAAAAAAH8/HWQeEJK5NEU/s1600-h/monet_jardin_I.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 231px; height: 276px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/So2szbIxCSI/AAAAAAAAAH8/HWQeEJK5NEU/s400/monet_jardin_I.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372139929980700962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música de Debussy também tinha esse caráter vago, sutil e ao ouvi-la temos a impressão que a melodia simplesmente vai se dissolver.  A peça intitulada Clair de Lune é a mais popular.  &lt;br /&gt;Para um dia de encontro entre sol e lua, ao som do romântico Beethoven ou do impressionista Debussy, o que importa é refletir sobre o que é um encontro. E aí nada como o cinema para unir uma melodia, uma manhã e uma história de duas pessoas que se encontram. A cena abaixo é o final do filme Frankie and Johnny, realizado em 1991, e que merece ser visto ou revisto.  Fala de uma profunda solidão humana e da necessidade de se estar conectado a algo ou alguém. As resistências de Frankie, a insistência de Johnny, o desejo de se relacionarem verdadeiramente tornam os personagens figuras emblemáticas dessa busca incansável e tão difícil do encontro. Amanhece. E a luz do sol - acompanhada pelas notas da melodia Clair de Lune de Debussy - penetra pelas frestas da janela, desfazendo defesas e iluminando esses dois seres agora dispostos a se unirem em uma união dos opostos: Sol e Lua.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="360" height="240"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kXoia1sqXfQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kXoia1sqXfQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="360" height="240"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8436116744149228745-8350592634729180295?l=caffeletterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caffeletterato.blogspot.com/feeds/8350592634729180295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/08/clair-de-lune.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8350592634729180295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8436116744149228745/posts/default/8350592634729180295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caffeletterato.blogspot.com/2009/08/clair-de-lune.html' title='Clair de Lune'/><author><name>Telma Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00576364260905048797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/SdEKfQ27eII/AAAAAAAAADQ/5HLN0kC-fvI/S220/vintage+woman.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HYC7QcQ84WM/So2szbIxCSI/AAAAAAAAAH8/HWQeEJK5NEU/s72-c/monet_jardin_I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
